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Vinícius Claussen e Ari Boulanger querem gestão na Prefeitura

Data: 03/06/2018

Vinícius Claussen e Ari Boulanger querem uma gestão de verdade na Prefeitura. A candidatura do PPS falou sobre as áreas da Saúde, da Gestão Municipal e as deficiências dos Serviços Públicos teresopolitanos encerrando a série de entrevistas do DIÁRIO

Anderson Duarte

Quem encerrou a série de entrevistas com os candidatos a Prefeito nesta eleição suplementar que enfrentamos no próximo domingo, 03, foi a candidatura do PPS, cuja chapa é composta por Vinícius Claussen e Ari Boulanger. Nos próximos dois anos e quatro meses, um inédito mandato tampão escolhido pelo voto direto será responsável por tentar tirar a cidade do maior atoleiro administrativo já vivido pelo município, e uma série de encontros com as propostas oferecidas pelos nove candidatos ao cargo levou aos teresopolitanos a oportunidade de conhecer e escolher melhor entre essas opções ofertadas. Guardado o compromisso com a qualidade da informação e o alcance dos fatos e acontecimentos envolvendo a vida do nosso cidadão, o Grupo DIÁRIO tem levado até a população todos os pensamentos dos pleiteantes para a condução do mandato suplementar provocado pela cassação da chapa de Mario Tricano e Sandro Dias. A dupla do PPS esteve nos estúdios da Diário TV ontem, 29, e apresentou aos telespectadores, leitores e internautas do Grupo DIÁRIO, parte de suas propostas para as áreas de Saúde, Gestão Municipal e Serviços Públicos. Além de conhecerem cada um dos postulantes ao cargo, e os seus respectivos vices, os leitores, bem como os telespectadores da Diário TV, também tiveram a oportunidade de conhecer as propostas destas candidaturas para a cidade de Teresópolis. Todas as nove candidaturas foram convidadas e participaram em sua totalidade da série utilizando o espaço cedido pelo Grupo DIÁRIO para expor suas proposições para a gestão da cidade. Além da veiculação ao vivo também serão feitas outras duas reprises e a veiculação aqui em nossa edição impressa, no dia seguinte a participação do candidato.

- Quem são Vinícius Claussen e Ari Boulanger

Assim como aconteceu com todas as candidaturas que passaram pelos estúdios da Diário TV, a primeira parte da entrevista foi dedicada a um momento de apresentações pessoais dos pleiteantes. O primeiro a falar foi o médico, neurocirurgião Ari Boulanger, que se definiu em uma expressão: “eu sou um cara simples”. Com jeito mais calado que o companheiro de chapa, mas altamente engajado nas questões políticas da atualidade, Ari, apesar de estrear no universo político-partidário, tem se destacado em grupos de discussões sociais e sempre tem colocado sua posição a respeito de temas polêmicos e centrais na realidade da cidade. Com atuação na medicina pública, em sua prestação de serviço no Hospital das Clínicas de Teresópolis, o médico guarda fama de muito dedicado aos colegas, prestativos com a equipe da unidade hospitalar e quase um pai para os pacientes. Como atua em uma especialidade de difícil oferta no mercado, Ari é uma das principais referências também na região e no interior do estado. Segundo o médico, foi justamente a necessidade de se mudar práticas nocivas a sociedade que o trouxe para o mundo da política e ao compromisso firmado com o PPS.
Seu companheiro de chapa é teresopolitano, de família tradicional e centenária da cidade, e desde muito novo já atua no ramo comercial. Desde muito jovem, Vinícius Claussen experimentou as muitas facetas do comércio e com participação em diversos segmentos, etapas que o fizeram amadurecer e chegar hoje a posição de empresário que gera mais de cem empregos diretos em suas empresas. Sua trajetória, apesar da família influente e com condições mais favoráveis de crescimento, se deu de forma orgânica e o jovem empresário passou por quase todos os segmentos de uma empresa. Graduado em administração, e especializado em diversos outros segmentos ao longo de sua carreira, chega hoje ao posto de candidato a Prefeito de Teresópolis com a missão de levar toda essa bagagem acumulada para uma estrutura administrativa que experimenta sua maior crise institucional da história. A simplicidade de Ari, aliada a experiência de gestão de Vinícius, segundo ambos, é que pode reverter esse processo de degradação administrativa.

- A Saúde ter que ser focada no atendimento de excelência, e nada diferente disso

A entrevista tem como tema inicial o segmento mais abordado pelas candidaturas em toda a série, apenas uma, das nove chapas, não utilizou a área da Saúde para propor mudanças aos eleitores. Para o médico e cidadão Ari, nossa situação na saúde pública de Teresópolis pode ser comparada a de um paciente, que precisa estar na UTI, no entanto ainda não conseguiu vaga para essa internação. “Essa comparação é perfeita, pois, demonstra o quanto estamos correndo risco. Um paciente que necessita estar em tratamento em uma Unidade de Tratamento Intensivo, e não está, ele corre sérios riscos de ter a sua vida comprometida e até mesmo ceifada pela ausência do tratamento adequado. E é exatamente isso que passamos hoje aqui em Teresópolis. Uma estrutura desorganizada, que não privilegia as instituições de saúde, como a FESO, o Hospital São José, e vê essas mesmas estruturas como inimigas, adversárias, não é razoável e muito mais contraproducente que efetiva. Precisamos repensar essa organização e rever esses processos todos instituídos ao longo dos últimos anos que se mostraram absolutamente incapazes de dar conta da demanda de nossa cidade”, lamenta o médico Ari Boulanger, que também fez questão de enaltecer que precisa ser revisto o sistema de contratação de pessoal na pasta.
Vinícius é mais enfática e lembra que antes de qualquer coisa é preciso promover uma grande auditoria nas contas e contratações da prefeitura, sobretudo na área da saúde, onde o candidato entende ter havido muito desperdício de dinheiro público nas últimas décadas. “Uma completa e minuciosa auditoria se faz necessária hoje, até mesmo para entendermos o que é possível ser feito em tão pouco tempo. Mas não abro mão da transparência nas gestões da administração da saúde. O modelo de gestão por OS, por exemplo, precisa que uma audiência pública e que envolva toda a população debata o que é melhor. Hoje, eu digo sem medo de errar que nossa população tem muita saudade do nosso antigo Pronto Socorro do HCT, que por escolhas equivocadas e inconsequentes de gestões passadas, perdemos e hoje sentimos muita falta. Isso tudo é pesar o que a população precisa e quer. Não há outro jeito de saber isso que não ouvindo e deixando a população falar”, enaltece Vinicius, que é complementado por Ari com relação aos PSFs. “Eu tenho certeza que está no modelo de atendimento nos bairros, nas comunidades e dentro das especialidades que mais são demandadas por essas pessoas nos PSFs, as melhores soluções no curto prazo para nós teresopolitanos. E dá pra mudar essa historia e promover um atendimento superior aos 50% nestas unidades já nos nossos primeiros cem dias de gestão”, finaliza o médico.

- Gestão eficiente se faz com a participação da população e com servidor qualificado

O segundo bloco da entrevista foi dedicado as propostas dos candidatos para a área da Gestão Municipal, outro assunto bastante recorrente na série. Para os representantes do PPS, não há possibilidade de se reverter o processo de degradação da administração municipal, sem que haja a participação da população e dos servidores públicos municipais motivados. “Precisamos monitorar a execução dos contratos, identificar possíveis desvios sobre operações públicas e, assim como na iniciativa privada, auxiliam os gestores a fazer seus planejamentos. Por isso, cabe aos gestores a adoção de boas práticas a fim de aumentar a eficiência no setor público e buscar aumentar os níveis de produtividade e satisfação em relação aos serviços prestados. Essa experiência que temos da iniciativa privada sempre é colocada em discussão, mas acho que será extremamente importante para vencermos etapas hoje intransponíveis pelo pensamento do gestor ultrapassado”, lembra Ari quando faz referências aos questionamentos quanto as diferenças sensíveis em relação a administração pública e a privada.
Já Vinícius lembra que sua ampla experiência na área tem sido uma importante ferramenta na formulação de propostas de governo. “Nós percebemos que muitas dificuldades antes colocadas pela ineficiência da máquina pública podem ser vencidas pela maior participação dos servidores na tomada de decisões. A receita é simples, evitar gastos desnecessários como o excesso de cargos comissionados, implantar uma estrutura de governo baseada nos saberes técnicos e nos muitos talentos que possuímos, e acima de tudo qualificar, respeitar e valorizar o funcionalismo”, explica Vinícius.

- Serviços Públicos precisam servir ao bem comum, e não aos interesses políticos

O último bloco de entrevistas da série teve como objeto das discussões um dos maiores desafios do gestor do mandato tampão que se inicia nas próximas semanas, os desafios da administração pública no que pese os serviços oferecidos a população. Segundo a chapa, gerir uma cidade é o mesmo que votar todas as suas ações para um único objetivo: o bem comum da coletividade administrativa. “Toda atividade desempenhada pelo gestor público deve estar orientada a este objetivo. Entretanto, não podemos ser irresponsáveis de prometer soluções rápidas, uma vez que um dos desafios enfrentados pelo próximo administrador será justamente medir essa eficiência no setor público e mudar a realidade que temos hoje. Nossa proposta é apostar na qualificação dos nossos servidores, como falamos no bloco anterior e focar na necessidade de se medir essa eficiência, avaliar a credibilidade dos nossos serviços prestados e disponibilizar informações a população dando primazia a transparência, o que não vemos hoje”, explica Ari. Seu companheiro de chapa já considera que algumas ferramentas de gestão bem aplicadas, podem proporcionar a redução de custos que necessitamos hoje na máquina pública.
“Serviços como o de transporte público precisam ser revistos. Estão caros, desorganizados e sem nenhuma contrapartida das empresas. Nesse caso especifico podemos citar a ausência de contrato com a empresa responsável pelo serviço. Licitar, exigir contrapartidas como a implantação do sistema de integração, podem nos oferecer um serviço muito mais bem organizado e barato. E olha que esse é apenas um dos exemplos. No lixo, por exemplo, precisamos adiantar a discussão e não voltarmos nossa atenção a algo que já está superado no passado. Temos que transformar o lixo em dinheiro. Participei recentemente de uma audiência pública neste sentido e vimos desfilar por lá inúmeras soluções bacanas e viáveis, como a usina de compostagem, o processo de queima dos resíduos sólidos que pode produzir energia e evitar danos ao meio ambiente, enfim, temos muitas soluções, o que falta mesmo é deixarmos de lado aquelas reuniões longas com café e água gelada e sair em campo para buscar os projetos as parcerias, as inovações que queremos experimentar nos próximos anos em nossa cidade”, finaliza o candidato Vinícius Claussen.

- Todas as nove entrevistas seguem disponíveis no YouTube

Para garantir que todas as reportagens em O DIÁRIO fossem veiculadas em dia de semana e condições de circulações igualitárias, nenhuma delas foi realizada nas sextas-feiras, cabendo a edição de fim de semana do próximo dia 01 de junho, estampar uma compilação de todas as entrevistas realizadas anteriormente. Quanto aos assuntos que puderam ser abordados durante as conversas, foi dada liberdade aos entrevistados e suas assistências para que decorressem sobre uma extensa lista de temas previamente estipulados, obedecendo o limite de três escolhas, uma para cada um dos blocos. Ao final os candidatos ainda puderam dispor de três minutos para explanações de livre escolha. Todos os vídeos já estão disponíveis no canal do YouTube do Jornal O Diário de Teresópolis e em toda a série, a primeira e mais importante regra determinada pela organização das entrevistas foi a que determina que cada um dos participantes fizessem suas interpelações com o intuito, único e exclusivo de expor suas plataformas e projetos políticos para a cidade de Teresópolis, enquanto possíveis candidatos eleitos. As entrevistas foram todas realizadas obedecendo a ordem de apresentação alfabética ilustrada no sistema de divulgação de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral

 

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