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Vereadores vão investigar compra das bananas

Data: 04/08/2017

Marcus Wagner

A Câmara de Vereadores vai investigar a compra de bananas pela prefeitura de Teresópolis a um preço exorbitante, tema  que foi trazido à tona em matéria do jornal O Diário de Teresópolis. Na sessão desta quinta-feira, os parlamentares prometeram que irão buscar todas as informações sobre o fornecimento, como o porquê de se escolher uma cooperativa de fora do município e que cobra um valor muito mais caro que o de mercado. Mesmo Teresópolis sendo referência em agricultura, o governo Tricano firmou contrato com produtores de Nova Friburgo, por coincidência ou não, município governado por um prefeito que é do mesmo partido de Tricano, o PP.
De acordo com o que foi apurado, a prefeitura fez a compra de 45 toneladas de banana a R$ 4,21 por quilo, enquanto no supermercado Multi Market, por exemplo, o quilo do mesmo tipo de banana custa R$ 1,69, ou seja, a prefeitura quer pagar um valor 150% maior do que o comprado no comércio local.
O assunto alcançou uma imensa repercussão negativa que levou muita gente a cobrar dos parlamentares pessoalmente e pelas redes sociais uma atitude para evitar mais um caso de abuso nos gastos públicos, principalmente no momento em que os funcionários da prefeitura estão com dois meses de salários atrasados, com a alegação de estar em crise financeira.
“Foi até motivo de chacota. Eu fui procurar saber mais e vi que a coisa é ainda mais grave porque nós temos a lei 2769 de 2009 que dispõe sobre a aquisição de produtos alimentícios destinados a alimentação escolar e programas sociais do município de Teresópolis e o artigo 1º diz que o poder público fica autorizado a adquirir produtos alimentícios de agricultores de Teresópolis. No edital que foi publicado tem uma cooperativa de Nova Friburgo e conferi no CNPJ que realmente é de lá. Nós temos um contrato com a Milano em que ela deve prestar o serviço de fornecimento de todos os gêneros alimentícios para a rede de ensino. Então ela deveria comprar esses alimentos e a prefeitura deveria exigir que a Milano cumprisse a lei de comprar 30% do material produzido dos agricultores locais. Começo a acreditar que o prefeito está sendo muito mal assessorado, porque senão seria muita incompetência”, alertou Maurício Lopes.
“Quando o orçamento aperta ou a gente está em crise, tem que ajustar as contas, então ficamos realmente indignados com esse preço, não desvalorizando a agricultura ecológica, domiciliar, a gente sabe que é um produto diferenciado. Eu acho que a gente tem que levantar a real necessidade  de se pagar um preços três vezes mais do que o de mercado. Acho que os vereadores atenderam a um apelo da mídia que veio trazer a tona esse preço. Temos a intenção de valorizar o agricultor teresopolitano e pagar um preço que realmente seja justo”, afirmou a vereadora Cláudia Lauand. 
Jaime Medeiros afirmou que é necessário apurar essa situação com o maior rigor: “Eu, o Leonardo e o Roque já montamos um planejamento para ir de encontro à empresa que foi escolhida para fornecer esse alimento. Não queremos retirar a alimentação das crianças, mas temos uma lei que exige que essa contratação tem que ser feita dentro do município. Temos que saber se o alimento está mesmo de acordo com esse preço. Alguma coisa temos que levantar para saber definitivamente sobre esse assunto que está tomando conta da cidade e assim vamos conseguir trazer uma resposta mais sensata”.
No total, o governo Mario Tricano firmou a aquisição de quase meio milhão de reais em gêneros alimentícios provenientes de produção da Agricultura Familiar. Não é só a questão do preço que chama a atenção, já que o município já possui empresa terceirizada recebendo altos valores para esse fornecimento na área da educação. 
O valor total da compra de bananas é de R$ 188.860,00, caso comprasse a mesma quantidade de banana no mercado Multi Market a gestão pagaria R$ 75.813, uma economia superior aos cem mil reais. Acontece que um dos fatos que mais tem chamado a atenção dos teresopolitanos pelas redes sociais é a terceirização do fornecimento de merenda escolar em Teresópolis, que já demanda milhões de reais anualmente e já prevê a aquisição destes insumos alimentícios por parte da empresa vencedora “ad eternum” do processo de licitação para a área.
O vereador Leonardo Vasconcellos também criticou a compra e afirmou que irá fazer um relatório completo após a visita à cooperativa: “Na época em que eu era secretário, não conseguia fazer a aquisição de fornecedores locais porque não havia produtores credenciados para fazer a venda, por isso utilizávamos a verba comprando mel, iogurtes e hortaliças produzidos em Teresópolis. Conversei com o Jaime e vamos até a sede dessa cooperativa para ver onde é produzido para tirar uma conclusão. Quero saber quem produz para chegar a uma conclusão final, porque o preço realmente é caro, mas é preciso saber o motivo, se essa quantidade tem como ser produzida em Teresópolis. Primeiro precisamos saber se essa cooperativa de fato existe, quais são as famílias que estão sendo beneficiadas e precisamos ver se realmente as nossas crianças estão sendo bem abastecidas. Vamos lá e traremos um relatório até a próxima quinta-feira”.

 

 

 

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