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Vereadores questionam falta de ações de infraestrutura e manutenção na cidade

Data: 07/03/2019

Em Sessão Ordinária, Vereadores questionam a falta de ações de infraestrutura e manutenção na cidade. Para os edis, o Prefeito abriu mão de atender as demandas populares e a culpa acaba por decair nos ombros do Legislativo

 

Anderson Duarte

Os vereadores de Teresópolis estão reclamando da completa falta de respostas do Poder Executivo sobre as demandas apresentadas pelos parlamentares ao longo dos últimos meses. Em sessão realizada nesta quinta-feira, 07, a Câmara se reuniu e aprovou três projetos de Lei, sendo um que institui a proibição da comercialização dos populares fogos de artifício no município, além da criação do “Auxílio Atleta” de Teresópolis, entretanto, ficou como destaque do encontro o descontentamento do Parlamento em relação ao comportamento do Executivo em pedidos e moções apresentadas ao longo da legislatura. O grande número de proposições que englobam asfaltamentos, limpeza de vias públicas e ações elementares de manutenção da cidade, culminaram no desabafo de ao menos metade da Casa, sendo alguns apelos, tidos como ultimatos para o início de uma oposição assumida pelos edis. Além das questões envolvendo o “abandono” da cidade, o vereador Raimundo Amorim, MDB, ainda avisou que vai protocolar pedido de informação oficial de seu gabinete para que a gestão explique, em detalhes, o episódio de revistas pessoais na Praça Olímpica.
“Eu só gostaria muito de saber onde está indo o dinheiro que o Prefeito diz não faltar na nossa gestão! Porque nas ações de infraestrutura da cidade já ficou claro que não estão sendo aplicados. Só nesta reunião de hoje eu contei dez bairros diferentes com Moções solicitando asfaltamento, isso sem falar dos pedidos de providência para capinas, limpezas, varrição e troca de lâmpadas queimadas. Senhores, nosso município está abandonado, qualquer um pode perceber isso. Não só nossos companheiros de plenário aqui estão sendo desrespeitados, mas a cidade toda. Como disse muito bem nosso amigo Da Ponte, aqui não tem bobo, exigimos respeito”, lamenta Dr. Amorim ao comentar seis pedidos de Moções em sequência tendo como objeto este tipo de proposição. O médico ainda foi complementado pelo companheiro do PTN, Leleco, autor de duas das Moções em debate no plenário. “Digo mais Dr. Amorim, o quadro é tão difícil que a culpa ainda recai nos nossos ombros. Tudo é culpa dos vereadores, que estão nas comunidades e continuam sendo ignorados pelo poder público. Minha comunidade me cobra todo dia, mas o prefeito nunca vai lá, então continuo sendo eu o único a ser cobrado”, lamenta Leleco.
Também preocupado com a repercussão negativa em sua comunidade, Da Ponte, PSDB, acrescentou que por enquanto ainda não é oposição, mas que se continuar sendo ignorado não vai ter jeito. “Eu gostaria de dizer senhores, que se resolver mesmo ir para a oposição, vai ser “bambuzada” todo dia. Isso não é ameaça, mas todo mundo aqui está de prova que eu tenho tentado ajudar o governo e até tenho passado algumas vergonhas com os senhores por conta disso, mas se continuar sendo ignorado e desrespeitado como está acontecendo, não tem jeito, vou começar a promover ações de oposição muito contundentes. O prefeito precisa entender que Vereador, diferente dos secretários dele, não são seus empregados, na verdade fomos votados, recebemos a confiança dos eleitores nas urnas como ele. Temos que ser tratados com respeito e paridade, coisa que não tá acontecendo”, finaliza Da Ponte, acrescentando que vai promover nas próximas semanas um cronograma de visitas surpresa em diversas unidades de saúde da cidade, em especial na UPA, onde o político alega estar acontecendo uma série de desrespeitos aos munícipes.
Também atento aos anseios expostos pelos companheiros de plenário, Hygor Faraco, MDB, disse ainda que suas proposições tem sido completamente ignoradas desde que assumiu o posto de vereador e que esse tipo de postura só pode ser prejudicial para o andamento do município. “É preciso lembrar ao Prefeito que as nossas Moções, Indicações, Proposições e apelos feitos em plenário não são nossa vontade externada, mas sim a vontade da população de Teresópolis. Como foi dito aqui agora, não estamos aqui representando bairro X, Y ou Z, mas toda a cidade. Não ouvir, ou ler, uma Moção encaminhada por esta Casa ao executivo é um ato de irresponsabilidade do gestor, que não deixa de atender ao Hygor, Leleco ou Amorim, mas sim ao meu amigo e minha amiga daquele bairro que está sem luz, sem água, sem condições de trafego de carros. Não estou pedindo nada para o meu mandato, nem posso fazer isso, mas tenho o dever de exigir o serviço bem prestado, a cidade em perfeitas condições para os seus moradores e visitantes. Isso é dever”, finaliza Hygor.
Assim que os vereadores prosseguiram com a leitura das Moções, outros pedidos relacionados a comunidades que necessitam de ações de infraestrutura deixaram ainda mais evidente o descompasso entre o Legislativo e o Executivo. Ainda mais revoltado com a recorrência de pedidos neste sentido, Raimundo Amorim acrescentou: “É impressionante que a falta de respeito do governo com essa Casa é evidente a cada sessão nossa. Hoje mesmo, tivemos aqui mais três pedidos de Urgência Urgentíssima para pedidos vindos da Casa Rosada, e que essa Casa acaba aprovando. Ou seja, não estamos nos dando ao respeito. Votei contrário hoje, e fui o único a fazer isso por entender que o respeito tem que ser mútuo. Não podemos continuar assim, pedindo e sendo ignorado e o que vem de lá com urgência vira Lei. Isso tá errado”, lembra Amorim. Também com relação aos pedidos de asfaltamento e manutenção de vias públicas, Dudu do Resgate, PSDC, frisa que ao longo dos últimos meses, essa falta de resposta do Executivo tem sido preponderante para que os vereadores paguem o “pato” da história. “Assim como os meus amigos Da Ponte e Leleco, também gostaria de saber até quando vamos ficar assim sem resposta aos nossos anseios. Não é justo que tenhamos que passar por situações vexatórias com nossos eleitores por conta da ignorância do prefeito. Vou levar hoje mesmo ao Vinícius essa indagação e cobrar uma atitude imediata com relação a sua atitude para com o Legislativo”, acrescenta Dudu.

- Pedido de informação sobre revista e uso da Praça Olímpica

Ao final da Sessão Ordinária, os edis fizeram suas exposições pessoais a respeito de diversos assuntos, como Maurício Lopes, que lembrou da dificuldade enfrentada pelo nosso turista que ao chegar no município em feriados prolongados, normalmente, tem encontrado o comércio da cidade de portas fechadas, assim como a necessidade de uma cobrança popular mais enérgica frente ao executivo com relação as ações de transparência da gestão. Também no espaço de lideranças, Hygor Faraco lembrou do processo de aluguel de software para a regulação da área da saúde e disse que vai acompanhar diariamente a aplicação deste recurso, complementado por Da Ponte que reiterou sua posição de promover diversas e rotineiras vistorias em unidades de saúde de nosso município para as próximas semanas. Mas com certeza a colocação no espaço de liderança que mais trouxe repercussão ao longo da reunião foi a do médico Raimundo Amorim, que anunciou a formalização de um pedido de informações encaminhado ao Executivo para explicações acerca dos poderes delimitados na cessão da Praça Olímpica, assim como possíveis abusos cometidos no período nos arredores do local.
“Tenho certeza absoluta que não foi com tão amplos poderes ao dono do evento na Praça Olímpica que autorizamos a cessão de uso do espaço. Não quero acreditar que foi dado ao proprietário da empresa o direito de impedir que um ou outro entre na festa porque não tem dinheiro para pagar uma cerveja ou um chope caro. Isso precisa ficar muito claro, porque fomos levados a aprovar, na verdade os senhores, já que não votei favorável ao processo de cessão com a urgência que se alegava, com tantas incertezas como vemos um pedido do Executivo. Uma pergunta que me fiz no dia que soube e vi com meus olhos a revista aos cidadãos que queriam entrar na Praça, foi por que não fizeram o mesmo no Alto, já que a justificativa era a de promover segurança? Lá era um público diferente? Não tinha pobre, é isso? Precisamos destas respostas senhores, porque se foi mesmo esse o motivo podemos ter aprovado uma cessão de uso que trouxe prejuízo ao cidadão teresopolitano, e esse não é o nosso objetivo nessa Casa. Vou protocolar um pedido de informação e espero que os senhores me apoiem nesta proposição”, finaliza Amorim.

 

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