ASSISTIR AO VIVO

REDES SOCIAIS

INSCREVA-SE NO

Vereador Raimundo Amorim quer mais prioridade para a saúde pública

Data: 12/09/2018

O vereador Raimundo Amorim quer mais prioridade para a saúde pública. O médico enaltece o engajamento da nova composição da Câmara, mas lamenta que Executivo não esteja utilizando esse instrumento de gestão

Anderson Duarte

A série de entrevistas com os vereadores que assumiram o cargo recentemente em decorrência da prisão de seis componentes originais da Casa Legislativa chega nesta segunda-feira, 11, a figura do experiente político e médico Raimundo Amorim, MDB. Muito enfático nas cobranças por mais prioridade nas escolhas da gestão Vinicius Claussen, o edil também falou do relacionamento entre seus pares de plenário e como a falta de diálogo promovida pelo Executivo pode prejudicar o processo de recuperação da cidade. Dr. Amorim recebeu 1050 votos e conquistou a suplência pela segunda vez consecutiva, depois de cumprir mandatos na Casa Legislativa, o político espera nesta volta ao plenário ter a oportunidade de colocar em prática projetos na área da saúde, educação e geração de emprego e renda. Para o edil, não há possibilidade de se promover mudanças reais na cidade sem que os poderes estejam em harmonia e comunicação.
Conhecido por apresentar muitos projetos na área da saúde, o médico Raimundo Amorim também tem entre suas conquistas políticas a luta por uma rede de atendimento básico mais abrangente, mas reconhece que hoje, bem diferente da ultima passagem sua pelo Legislativo, vivemos a maior crise institucional do setor. “É preciso que o nosso governo gaste melhor cada centavo que é utilizado no SUS, que é um direito universal do cidadão brasileiro. A prioridade tem que ser sempre tratar a saúde pública com gestão de qualidade, sem desperdício e com o serviço sendo prestado com zelo. O SUS é um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo e todos nós sabemos como é difícil, afinal os problemas de saúde possuem contornos próprios e a ação governamental para a elaboração de políticas públicas de saúde pode ser construída a partir da contribuição de diversos atores para a tomada de decisão. Não tenho dúvidas de que os vereadores precisam participar deste processo. Quando faço uma colocação que possa ser encarada como crítica, é preciso que o governo entenda como uma contribuição. Ninguém quer o pior para a cidade, pelo contrário”, explica Amorim.
De acordo com Amorim, o financiamento adequado do SUS, a qualificação dos profissionais de acordo com as necessidades da população e uma gestão mais ágil estão entre as prioridades do município para poder reverter esse processo de deterioração do serviço público. “São sou eu quem está dizendo que a qualidade dos serviços públicos em saúde em nossa cidade estão muito distante do exigido por Lei, é a própria população quem exige mudanças. Essas reivindicações em relação à saúde e como ela está sendo tratada em Teresópolis foi o que mais ouvi nesta minha volta ao Legislativo e continuara sendo minha principal bandeira. A necessidade de formação dos nossos profissionais, por exemplo, que poderia ser nossa prioridade hoje, mas acabou se distanciando do SUS e das necessidades de saúde da população, acabou sendo engolida por tanto problema básico como falta de esparadrapo na UPA e dipirona nos postos. É preciso investir na atenção básica por meio da consolidação do Programa Saúde da Família e de programas de prevenção com a promoção da atividade física, da alimentação saudável e do combate ao tabagismo para diminuir a migração dos pacientes para unidades de média e alta complexidade. Essas sempre foram minhas bandeiras”, lamenta Amorim.
Segundo Amorim, o município vive uma “crise profunda” e a superação deste momento tão difícil, vai envolver necessariamente a participação de várias áreas, inclusive a própria Câmara. “Hoje, o quadro apresentado a administração pública é de uma crise ainda pior e mais profunda que em épocas também severas, sendo assim, o governo Claussen sozinho não vai conseguir superar essa crise, é preciso o envolvimento da sociedade civil, demais poderes e União. Mas, nós, que estamos diante da população diariamente e ouvimos muitos lamentos e sugestões, precisamos ser ouvidos também. Hoje, esse diálogo não acontece, o que é muito ruim. Assim como precisamos preparar melhor o gestor na saúde, para que, com o dinheiro que tem, se faça o máximo que puder, em todas as demais áreas esse esforço precisa estar presente. A nossa administração pública não se modernizou ao longo desses anos para quase todas as questões e fundamentalmente para a saúde, mas isso precisa mudar, e de forma urgente”, finaliza.

 

Compartilhar:






ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Jovens vão auxiliar a Guarda Municipal usando bicicletas

Dodge diz ao Supremo que Lula não pode conceder entrevistas na prisão

Campanha para descarte correto de medicamentos

Campanha de renegociação de dívidas continua na PMT

Posto de Saúde de Araras recebe ação do Outubro Rosa

        2742-9977   |   leitor@netdiario.com.br   |  Rua Carmela Dutra, 765 - Agriões Teresópolis/RJ