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Veículos mal estacionados deixam o trânsito ainda pior

Data: 22/02/2021

Moradores de prédio na Monte Líbano registraram veículos obstruindo passagem do caminhão da coleta de lixo, que precisou voltar em marcha a ré por causa do motorista mal educado- Marcello Medeiros

Marcello Medeiros

Com as facilidades de financiamento, hoje em dia ter um carro não é mais artigo de luxo. Coisa rara, porém, é encontrar motoristas que não estejam preocupados em resolver apenas os seus problemas, causando assim grandes transtornos para todos os outros. Um dos muitos exemplos gerados pela ampliação da frota e a escalada da falta de educação é o estacionamento ou paradas em locais proibidos ou de forma que atrapalhe ou até obstrua totalmente a passagem de outros veículos. O caos gerado pela falta de respeito acontece em vários bairros, desde a região central do município até as partes altas do populoso São Pedro. Na última quinta-feira à noite, por exemplo, um dos veículos da coleta de lixo do município precisou retornar em marcha a ré pela Rua Monte Líbano, até chegar à Praça Olímpica, porquê dois veículos foram estacionados no trecho final da via – onde há mais de uma placa indicando a proibição. A situação foi registrada por moradores de prédio naquela via e ganhou as redes sociais, causando bastante repercussão. Mas tal problema nem deveria “impressionar” tanto assim, visto que, diariamente e infelizmente, é registrado em diversos bairros. Veículos deixados em curvas, esquinas e outros pontos onde qualquer metro precisa ser utilizado para as manobras de ônibus e caminhões e, portanto, sendo esse o motivo para a proibição de parada ou estacionamento.
Recentemente, O DIÁRIO produziu reportagem sobre o assunto ouvindo representante das Viações Dedo de Deus e 1º de Março, que pontuou as localidades com maior número de registros desse problema e lembrou que, por várias vezes, comunidades ficaram várias horas sem ônibus porque um ou mais motoristas resolveram estacionar seus carros em trechos de curvas ou locais que impediam totalmente a passagem dos grandes carros da empresa. Esquinas, ocupando boa parte da rua, estacionamento simultâneo nos dois lados da pista em locais estreitos... São muitos exemplos de falta de preocupação com o próximo. No bairro do Pimentel, por exemplo, a situação frequentemente acontece na Rua Manoel Carreiro de Mello, impedindo que o coletivo chegue ao ponto final, principalmente nos finais de semana. Na última parada da linha Vila Muqui, já em Paineiras, o caos frequentemente é porque moradores de servidões próximas deixam seus automóveis em locais que impedem que o carro da VDDL consiga manobrar. Bem pertinho da Várzea, motoristas costumam deixar seus automóveis em vários pontos complicantes da Rua Capitão Edmundo Nascimento, um dos acessos do Morro dos Pinheiros. Com a passagem obstruída, um horário em atraso acaba complicando todos os outros. Já houve casos onde a comunidade ficou o dia todo sem o transporte coletivo porque os irresponsáveis proprietários de passeio não os retiraram do caminho do ônibus. 

Centro
Mesmo na região central, onde pelo menos deveria haver mais fiscalização, o trânsito diariamente fica mais lento por conta da falta de educação de proprietários de automóveis. Um dos maiores exemplos é a Delfim Moreira, onde é comum encontrar carros parados no meio da pista, com o pisca-alertas acionado – como se ele abonasse o desrespeito ao Código de Trânsito Brasileiro – enquanto seus motoristas aguardam pessoas em compras em um shopping ou das muitas farmácias nesse trecho.

Multas
Recentemente, a Secretaria Municipal de Segurança Pública divulgou um balanço em que houve o registro de 2.380 atendimentos realizados no mês de janeiro pela Guarda Civil Municipal (GCM) e chamou atenção a quantidade de casos envolvendo estacionamento irregular, com 580 casos.  De acordo com Gil Wellington, comandante da Guarda, é um esforço contínuo tentar inibir esse tipo de problema.  “Hoje temos um sistema desde 2020 em que registramos tudo para fazer um estudo. O nosso setor de estatística verifica onde estão as infrações, os bairros que precisam de mais atenção. A gente faz a estatística para poder tentar solucionar os problemas. A gente dá suporte, fiscaliza e entende que o fluxo de carros tem que andar na cidade, mas também o pedestre tem que ser respeitado, poder andar pela calçada, com o carrinho de bebê, o cadeirante, então a Secretaria de Segurança está atenta a isso. Então a população pode ter calma que estamos trabalhando para melhorar a fluidez e a mobilidade urbana”, explicou.
Wellington destaca que o trabalho deverá ser aprimorado com o auxílio deste trabalho de registro de dados para basear as ações de fiscalização de trânsito, ressaltando que o objetivo não é multar ou rebocar, mas obter uma conduta correta de todos os motoristas. “O prefeito e o secretário sempre pedem para termos bom senso, primeiro tentar o diálogo antes de notificar, mas infelizmente tem hora que é necessário notificar. Se fossemos agir rigorosamente, precisaríamos de 3 ou 4 reboques para dar conta. Carro sobre calçada, por exemplo, cabe remoção e notificação, só que cabe o bom senso de tentar tirar e se não atrapalhar o pedestre, a gente apenas notifica. O reboque é o último recurso”, explicou.
Com o crescimento populacional e principalmente o inchaço do trânsito com o grande número de veículos circulantes no município, os agentes da GCM não conseguem estar em todos os locais onde ocorrem os problemas, mas agora contam com mais um canal de comunicação para que a população possa contribuir com denúncias: “Hoje temos a lei federal da s Guardas Municipais que trouxe um dispositivo muito bom para a população que é o 153, número de telefone que  é gratuito e a Guarda atende 24 horas por dia. Quem tiver qualquer problema envolvendo trânsito em Teresópolis é só ligar para o 153”.

 

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