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Veículos mal estacionados complicam o trânsito

Data: 03/08/2017

Marcello Medeiros

Com as facilidades de financiamento, hoje em dia ter um carro não é mais artigo de luxo. Coisa rara, porém, é encontrar motoristas que não estejam preocupados em resolver apenas os seus problemas, causando assim grandes transtornos para todos os outros. Um dos muitos exemplos gerados pela ampliação da frota e aumento da falta de educação é o estacionamento ou paradas em locais proibidos ou de forma que atrapalhe ou até obstrua totalmente a passagem de outros veículos. O caos gerado pela falta de respeito acontece em vários bairros, desde a região central do município até as partes altas do populoso São Pedro. Um dos muitos serviços que fica prejudicado é o de transporte coletivo. Nesta terça-feira, conversamos representante das Viações Dedo de Deus e 1º de Março, que pontuou as localidades com maior número de registros desse problema e lembrou que, por várias vezes, comunidades ficaram várias horas sem ônibus porque um ou mais motoristas resolveram estacionar seus carros em trechos de curvas ou locais que impediam totalmente a passagem dos grandes carros da empresa.
“Isso hoje para a gente é um problema muito sério, pois fazemos toda uma programação para atender os bairros de forma bem ampla e satisfatória e muitas das vezes não conseguimos nem entrar no bairro. Em alguns lugares o problema é recorrente, como na Muqui, Pimentel, Morro dos Pinheiros, onde constantemente há carros mal estacionados, em plena rua. A população, através das associações de moradores, precisa se empenhar um pouco mais. A grande maioria depende do ônibus e nessas situações o transporte individual acaba atrapalhando bastante o transporte coletivo”, destaca Jorge Martins, Gerente Operacional VDDL/1º de Março.
Esquinas, ocupando boa parte da rua, estacionamento simultâneo nos dois lados da pista em locais estreitos... São muitos exemplos de falta de preocupação com o próximo. No bairro do Pimentel, por exemplo, a situação frequentemente acontece na Rua Manoel Carreiro de Mello, impedindo que o coletivo chegue ao ponto final, principalmente nos finais de semana. No última parada da linha Vila Muqui, já em Paineiras, o caos frequentemente é porquê moradores de servidões próximas deixam seus automóveis em locais que impedem que o carro da VDDL consiga manobrar. Na Barra do Imbuí, a Dr. Oliveira é o motivo de reclamações constantes. Bem pertinho da Várzea, motoristas costumam deixar seus automóveis em vários pontos complicantes da Rua Capitão Edmundo Nascimento, um dos acessos do Morro dos Pinheiros.
Com a passagem obstruída, um horário em atraso acaba complicando todos os outros. Já houve casos onde a comunidade ficou o dia todo sem o transporte coletivo porque os irresponsáveis proprietários de passeio não os retiraram do caminho do ônibus. “Um exemplo mais clássico é o do Pimentel. Às vezes o bairro fica de quatro a cinco horas sem que o ônibus tenha acesso porque tem veículos na rua, ou seja, um bairro inteiro prejudicado por causa de alguém que deixou o carro de qualquer maneira na rua”, atenta Martins.
Mais um problema enfrentado pelas viações é a falta de comunicação de outras empresas. Já houve caso de um ônibus acessar uma comunidade e, quando retornava sentido Centro, encontrar a via totalmente aberta para o reparo em uma manilha, ficando “preso” então até que o problema fosse resolvido. Na última terça-feira, por exemplo, o coletivo que passa pelo bairro do Taumaturgo rodou durante quase todo o dia com o horário irregular porque a Rua Coronel Silvio Lisboa foi fechada para a realização de uma obra em um edifício, sem que a VDDL tivesse conhecimento até o motorista chegar ao local e se deparar com o caminho obstruído. “Estamos com problema em Taumaturgo, com um caminhão munck no meio da rua e afetando todo itinerário do carro e andando atrasado desde às 8h, tendo que desviar por vias alternativas. Não houve nenhum aviso, não sabíamos de nada. Quando sabemos antecipadamente, buscamos montar um plano de emergência para tentar atender bem a comunidade”, explica o Gerente Operacional.

Centro e falta de fiscalização
Mesmo na região central, onde pelo menos deveria haver mais fiscalização, o trânsito diariamente fica mais lento por conta da falta de educação de proprietários de automóveis. Um dos maiores exemplos é a Delfim Moreira, onde é comum encontrar carros parados no meio da pista, com o pisca-alertas acionado – como se ele abonasse o desrespeito ao Código de Trânsito Brasileiro – enquanto seus motoristas aguardam pessoas em compras em um shopping ou das muitas farmácias nesse trecho. Também existem aqueles que simplesmente deixam o veículo em local que complica o trânsito para comprar o lanche da noite em uma tradicional padaria, isso muitas vezes diante de agentes da Guarda Municipal.
A falta de ações da Secretaria Municipal de Segurança, aliás, é um dos grandes responsáveis pela crescente falta de educação dos motoristas. Há meses o reboque da PMT está parado por problema mecânico e, além disso, os agentes da GM teriam tido seus talões de multa retidos após notificarem um motorista que teria desrespeitado o que manda o CTB, o prefeito Mário de Oliveira Tricano.

Locais com mais problemas
Perpétuo – Rua Eça de Queiroz
Vila Muqui/Paineiras – Rua Arlindo Carreiro
Morro do Tiro – Rua Armando Vieira
Morro dos Pinheiros – Cruzamento da Rua Armando Vieira
São Pedro – Rua Ana Nery e Bairro dos Artistas
Parque do Ingá – Saída do Colégio São Paulo
Jardim Pimenteiras – “Curva do cotovelo”
Barra do Imbuí – Rua Dr. Oliveira
Agriões – Rua José Elias Zaquem
Pimentel – Rua Manoel Carreiro de Mello
Rosário – Rua José Bandeira Vianna
Taumaturgo – Rua Coronel Lisboa da Cunha

Foto: Rua Manoel Carreiro de Mello, no Pimentel, onde, frequentemente, comunidade fica sem o transporte coletivo por conta dos veículos deixados em via pública

 

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