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Uma vida nova e difícil para o porteiro Jefferson Quintanilha

Data: 17/10/2018

Na redação do jornal O DIÁRIO e DIÁRIO TV, Jefferson com a namorada e a mãe.

Marcello Medeiros

Um ato criminoso e covarde mudou a vida de uma família inteira, especialmente da principal vítima de um ataque que teria sido praticado por causa de ciúme doentio em 19 de junho passado. No final da tarde desse dia, o porteiro Jefferson Quintanilha de Sousa, de 23 anos, teve o corpo incendiado após ser banhado por gasolina quando estava no seu local de trabalho, o condomínio Margaridas, no Parque Ermitage.  O acusado, Marcelo Gomes, que se entregou à polícia três dias após o crime, teria como motivação a desconfiança que Jefferson estaria tendo um caso com a sua companheira. Em estado grave, o porteiro passou cerca de 70 dias internado em um hospital na Baixada Fluminense. Nesta terça-feira, esteve na redação do jornal O DIÁRIO e DIÁRIO TV para falar sobre sua nova vida e a luta para continuar o dispendioso tratamento médico. “Foi um ato de crueldade. Eu estava desprevenido e nem imaginava algo do tipo pudesse acontecer comigo. Mas graças a Deus estou vivo, é isso que importa. Estou com minha família, amigos, isso é que importa”, relata o jovem, lembrando o longo período de internação - que terminou há pouco mais de um mês apenas. “Foram 28 dias entubado, em coma. Fui me recuperando aos poucos e somente cerca de 70 dias depois tive alta. Graças a Deus estou aqui, posso dizer que sou um milagre”, conta o rapaz.


Jefferson teve 60% do corpo queimado, sofrendo danos na cabeça, face, pescoço, tronco e membros superiores. Durante o período de internação, passou por um processo de enxerto no pescoço, na nuca, braço e tórax. Ele vai precisar de uma prótese na orelha, porque perdeu totalmente a direita e um pedaço da esquerda, estando ouvindo normalmente porque a parte interna não foi afetada
Jefferson teve 60% do corpo queimado, sofrendo danos na cabeça, face, pescoço, tronco e membros superiores. Durante o período de internação, passou por um processo de enxerto no pescoço, na nuca, braço e tórax. Ele vai precisar de uma prótese na orelha, porque perdeu totalmente a direita e um pedaço da esquerda, estando ouvindo normalmente porque a parte interna não foi afetada.
Enfrentando uma luta diária e rotina bem diferente do que estava acostumado, Jefferson conta com o apoio e carinho não só dos familiares, mas do grande número de amigos e pessoas que passaram a lhe auxiliar de diversas formas após o brutal crime do qual foi vítima. “Nem imaginava que tinha tantos amigos assim, que receberia tanto carinho, que a situação iria se expandir como foi. Agradeço muito a todo mundo que me ajudou e está ajudando até hoje. O obstáculo é grande, mas tenho que ter força para superar e melhorar a cada dia, para tentar voltar ao normal”, enfatiza.
A mãe, Maria Lúcia Quintanilha, também agradece o enorme retorno que tem recebido desde o absurdo ataque e lembra a importância da solidariedade para que a família consiga atravessar essa nebulosa fase. “Muitas pessoas estão ajudando e também nos agraciando com muitas orações. Não tenho que reclamar de nada. É um milagre ele estar aqui. Só precisamos mesmo dessa ajuda para comprar essa roupa especial, porque ele é quem paga contas com salário que ganha e não está dando para manter a casa. Então estamos precisando de ajuda para usar comprar essa roupa que custa R$ 4.156,00”, atenta Maria.

Nova fase do tratamento
A roupa em questão, essencial para auxiliar na longa recuperação médica, é uma malha de compressão especial. O alto custo, cerca de R$ 4 mil, já seria difícil de ser quitado em uma situação normal de uma família em condições semelhantes à de Jefferson, e fica ainda mais longínquo de ser realizado diante de outros custos envolvidos no tratamento. “Tenho feito muitas sessões de fisioterapia, com minha sogra me levando, me ajudando como pode. Mas tem custo de gasolina, entre outros. Minha mãe está desempregada e a única renda que tinha era a minha. Meu pai também está recém-operado e não pode trabalhar. Preciso dessa roupa específica que tem um custo grande, cerca de R$ 4 mil por duas roupas, pois enquanto uma está no corpo, a outra está lavando, e vice e versa. Estamos vivendo uma situação que ninguém imaginava que ia acontecer, pegou todo mundo desprevenido e como eu era a única renda da casa, ficou ainda mais difícil. Esse custo da roupa é que está pesando bem, mas se Deus quiser a gente vai conseguir esse dinheiro”, destaca o jovem.
Para o recebimento de doações que serão voltadas exclusivamente para o tratamento médico, a família abriu uma conta poupança na Caixa Econômica Federal: O número é 9613-7, agência 4650, operação 013 (poupança) e CPF 062.787.347.29.

O brutal crime
O ataque foi registrado pelas câmeras de segurança do condomínio. O vídeo mostra o acusado chegando de carro e em seguida se dirigindo à portaria. Ele abre o galão de gasolina, entra na cabine e joga o combustível no rosto do porteiro, ateando fogo com um isqueiro. Jefferson correu cerca de 300 metros da portaria até chegar em casa, no conjunto habitacional, e receber o socorro da mãe e de vizinhos, que usaram um tapete e até terra para apagar as chamas. Os Bombeiros chegaram ao local por volta das 16h30, encaminhando o jovem para o Hospital das Clínicas Costantino Ottaviano. Depois, foi transferido de helicóptero para o Hospital Estadual Vereador Melchiades Calazans, em Nilópolis.
Na ocasião do crime, o delegado responsável pelo caso, Leandro Aquino, informou ao site G1 que a motivação do crime foi "ciúme excessivo". "Ele acreditou que a vítima, o Jefferson, estaria tendo um caso com a companheira dele e que esse caso teria se consumado dentro da casa que ele vivia com ela", afirmou. Marcelo Gomes responde pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado e crime de incêndio e a pena pode chegar a mais de 40 anos de prisão.

 

Fotos Cedidas

 



Jefferson correu cerca de 300 metros da portaria até chegar em casa, no conjunto habitacional, e receber o socorro da mãe e de vizinhos, que usaram um tapete e até terra para apagar as chamas

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