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"Uber pirata" na mira das autoridades

Data: 18/11/2017

Onofre Correa afirmou que o Sindicato dos Taxistas de Teresópolis já está em contato com as autoridades para coibir o transporte irregular

Marcus Wagner

O transporte pirata de passageiros em Teresópolis está na mira das autoridades que estão trabalhando para coibir a ação de pessoas cometendo esta irregularidade. Os “bandalhas” angariam clientes através de anúncios em redes sociais e grupos de mensagens utilizando indevidamente a identificação de Uber, porém a empresa não atua na cidade e nem sequer há regulamentação para que este serviço pudesse ser prestado. Por se tratar de uma prática ilegal, quem for identificado poderá ser preso e até ter o veículo apreendido. Por outro lado, quem vai atrás apenas de um preço menor está sujeito a todo tipo de problemas, desde veículos sem a devida manutenção até mesmo ser atendido por uma pessoa mal intencionada e virar vítima de algum crime.
Em grupos do Facebook, é possível encontrar anúncios dos falsos “Uber” até mesmo com a tabela de preços, cobrando um valor de R$ 2,90 por quilômetro e o mínimo de R$ 8,00. E não são apenas publicações de pessoas oferecendo o serviço irregular que são encontrados na rede social, pois há também gente que perguntando por este “serviço”. Da mesma forma, nos comentários destas publicações também encontramos comentários de um taxista que alerta para o crime que está sendo cometido. De acordo com o texto, quem utiliza o carro com até 7 lugares para prestar serviço de transporte, está cometendo exercício ilegal da profissão somente por anunciar que o faz, com pena prevista de até três meses de prisão, apreensão do veículo, multa e suspensão da CNH.
O barato pode sair muito caro, principalmente quando o assunto é segurança e quem se aventura a andar em transporte pirata acaba justamente se colocando em sério risco. A situação causa a preocupação da Polícia Militar que alerta sobre o perigo de andar em veículos de pessoas que não possuem autorização para realizar esta atividade. 
“Cabe o alerta em relação a entrar no carro de quem você não conhece. Tivemos um caso em São Paulo referente a isso, temos outros casos no Rio de Janeiro, pessoas violentadas dentro de carros prestando este serviço. A orientação é que as pessoas não utilizem este tipo de serviço, ainda mais agora que é final de ano, a pessoa anda com mais dinheiro, tem o décimo terceiro, pessoas idosas e mulheres são mais vulneráveis e então orientamos como forma de segurança não se servir deste tipo de trabalho apresentado pela internet. Assim que a gente conseguir juntamente com a prefeitura identificar, nós vamos reprimir em prol da segurança publica”, enfatizou o Tenente Coronel Marco Aurélio, comandante do 30º BPM.
Quem também faz uma alerta à população é o presidente do Sindicato dos Taxistas: “Teresópolis não tem Uber, o que tem aqui são uns bandalhas que estão sujeitos a qualquer momento sofrer as sanções previstas na lei. Tudo que você faz irregularmente é crime, principalmente o transporte em que você lida com vidas. Para ser um taxista, por exemplo, tem que ter um alvará, autorização da prefeitura, uma carteira especial de atividade remunerada, tem que passar pelo Ipem para fiscalizar se tudo está dentro da lei. Ainda tem a fiscalização da prefeitura e do Sindicato. Esses falsos Uber são bandalhas e tenho certeza que vão ser pegos pela polícia e todos vão responder processo por agir de forma clandestina”, afirmou Onofre Corrêa.
Para o sindicalista, a busca por uma economia pode sair muito caro para quem recorre a motoristas ilegais: “Quando se trata de lago mais barato, as pessoas acabam não olhando para a qualidade. Se você liga para um táxi para ir a um hospital, tem que ter certeza que o carro vai conseguir chegar lá, o táxi tem alvará e obediência a cumprir com as regras do município e são pessoas preparadas. A princípio pode parecer uma vantagem, mas é preciso ver bem qual vantagem é essa que pode custar uma vida”.

 



Anúncio do "Uber pirata" já divulga a tabela de preços para a prestação do serviço irregular em Teresópolis

 

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