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Turismo rural, um segmento rico em possibilidades

Data: 31/10/2020

As lavouras são destaque na zona rural de Teresópolis e Sumidouro, fornecendo alimento para todo o estado do Rio - Marcello Medeiros

Teresópolis é conhecida como Capital Nacional do Montanhismo, pois é cercada por três parques naturais e saíram do município os conquistadores da montanha mais famosa e imponente do país, o Dedo de Deus, e temos ainda o Centro de Treinamento da CBF e ricas opções de gastronomia. Mas, mudando um pouco a direção é possível encontrar dezenas de outras opções de atrativos em um nicho que cresce a cada dia, o turismo rural. Com o crescimento populacional e os problemas gerados pela pressão antrópica, principalmente nas grandes cidades, se refugiar em ambientes mais tranquilos e cercados de áreas verdes tem sido cada vez melhor opção para os finais de semana ou dias de férias. E, nesse quesito, Teresópolis e os municípios vizinhos na Região Serrana têm um grande diferencial e oferecem possibilidades para todo o tipo de visitante. Existem caminhos e atrativos para quem gosta de caminhar, andar de bicicleta, a cavalo ou mesmo para quem prefere o conforto do seu veículo para percorrer maiores distâncias em menos tempo. Quem acompanha a coluna Mochileiro, que há quase duas décadas destaca as belezas naturais da nossa região, sabe bem disso. Em dezenas de publicações, O Diário mostrou lugares que os próprios teresopolitanos desconhecem, mas que a cada dia acabam sendo mais visitados por gente de todo o Brasil.
Nesta edição vou falar um pouquinho mais sobre o assunto com o objetivo de tentar levar você, leitor assíduo ou que está chegando aqui por agora, para percorrer caminhos e vivenciar experiências diferentes e diferenciadas na zona rural de Teresópolis e também de municípios vizinhos. Afinal, as duas principais rodovias da região, a RJ-130 e a BR-116, são responsáveis pelas principais ligações entre cidades e permitem ainda a criação de roteiros variados cruzando esses limites ou apenas localidades de um município só. Independente do meio de condução que você escolha, pode ter certeza que terá um dia de atividade cheio e voltará para casa com vontade de continuar explorando novos roteiros.

Terê x Sumidouro
As imagens que ilustram essa coluna são resultado da minha última incursão pelo interior, dessa vez em duas rodas. Saí das proximidades do Centro e segui pela BR-116 no sentido Além Paraíba, cruzando quase todo o Segundo Distrito de Teresópolis até chegar ao ponto onde ficam os limites do nosso município com São José do Vale do Rio Preto e Sumidouro. Prata, Cruzeiro, Pessegueiros, Providência, Ponte Nova, Serra do Capim e Água Quente ficaram para trás até chegar ao acesso de Volta do Pião, já entrando em Sumidouro.
Depois de muito asfalto e dois pastéis para recarregar as baterias, hora de iniciar o retorno pelo “interior de verdade”. Ou seja, pelas estradas de terra batida do município vizinho, que atravessam a localidade de Balança e se conectam a Teresópolis por Água Quente. Essa região é rica em lavouras, que deixam o cenário com cores e aromas diferentes. Segui até a região de Vale Alpino, outrora conhecida como Córrego Sujo, onde a Capela de Nossa Senhora da Conceição, datada de 1910, é outro destaque. Mesmo com as mudanças geradas pelo avanço tecnológico, o tempo continua parecendo passar mais devagar no interior. Nos dias atuais, ainda vale a observação do contraste entre estabelecimentos comerciais antigos, as “biroscas e armazéns”, com lojas extremamente modernas e vizinhas às plantações, como registrei em Água Quente e – em outra oportunidade – em Mottas.
Passei ainda por Sebastiana, Imbiú, Boa Fé, Vargem Grande, Serrinha, Montanhas... Dezenas de localidades às margens da Teresópolis-Friburgo, regiões que têm seu encanto mesmo em dias nublados ou chuvosos como peguei no fim de semana, impedindo a visão para as formações rochosas como a famosa Mulher de Pedra. 

Treinamento
De bicicleta, é possível andar por mais tempo e ir mais longe. No sábado, percorri 110 quilômetros entre Segundo e Terceiro Distritos. Mas também já realizei caminhadas de cerca de 20 em localidades do interior, passando por estradinhas e avistando belezas naturais e propriedades antigas que lembram regiões cobiçadas por peregrinos do mundo inteiro. Muito se fala no Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha, ou o Caminho da Fé, no Brasil, mas Teresópolis e municípios vizinhos oferecem dezenas de boas opções quem gosta de caminhar. E, logicamente, nossos roteiros podem ser utilizados para na preparação física para as rotas de peregrinação. Eu mesmo, em maio de 2019, percorri o Caminho de Santiago a partir de Saint Jean Pied Port, na França. Mas, nos meses anteriores, rodei muito pela zona rural do município para melhorar meu condicionamento físico.

Faça seu caminho
São muitas as possibilidades entre RJ-130 e BR-116 e, com a ajuda da internet e os sistemas de mapa virtuais, é fácil criar roteiros cruzando regiões de produção rural, com opções de banho de cachoeira ou passando por restaurantes, por exemplo. Dá para deixar o carro em um lugar e retornar por outro diferente, voltando ao veículo, assim como pesquisar roteiros onde o ônibus pode ser utilizado para retornar ao ponto de origem. Vale dos Frades, Bonsucesso, Vieira, Santa Rita, Granja Mafra... Anote esses nomes, olhe no “Google Maps” e descubra tantos outros para criar seu próprio caminho.

Cavalgada
Para quem prefere ou tem vontade de percorrer localidades da zona rural a cavalo, uma dica é a agência Rota Certa Ecoturismo (instagram.com/rotacertaecoturismo) que tem investido em atividades do tipo em Teresópolis, além de oferecer o serviço de guias para caminhadas pelas montanhas de toda a região.

Alô, PMT!
Como deu para perceber, são muitas as opções de passeios e aventuras por essas estradas do interior, mas faltam indicações sobre as localidades e, quem sabe, suas potencialidades. Recentemente tive acesso a um trabalho publicado pela prefeitura na década de 70 e que pode inspirar esse investimento na Zona Rural do município, o Plano Rodoviário Municipal. De autoria de Osiris Rahal, e lançado em 1974, ele tem informações sobre todas as estradas do interior, disponibilizando detalhes sobre cada uma e um rico mapa com os nomes e ligações de cada localidade entre Segundo e Terceiro Distritos. Se naquela época, com parcos recursos, foi possível publicar um trabalho com tamanha riqueza, imagine o que dá para fazer com a tecnologia atual?

 

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