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Turismo Cervejeiro atrai visitantes e fomenta a economia local

Data: 24/09/2021

Nina Benedito
@ninabenedito

Teresópolis foi a primeira cidade produtora no Brasil a ter autorização da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) para a produção e comercialização de cinco variedades de mudas de lúpulo no país. Além disso, a cidade integra a “Rota Cervejeira” da Região Serrana, circuito que reúne 23 produtores e cerca de 60 tipos de cerveja, e tais benefícios têm contribuído para o fortalecimento da economia local.  O projeto da “Rota Cervejeira RJ” foi criado após a tragédia climática de 2011, quando cidades como Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo foram bastante afetadas e tiveram uma de suas principais atividades econômicas, o Turismo, significativamente prejudicada. Afinal, como as cidades que dependem desse segmento conseguem continuar sobrevivendo se os visitantes não vêm? Em recente entrevista ao “Programa da Nina”, na Diário TV, a Turismóloga, Sommelier de cerveja e Coordenadora da “Rota Cervejeira RJ” Ana Pampillon contou um pouco sobre o desenvolvimento do  projeto. “No final de 2011 a Cerveja Therezópolis inaugurou o complexo da Vila St Gallen, que é um projeto turístico cervejeiro incrível, é uma ferramenta muito interessante para atrair o público para a cidade de Teresópolis, e na época nós amargamos uns dois anos. Eu fazia parte nesse período de estruturação desse projeto. Sou Turismóloga por formação, mas trabalho em cervejarias há 20 anos, passei por todas as etapas de chão de fábrica e ao longo desse caminho, fui me especializando na parte mais sensorial, e com a Vila St Gallen eu aprendi muito sobre turismo cervejeiro e sua importância para a economia”, conta Ana Pampillon.
Segundo a Turismóloga, o dono do empreendimento na época descobriu que havia uma verba do Governo Federal, através do Ministério do Turismo, voltada para a Região Serrana a fim de fomentar economicamente essa região. “Nós fomos atrás para saber do que se tratava, e de fato, realmente existia essa verba, e o proprietário da marca Therezópolis na época achou que era melhor procurar as cervejarias, pois acreditava que era um patrimônio histórico importante da região com cervejarias potentes e reconhecidas, na época falávamos de Ambev, Bohemia e do Grupo Petrópolis, além do Francisco de Orleans e Bragança que na época era proprietário da Cervejaria Cidade Imperial”, explica. “Começamos com três municípios, seis cervejarias e hoje somos cinco municípios e 26 cervejarias. Nós somos a única associação turística do país, economicamente estamos ajudando a rede hoteleira, a gastronomia e todas as atividades envolvidas”, destaca.

Turismo com cerveja, casamento perfeito
Trabalhando com a questão do consumo consciente “se beber não dirija”, a associação consegue movimentar as agências de receptivo turístico e a rede hoteleira onde possa ser oferecido para o visitante essas opções. O objetivo do Turismo Cervejeiro é intercalar a atividade com toda a exuberância da Região Serrana do Estado. “O turista visita um lugar, vive uma experiência, vai em outra cervejaria e vive uma outra experiência totalmente diferente. Quando eu falo de experiências, é de criar produtos na prateleira do turismo, e como nosso trabalho é ajudar a formatar experiências que podem ser comercializadas, essas experiências podem ser desde uma visitação no chão de fábrica de uma cervejaria, a uma experiência sensorial de degustação e de harmonização com a alta gastronomia, e com isso a gente fomenta e contribui para rentabilizar essas cervejarias”, pontua Pampillon.

Mercado em expansão
O mercado cervejeiro tem crescido muito nos últimos anos mesmo durante a pandemia, contribuindo com a economia das cidades que produzem o produto. “A maioria das cervejarias conseguiu se manter de pé, e, ao longo desse período conturbado, as empresas vem trabalhando a questão do turismo e conseguem entender o quão importante é tratar bem esse turista”, enfatiza Ana. Com o crescimento das cervejarias, as pessoas se tornaram mais conhecedoras do produto cerveja. Em média são 1.300 cervejarias instaladas no país, 5,4% de crescimento de postos de trabalho no último ano. Segundo uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, a cada emprego gerado dentro do chão de fábrica, são gerados outros 50 empregos indiretos na cadeia comercial e do turismo. Outro número importante são as 101 cervejarias registradas no estado do Rio de Janeiro, sendo que mais de 50% desse número está localizada na Serra Fluminense.
“Hoje em Teresópolis nós temos 10 cervejarias que estão registradas no Ministério da Agricultura, mas nem todas elas oferecem uma experiência turística cervejeira, nem todas elas fazem parte da Rota Cervejeira. Hoje em Teresópolis são seis cervejarias associadas ao nosso projeto, porque faz parte do nosso estatuto ser legalizado e ter uma experiência a ser ofertada, porque somos uma associação turística”, explica a coordenadora.

A Rota Cervejeira e as parcerias
“Nós temos um diálogo muito importante com o Poder Público de todos os municípios envolvidos, além de parceria com Sebrae, Convention, Firjan, enfim, a Rota Cervejeira sempre esteve muito associada com todos esses órgãos que nos ajudam a ir mais longe, e a impulsionar os nossos projetos”, atenta Ana Pampillon. “Durante a pandemia nós conseguimos firmar algumas alianças importantes com o Poder Público para expandir a promoção desse tipo de atividade através de materiais de divulgação, onde nós vamos poder levar para as feiras de turismo e mostrar que nós temos um Turismo Cervejeiro exemplo no país”. E continua “O Brasil não consta em lista nenhuma de turismo cervejeiro no mundo, apesar desse expressivo número de cervejarias, e Paris que é uma cidade que não se fala em cerveja, está em 10º lugar no turismo cervejeiro. Temos que mudar isso, e com esses dados fortalecendo e nos aproximando mais ainda do poder Público para que nos ajudem a divulgar mais a atividade, e complementar todos esses outros segmentos dentro da cadeia, e enriquecer ainda mais esses municípios com uma proposta de turismo diferente”, explica.

As locais na “Rota Cervejeira RJ”
Fazem parte do projeto o Grupo Petrópolis (unidade Serra do Capim), Favre Baun, Kanton Bier, Mad Brew e Água de Bamba. A Kanton Bier e a Mad Brew possuem restaurantes abertos ao público, com uma excelente gastronomia, ambos localizados no bairro do Alto.

A retomada do Turismo
“A gente percebe que as pessoas estão ansiosas para sair, e as cervejarias que estão voltando já estão falando que está muito melhor do que antes da pandemia , então acredito que esse turismo vem com força e que nós temos que aproveitar todas as oportunidades que nós tivermos”, finaliza Ana Pampillon. Para saber mais sobre a Rota Cervejeira RJ, acesse no Instagram @rotacervejeirarj

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