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Trânsito sem lei no Vale Paraíso

Data: 05/12/2019

Carros e motos estacionados sobre o passeio público fazem parte de uma realidade frequente na localidade

Marcus Wagner

O desrespeito às leis de trânsito no Vale Paraíso está deixando em risco a vida de pedestres que não conseguem utilizar as calçadas ocupadas por carros e motos. A única opção para quem está a pé é ir pela rua onde o perigo de ser atropelado é grande.  Pior para crianças, idosos e pessoas com dificuldade para se locomover, como cadeirantes e até quem trafega com carrinho de bebê.
Nossa reportagem vem recebendo diversas reclamações de pessoas que relatam esse problema e que estão indignadas com a falta de educação de motoristas e lojistas que não se importam com a segurança dos pedestres.
A jornalista Joanna Medeiros contou que diariamente sofre com esse descaso: “A situação no Vale Paraíso é bem complicada. É um dos locais de maior circulação, tem um dos maiores hospitais da cidade, via de acesso para o interior e muito comércio. Eu tenho um bebê de colo, então ando muito de carrinho e sinto essa dificuldade. A gente vê que os carros têm mais direitos do que os pedestres. Tenho que passar com o carrinho do meu bebê na rua porque os carros não tem nenhum critério para estacionar, assim como as motos. Carros com quatro rodas em cima da calçada. É um verdadeiro desrespeito ao pedestre e às leis de trânsito. Eu acho muito complicado ter que reclamar sobre uma coisa tão básica que é o respeito ao próximo”.

Leitor enviou o registro do desrespeito que os pedestres enfrentam diariamente nas calçadas do Vale Paraíso 


Joanna afirmou que já denunciou o problema pelo Whatsapp da Guarda Municipal e recebeu uma promessa de que uma viatura iria ao local, porém nada mudou. A situação preocupante no Vale Paraíso é evidente não só na Avenida Delfim Moreira, mas também se estende pelas ruas adjacentes do bairro. Até caminhões ajudam a tornar a vida dos pedestres mais complicada.
“Ali tem um depósito de bebidas que faz carga e descarga o dia inteiro e os caminhões param com as quatro rodas em cima da calçada, tem uma oficina que coloca várias motos bloqueando o caminho, largadas de qualquer maneira, isso na Delfim Moreira. Descendo na Alexandre Fleming, tem uma oficina que é de seguradora, então tem muitos carros ali e eles não têm preocupação nenhuma de parar em local adequado, a ponto de um morador ter que pintar no portão um recado malcriado. É um desrespeito generalizado”, reclamou.

Joanna Medeiros reclamou do perigo que corre ao levar o filho no carrinho de bebê no Vale Paraíso por conta do desrespeito às leis que permanece impune
Através do Whatsapp e redes sociais, nossa reportagem recebeu outros relatos sobre as mesmas dificuldades e o perigo para os pedestres, já que no local é intenso o tráfego de carros, caminhões e ambulâncias, enquanto algumas empresas acabam fazendo das calçadas uma extensão de suas lojas:  “Os empresários que tem essas lojas tinham que ter respeito ao cidadão e deixar espação para o pedestre passar. Afinal o passeio público é nosso não é deles. É muito perigoso inclusive com idosos. O que a gente pede é que a Guarda Municipal tome uma atitude já que é uma das vias principais da cidade e o mínimo que se deve fazer é exigir o respeito às leis”, completou Joanna.

Resposta da Secretaria de Segurança Pública
“A Secretaria Municipal de Segurança Pública enfatiza que é o grande avanço no crescimento da frota de veículos em Teresópolis. A falta de estacionamentos e a desobediência às leis de trânsito colaboram para a ocorrência deste tipo de infração”.

Até mesmo caminhões tomam as calçadas arbitrariamente e encolhem o caminho para os pedestres


“A secretaria promove diversas campanhas de educação no trânsito, respeito aos pedestres e a conscientização dos motoristas em relação ao estacionamento irregular. Além disso, estacionar em local proibido representa um grande número de notificações da Guarda Civil Municipal. Sendo que, em casos em que há impedimento da passagem de pedestres e de outros veículos, além da notificação de multa, o veículo é rebocado”.    


 

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