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Trabalho de professora de Teresópolis premiado pela Alerj

Data: 08/11/2019

Professora Marcela do Nascimento Padilha, do projeto de extensão "Ir e Ver: Turismo Pedagógico", realizado pelo Núcleo de Pesquisas em Turismo, Território e Educação, grupo de pesquisa e extensão vinculado ao DTUR da Uerj em Teresópolis

Entre 152 concorrentes, um trabalho realizado pela professora Marcela do Nascimento Padilha, através projeto de extensão “Ir e Ver: Turismo Pedagógico”, realizado pelo Núcleo de Pesquisas em Turismo, Território e Educação, grupo de pesquisa e extensão vinculado ao DTUR da Uerj em Teresópolis, foi premiado na primeira edição do Prêmio Paulo Freire, honraria concedida pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O destaque foi na categoria “Experiência Pedagógica no Ensino Fundamental” e o trabalho é composto de atividades que levam moradores a espaços turísticos importantes do município para que os percebam não só como áreas de lazer, mas também como espaços de lazer e de aprendizagem, contribuindo também com a conservação ambiental.


O trabalho é composto de atividades que levam moradores a espaços turísticos importantes do município para que os percebam não só como áreas de lazer, mas também como espaços de lazer e de aprendizagem, contribuindo também com a conservação ambiental
A iniciativa se insere neste contexto na medida em que promove o encontro de cidadãos em formação – estudantes da educação básica – com a principal unidade de conservação do município, o Parque Nacional da Serra dos Órgãos, visitado por milhares de pessoas do Brasil e do mundo todos os anos, mas pouco frequentado por moradores de Teresópolis. “Este encontro não serve apenas para mostrar aos estudantes teresopolitanos um importante espaço turístico de sua cidade, mas também para que eles percebam este espaço como seu, como um espaço de imprescindível preservação, assim como um espaço de educação colaborativa”, explica Marcela.
Para viabilizar o projeto, o “Ir e Ver” realiza, em parceria com a Versátile Consultoria e Turismo (empresa júnior da Uerj), com o Projeto de Extensão Trilhas Sensoriais e com a Prefeitura Municipal de Teresópolis, aulas-passeio no PARNASO com estudantes do Ensino Fundamental de escolas públicas e privadas de Teresópolis. As aulas-passeio contaram com material didático produzido pelo Nupette, atividades sensoriais e explicações sobre o parque, sua fauna, flora e importância para a região. É importante ressaltar que não se trata apenas de levar os estudantes ao parque, mas de uma atividade pedagógica organizada, com escolha de temas transdisciplinares a serem trabalhados antes, durante e após a aula-passeio, incluindo curso de extensão em Turismo Pedagógico para professores e gestores das escolas participantes.
“Temos visto diversos ataques infundados e até mesmo irresponsáveis ao grande patrono da Educação Brasileira. A criação, pela Alerj, de um prêmio com o nome de Paulo Freire neste momento é extremamente significativo e vencê-lo é motivo de grande alegria. Este prêmio mostra que os profissionais da educação pública resistem à estrutura precária das escolas, salários baixos, ataques de parte do poder público, críticas infundadas de uma parte da sociedade – sobretudo quando fazemos greve para garantir melhores condições de educação para seus filhos – a um sistema de ensino enferrujado que lhes dá mais trabalho (de domingo a sábado) sem nenhuma garantia de melhoria etc.; resistem apresentando trabalhos inovadores e de grande relevância para a sociedade. Tenho muito orgulho dos professores!”, enfatiza a professora Marcela do Nascimento Padilha, coordenadora do Nupette.

Mais sobre o prêmio
O prêmio homenageia um dos maiores educadores do país, Paulo Freire, criador da “Pedagogia da Libertação”, referência mundial da área pedagógica e atual patrono da educação brasileira. “Com esta iniciativa temos a honra de realizar uma dupla celebração: aos profissionais da educação, e ao educador que soube articular teoria e prática na perspectiva de uma educação pautada pelo diálogo, pelo reconhecimento dos educandos como sujeitos do ato pedagógico e da sua realidade concreta, como objeto fundamental no processo de construção do conhecimento”, destaca o presidente da Comissão, deputado Flávio Serafini (PSol). A homenagem contempla um total de oito áreas de atuação: projeto político-pedagógico; experiência com alunos do Ensino Fundamental; Educação Especial; Educação de Jovens e Adultos; Ensino Médio, Pós-Médio, Técnico ou Profissionalizante; do Ensino Superior; do Ensino à Distância; e de experiência pedagógica na área de Inovação, Ciência e Tecnologia.

 

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