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Teresopolitanos prestam auxílio em Brumadinho

Data: 01/02/2019

Durante o intenso trabalho metódico de organização de donativos instalado em áreas reservadas da Estação Conhecimento, a equipe dos Águias concentrou esforços juntos à equipe do município de Mariana - Divulgação

Marcello Medeiros

Todo o aprendizado e solidariedade desenvolvidos pelos teresopolitanos na maior catástrofe ambiental do país, em 12 de Janeiro de 2011, tem sido refletidos em novas ações de voluntariado em problemas semelhantes nos anos seguintes. Um dos grandes exemplos é o momento que vive atualmente o país, com os olhos voltados para o município de Brumadinho, em Minas Gerais, vítima da irresponsabilidade da empresa Vale do Rio Doce, e passando por situações semelhantes – apesar de causa totalmente diferente – das vividas na Região Serrana do Rio de Janeiro oito anos atrás. Desde o acontecido, há pouco mais de uma semana, vários moradores de Teresópolis pegaram estrada em direção ao município mineiro para contribuir com sua experiência e amor ao próximo. Um desses exemplos é o do grupo Padrão Águias da Aventura Objetiva, que há anos realiza treinamento específico e que aprofundou ainda mais em conhecimento na Tragédia de 2011. Sob o comando de Cleiton Pimentel, Chefe da Instituição, auxiliado pelo expedicionista Márcio Raphael, Comandante da 2ª Brigada Verde, a equipe de Intervenção em Calamidades, constituída por também por expedicionistas da Segunda Brigada Verde (filial Nova Friburgo), se deslocou de imediato para o município mineiro para prestar ajuda humanitária e estruturar ações para o acolhimento às vítimas e organizar centrais de armazenagem de donativos, a pedido das autoridades mineiras que há anos conhecem e respeitam o trabalho da instituição.
Envolvidos no propósito de aplicar os seus conhecimentos e experiência de atuação em situação de emergências e desastres, a intervenção de ajuda humanitária registrada como “Missão 885” foi decretada pela Organização dos Águias na tarde do dia 25 de janeiro, poucas horas após o rompimento da barragem de rejeitos da mineradora da empresa Vale S.A e que causou sérios danos ambientais, materiais e humanos, deixando mortos, feridos e centenas de desaparecidos. Durante o intenso trabalho metódico de organização de donativos instalado em áreas reservadas da Estação Conhecimento, a equipe dos Águias concentrou esforços juntos à equipe do município de Mariana, liderada por Douglas Santana, especialista em logística humanitária, e pelo Secretário de Assistência Social e Cidadania Juliano Barboza. 
“A partir de normas e procedimentos de recebimento, controle, armazenagem e entrega de materiais e gêneros alimentícios, os Águias contribuíram significativamente para o acolhimento às vítimas e familiares, além de estruturarem a logística operacional das equipes militares e equipes de suporte no campo, nas áreas instáveis durante as buscas por desaparecidos”, relata Pimentel.
Um dos momentos marcantes para a história dos Águias foi a integração com a tropa do Exército Israelense que estava na missão de resgate. Num trato de amizade e descontração após intensas atividades de trabalho, Militares Israelenses e expedicionistas trocaram de bandeiras e insígnias, em significativo momento diplomático emocionante. Aos poucos as fardas iam se modificando num tom harmônico de paz e amizade. 
“Difícil descrever em palavras as cenas de uma tragédia envolvida pela lama e pela emoção contida em cada ser humano presente na incomparável força no rompimento da barragem de rejeitos do Córrego do Feijão, no município de Brumadinho, Minas Gerais. A grande quantidade de lama atravessou o caminho e levou além sonhos, bens materiais, esperança e vidas. Todos movidos por um sentimento de perda de vidas humanas e de animais, forças públicas de segurança e de defesa, funcionários da Empresa Vale S.A e voluntários humanitários se reuniram para auxiliar às vítimas da terrível tragédia sem precedentes. Cada rosto, cada expressão demonstrava um sentimento de tristeza misturado ao caos da impotência social diante da avassaladora onda pesada”, enfatiza o Mestre dos Águias.
Após intenso trabalho, no período de 25 a 30 de janeiro, movidos pelo cansaço e pela dor física das limitações do corpo, os Águias enceraram a missão com a satisfação do dever cumprido batizando a Missão 885 como a "Operação Sorriso e Lágrima". Atualmente, outros teresopolitanos, entre eles militares que também atuaram na Tragédia de 2011, continuam prestando trabalho voluntário no município mineiro. Entre eles, o Sargento Alex Sandro Mello, do 30º BPM.

 

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