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Teresopolitana é destaque na Ilustração Científica

Data: 05/09/2020

Formada pelo Unifeso, Bárbara foi convidada para ilustrar a publicação realizada em parceria com a SMMA - Imagens cedidas / Acervo Pessoal

Marcello Medeiros

Traduzir vida em palavras ou imagens, capturadas através de câmeras fotográficas ou pinturas, nem sempre é uma missão fácil. Em um tipo de arte específica, essa representação tem que ser ainda mais fiel devido a sua principal função, a Ilustração Científica. Trata-se de uma área de intersecção entre a arte e a ciência e tem como objetivo auxiliar o profissional, o pesquisador, a expressar suas descobertas e ideias através de desenhos ricos em detalhes. Eles podem representar animais ou vegetais ou ainda modelos de estruturas biológicas. Nos dias atuais, a variedade de técnicas para trabalhar essa arte muito grande, indo dos lápis aos pincéis, passando ainda por sofisticados modelos de computação graça. Em Teresópolis, a Bióloga Bárbara Dias Ferreira usa as técnicas do grafite, aquarela e nanquim, com muitas cores para dar vida aos seus trabalhos, que nasceram no curso de formação acadêmica e foram parar em uma importante publicação sobre avifauna, além de serem cobiçados como decoração pela beleza e detalhes apurados de aves e plantas. “Comecei a me interessar pelo tema quando estava estudando Ciências Biológicas no Unifeso, com a professora de Botânica Tereza Lopes. Ela viu que eu gostava de desenhar e me falou sobre um curso de Ilustração Científica, aí fui pesquisando, me apaixonando, e acabei fazendo tal curso depois”, conta Bárbara, a Babi.
Muitos bonitos trabalhos vieram desde então e, no início do ano, a Bióloga recebeu um convite irrecusável: Ilustrar diversas espécies de pássaros para o livro “AdmirAves”, publicação que nasceu de parceria entre o Centro Universitário Serra dos Órgãos e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente com o objetivo de registrar e destacar a avifauna do Parque Natural Municipal Montanhas de Teresópolis, unidade de conservação ambiental que é mais conhecida pela Pedra da Tartaruga, mas tem muito mais lugares e riquezas para serem conhecidas e valorizadas. “Foi muito legal e valioso para mim participar desse trabalho. Além da importância científica e para a conservação ambiental, o livro ficou bonito demais”, atenta a Bióloga.

Mais detalhes
Mesmo com o avanço tecnológico, o olho humano ainda é o mais valioso instrumento para reparar e reproduzir detalhes necessários nos trabalhos de Ilustração Científica, conseguindo resultados melhores do que os feitos com máquinas fotográficas, por exemplo. “É um trabalho muito minucioso, é preciso estudar bem a espécie que vai ser ilustrada, para passar a informação correta. Hoje muitos Biológos têm ido para essa área e valorizado ainda mais esse rigor científico. Ela engloba a ilustração botânica, entomológica, medica, paleontológica, de mamíferos... De todas as espécies. Aí cada um  encontra a aquela área que mais goste. Eu faço um pouquinho de cada, entomologia, botânica, fauna... Gosto das peculiaridades de cada uma”, explica Babi.

Conservação
Além da importância direta para registrar e incentivar a realização de novos trabalhos científicos, a mistura de ciência e arte pode contribuir com a conservação ambiental de espécies animais e vegetais. “Quando a gente conhece, tem paixão por uma espécie ou lugar, tende a cuidar, a querer conservar mais”, explica a Bióloga que, além dos trabalhos realizados especificamente para a área, tem visto seus desenhos sendo utilizados como decoração. “Muita gente procura para colocar em casa, em um quadro, um consultório, pois é artístico, é diferente”, conta.

Incentivador
Quando um Biólogo se destaca em Teresópolis, na grande maioria das vezes um nome está por trás dessa história: Carlos Alfredo Franco Cardoso, o Alfredinho. Professor da rede estadual por muitos anos e Coordenador do Curso de Ciências Biológicas do Unifeso, é mais do que um apaixonado pela profissão, conhece muito bem cada aluno que passa por ele. “Ele deu muito de si pelo curso, não tem como não lembrar e não agradecer todo o incentivo. Mesmo com 200 alunos, ele conhecia a potencialidade de cada um e buscava incentiva-lo. Até hoje, sete anos depois de formada, ele continua me dando muito apoio. É demais, é o cara”, enfatiza Bárbara. Para ver mais trabalhos da Bióloga e Ilustradora, basta acessar a página dela na rede social Instagram ( /dias.naturarte ).

O livro
Com informações de 100 das cerca de 300 espécies de aves registradas no PNMMT, o livro “ADMIRAVES – Avifauna do Parque Natural Municipal Montanhas de Teresópolis” conta, além do trabalho de Bárbara, com imagens feitas por fotógrafos renomados. Entre os diversos registros, várias espécies de Beija-flor, de Gavião e de Coruja, além do Tucano-de-bico-preto, do Tucano-de-bico-verde, Bacurau, Mãe-da-Lua e uma variedade colorida e encantadora de aves, de todo tipo de plumagem e tamanho. No total são sete autores, entre profissionais da secretaria de Meio Ambiente e professores do Unifeso, com a colaboração do ornitólogo Jeffrey Podos, da Universidade de Massachusetts/EUA. O primeiro capítulo fala sobre a Mata Atlântica, o segundo sobre Teresópolis e o terceiro lista as aves, com fotos e textos a respeito de cada uma delas, em português e inglês. Existem ainda capítulos destinados à educação ambiental e com projeções futuras com foco no turismo de observação de aves.
Para a reitora do Unifeso Verônica Albuquerque, organizadora e uma das autoras, o objetivo é fazer as pessoas se encantarem pelo mundo das aves. “É um trabalho de escrita, de curadoria de conteúdo, que a gente faz muito feliz. A gente foi escalando o time, modelando o livro com esse desejo de que servisse para o público em geral, em um movimento de encantar, não se propor a ser um guia de campo, mas que a gente pudesse produzir uma obra interativa. Os capítulos assessórios contam um pouco sobre esse lindo cenário do parque e fazem as pessoas se apaixonarem por ele”, aposta. “Tem um capítulo sobre educação ambiental no qual a relação ser humano/aves é destaque, mostrando que as aves podem ser apreciadas pela coletividade e não aprisionadas em gaiolas. Há ainda a observação de pássaros, uma prática mundial, pode e deve ser incentivada aqui no parque e estamos trabalhando para oferecer a estrutura para isso”, destaca ainda Flávio Castro, Secretário de Meio Ambiente do município. A publicação pode ser baixada gratuitamente no site da Editora Unifeso (www.unifeso.edu.br/editora).

 

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