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Subsede Vale da Revolta do PETP, opção de lazer para toda a família

Data: 29/10/2021

Após deixar o carro nas proximidades do prédio administrativo, hora de começar a conhecer a subesede Vale da Revolta - Marcello Medeiros

Marcello Medeiros

Nunca é demais lembrar que Teresópolis é considerada a Capital Nacional do Montanhismo, cercada por três unidades de conservação ambiental e conhecida mundialmente pelas belezas naturais protegidas por elas, fazendo assim com que o município seja muito procurado por conta das belezas cênicas e tranquilidade. E, já não bastasse o que temos de bonito e rico naturalmente, recentemente os teresopolitanos e turistas ganharam um novo atrativo nesse segmento: A subsede Vale da Revolta do Parque Estadual dos Três Picos. Localizada nas proximidades do quilômetro 83 da estrada BR-116, na antiga Fazenda Vale da Revolta, o espaço oferece atrativos turísticos em um ambiente diferenciado em relação às outras áreas protegidas por lei. Em uma área total de 3.811 metros quadrados, a representação local da unidade de conservação se destaca dos outros parques como uma boa opção para todos os públicos pelo fato de estar localizada em região bastante plana. Assim, ao contrário do Serra dos Órgãos, onde as escarpadas trilhas ou a própria estrada que o atravessa tem trechos com forte inclinação, aqueles que ainda não tem bom preparo físico acabam beneficiados, além de a unidade às margens da BR-116 ser excelente para as crianças andarem de bicicleta. A estradinha que serpenteia o fragmento florestal onde está a sede local dos Três picos, com 90% em lajotas devidamente alinhadas, tem aproximadamente dois quilômetros de extensão e permite com que os pais ou responsáveis não precisem se preocupar com o trânsito, por exemplo. Outro ponto “positivo” é que a entrada é gratuita.
Estruturalmente, a subsede do PETP tem sede administrativa, centro de visitantes, espaço para apoio ao lazer, casa do pesquisador, alojamento de guarda-parques, camping, estacionamento e banheiros, além da previsão de restaurante/lanchonete, trilhas para diferentes tipos de público e até banho de rio. Porém, o atendimento no espaço para visitantes, utilização de camping e o ponto de trabalho de pesquisadores ainda não foram efetivados.  No projeto estão sendo empregados conceitos sustentáveis de arquitetura e construção, como por exemplo, aproveitamento da energia solar, através de placas fotovoltaicas para aquecimento da água, biodigestor e captação e aproveitamento de água da chuva.

Um bom lugar, para relaxar
Para quem não conhece, pegando a BR-116 sentido Soberbo, fica à esquerda logo depois da comunidade do Vale da Revolta, assim que se inicia um declive. No sentido contrário, após o local conhecido como “Ponte Branca”, no final do aclive, consequentemente no lado direito. Para que vai na direção do Soberbo, muita atenção se decidir fazer a conversão à esquerda para acessar o parque devido ao grande fluxo de veículos na rodovia.
Após passar pelo centro administrativo, onde se baseia a equipe de Guarda-Parques, o visitante precisa estacionar seu veículo. Depois, a dica é ir caminhando ou pedalando tranquilamente até o final da estradinha, onde, nos tempos da antiga fazenda, havia muitas plantações. Cercado por morros e floresta, formada pela nossa rica Mata Atlântica, o ambiente é extremamente silencioso mesmo se estando ao lado de uma estrada movimentada. No fim do caminho, a dica é realizar um piquenique, por exemplo. Futuramente, será permitido acampar no local, além da utilização de churrasqueiras construídas pelo próprio parque. Também nos projetos das próximas etapas, a reabertura de uma trilha que liga esse espaço ao Núcleo Jacarandá do PETP e um acesso ligando esse ponto até a famosa Pedra do Elefante, nas proximidades do Mirante do Soberbo. 

Histórico do local
Para tal empreendimento, em 2009 foi desapropriada a antiga Fazenda Vale da Revolta, que tem mais de dois milhões de metros quadrados, e foram  investidos cerca de R$ 11 milhões em recursos do Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano (FECAM). A instalação do núcleo numa região com rica biodiversidade da Mata Atlântica foi considerada necessária para que o Poder Público exercesse um controle de fiscalização mais efetivo no município e, além disso, com a subsede Teresópolis do PETP outro setor que tem muito a ganhar é o do turismo ecológico.

 

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