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Setor hoteleiro se anima com a retomada das atividades

Data: 19/06/2020

Diretoria do Teresópolis Convention & Visitors Bureau explicou as ações de apoio às empresas neste período de retomada para fortalecer o setor hoteleiro do município

Paola Oliveira

O setor hoteleiro de Teresópolis busca se reorganizar e superar as dificuldades impostas pela pandemia do coronavírus e está contando com o apoio do Teresópolis Convention & Visitors Bureau que está atuando junto aos gestores e ao poder público para mapear a situação das empresas e assim tentar traçar o caminho para que a retomada das atividades possa acontecer em breve. Nossa reportagem conversou com a diretoria da instituição que detalhou a situação de preocupação nas empresas que são responsáveis por um grande número de empregos. O anúncio da reabertura gradual das atividades no município e a liberação do funcionamento das empresas trouxe um alento para o setor turístico que agora trabalha em busca da recuperação o quanto antes for possível.

Demissões durante a paralisação
A pandemia do coronavírus trouxe instabilidade para a economia afetando vários setores, principalmente o setor turístico, levando a centenas de demissões. “Os maiores hotéis da cidade que estão associados conosco sofreram um impacto muito grande e tiveram que fazer alguns cortes de funcionários. Foi muito triste para os gestores, que tiveram que fazer essas demissões, mas foi necessário senão o CNPJ que iria morrer e seriam todos os funcionários que perderiam o emprego”, conta Maurício Weichert, consultor do Teresópolis Convention & Visitors Bureau. “Ninguém está preparado para uma coisa dessas, é totalmente imprevisível. Nós estamos buscando analisar as consequências a longo e médio prazo, buscando decisões para evitar que os danos sejam maiores”, disse Pedro Alves, presidente do Convention.

Apoio do TC&VB
O Convention Bureau, por meio das redes sociais, vem buscando oferecer informações que contribuam para o fortalecimento do setor. Para o presidente Pedro, “Uma das dificuldades dessa crise, talvez a maior dificuldade para as empresas, seja a incerteza. Você não consegue organizar um cenário coerente para uma tomada de decisão. Então uma preocupação muito grande da nossa parte é diminuir essa incerteza”, afirma.
O período tem representado um dos momentos mais complicados que o setor turístico já enfrentou. “Tem sido um momento muito difícil. A retomada para o turismo será uma das últimas ou penúltimas etapas. Em vista disso, o Convention Bureau se mobilizou junto com os associados para tentar antecipar de uma forma extremamente responsável essa reabertura dos meios de hospedagem e dos bares e restaurantes. Como o Polo Gastronômico focou nos bares e restaurantes, nós focamos mais nos meios de hospedagem, e assim fizemos um ofício ao Gabinete de Crise da prefeitura apresentando normas que foram estipuladas pela organização mundial do turismo, pelo Ministério do Turismo e pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, pela secretaria de turismo estadual e adicionamos mais alguns itens e entregamos em uma reunião que foi feita no gabinete do prefeito”, contou Maurício.

Busca de alternativas
Essas informações enviadas ao governo municipal viabilizaram a volta parcial das atividades, representando um primeiro passo considerado importante para os empresários envolvidos, antecipando uma primeira onda da reabertura dos hotéis.  “A nossa proposta foi exatamente reabrir os meios de hospedagem inicialmente para a população local. Parece estranho, os hotéis são feitos para os turistas, mas a nossa proposta de reabertura foi inicialmente desenhada para o público interno, para os munícipes, já que as barreiras sanitárias estão nas entradas da cidade. Então a intenção é oferecer aos munícipes a oportunidade de passar parte da sua quarentena em um dos nossos meios de hospedagem, aliviando dessa forma o estresse de ficar confinado no mesmo ambiente por mais de 60 dias. Nós acreditamos que desta forma vamos movimentar parcialmente a economia interna sem acrescentar riscos à saúde e haverá uma breve retomada de empregos nesses meios de hospedagem. Isso também vai propiciar que os próprios moradores da cidade conheçam melhor os hotéis que temos e posteriormente irão divulgar isso para parentes, amigos, familiares, que poderão vir à Teresópolis e se hospedar nesses locais. Esse foi o nosso enfoque para quando as barreiras sanitárias forem liberadas aos turistas, nossos hotéis já vão estar em um processo de funcionamento”, declarou o consultor. Para o presidente do Convention Bureau, o último decreto também traçou uma direção, que antes não havia. “É um caminho que nós estamos encontrando para começar a andar”, Pedro Alves. 

Início da retomada
A primeira fase não é obrigatória, cada empresário deve observar se o decreto apresenta uma oportunidade para retomar as atividades econômicas ou não, ficando a critério de cada um, como alerta Maurício. “Cabe ao hotel avaliar financeiramente reabrir e se vai ter demanda”. Mas existem exemplos que podem motivar outros estabelecimentos. “Um hotel no centro da cidade reabriu e está bem satisfeito com o movimento, porque também foi autorizado que pessoas que viessem a trabalho para serviços essenciais se hospedem nesses hotéis, desde que o hotel e os hóspedes sigam todos os critérios estabelecidos no protocolo” aponta o consultor. 
Os hotéis e pousadas não vem demonstrando dificuldades em seguir as medidas referentes presentes no decreto, pois de acordo com Maurício “O decreto que a prefeitura fez foi muito embasado no ofício que entregamos e nós tínhamos aliado isso com os empresários antes para ser uma coisa possível de ser feita, para que não fosse mais uma barreira financeira ou mais regras que fossem aumentar o custo de uma forma absurda”. 

 

  

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