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Quatro residências estão interditadas por conta do risco de desabamento

Data: 13/06/2021

Wanderley Peres

Quatro residências na rua Oscar da Silva, no Panorama, foram interditadas nesta quinta-feira, 10, e seus moradores obrigados a se mudar às pressas porque uma construção no morro acima, na rua Albert Sabin, adernou e ameaça desabar. Duas famílias passaram a noite num hotel, no bairro do Alto, e as outras duas alugaram casas, com a esperança de serem ressarcidas pela municipalidade. O dono do prédio de cinco pavimentos, construído num terreno que aparenta ter até 60 graus em declive, já teria recebido da Defesa Civil o prazo de 24 horas para demolir o trambolho, ação que não tem data definida e os vizinhos torcem que seja feita o quanto antes, evitando o desabamento e os naturais prejuízos que podem ocorrer.
  
  As providências para a eficiente fiscalização e as consequentes ações, que culminaram na interdição das residências em risco e a ordem de demolição da construção ameaçadora foram tomadas no pátio da tevê DIÁRIO, na noite desta terça-feira, 8, depois que o prefeito soube do caso que vem se arrastando desde março do ano passado, quando ocorreu a primeira denúncia dos vizinhos da obra ao e-ouve da prefeitura, em 11 de março de 2020, e os setores de fiscalização foram devidamente acionados, agindo de forma displicente e comprometedora. Depois de procurarem o prefeito no gabinete, e sabendo que ele estava na tevê, moradores das residências abaixo da construção em risco abordaram Vinicius depois da entrevista, relatando o episódio, que até então seria inédito para ele.


  
  Segundo Gisele, que mora numa destas residências na linha de risco, desde que bateram a primeira laje, no início do ano passado, que a obra vem deixando os moradores preocupados. Eles estranharam que a construção ficava suspensa, em frágeis pilotis de vigas de ferro, apreensão que se transformou em medo quando notaram mais um andar, e depois outro, sendo levantados. E um quarto andar ainda seria erguido, não fosse a formação de um processo administrativo pelos vizinhos, em 21 de janeiro passado, sendo então, agora em março, embargada a construção, que deveria estar a laje assentada no terreno e não sobre pilotis, e isso não era visto porque ficava escondida pela vegetação e passou a ser percebido desde a semana passada somente, depois que o terreno ao lado foi roçado para uma outra construção ser iniciada.
  
  - Pudemos, então, chegar perto da obra. E um senhor que trabalhava disse que ouvia uns estalos, que achava que as colunas estavam entortando, daí eles terem soldado vigas de amarração, para conter o problema.
     
  A partir desse dia, 30 de maio de 2021, os vizinhos se preocuparam ainda mais e solicitaram à Defesa Civil uma análise de risco. Foi quando a obra acabou embargada porque não havia responsável técnico pela estrutura e, ainda, porque não estaria respeitando recuos e afastamentos, conforme exige o zoneamento da área. Sem contar que deveria estar assentada no chão e não suspensa e, possivelmente, nem poderia ter sido autorizada porque o terreno teria aclive superior a 45 graus.
    
  - Começamos a correr mais e exigir as soluções urgentes. Na terça-feira, nos reunimos com o chefe do gabinete, Gilson Barbosa e o presidente da Câmara, Leonardo. E, à noite, fomos ao gabinete do prefeito, quando soubemos que ele estava na tevê, e o encontramos depois da entrevista. De imediato Vinicius deu ciência aos secretários e a coisa começou a andar.


  
  As providências tomadas a partir da ordem do prefeito teriam sido a de imediata interdição das residências que podem ser afetadas com o iminente desabamento do prédio, a remoção das famílias para hotéis, a ordem ao proprietário para a demolição da obra e, naturalmente, é o que se espera, a investigação do caso, que sugere desinteresse da municipalidade pela fiscalização, ou interesses de setores da prefeitura pela obra que não poderia ter sido autorizada, e deveria ter sido embargada assim que foi denunciada, porque iniciou sem a devida licença do setor de Planejamento, fato que também foi denunciado pelos moradores ao Ministério Público, onde inquérito foi aberto para apurar o caso.

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