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Quarentena continua "pela metade" em Teresópolis

Data: 23/04/2020

Comerciante Luciano Cardinot, proprietário de uma loja no terminal rodoviário José de Carvalho Janotti, publicou um vídeo mostrando sua indignação com o que vem acontecendo em Teresópolis

Teresópolis está há cerca de um mês enfrentando medidas restritivas visando diminuir as chances de propagação do novo coronavírus. A grande maioria dos estabelecimentos comerciais de portas fechadas, áreas de lazer vetadas, sem ônibus intermunicipais e a obrigatoriedade da utilização de máscaras em lojas e serviços de transporte são algumas delas. Porém, a cada dia que passa é facilmente perceptível o relaxamento de tais orientações no município, o que pode contribuir para continue a escalada da Covid-19 e suas complicações, fazer com que seja ampliada a validade de decreto proibitivo e outras normas, além de gerar indignação em quem está fazendo sua parte para que possamos sair dessa o mais rápido possível. Um dos muitos exemplos diários disso foi visto nas redes sociais nesta quarta-feira (22). O comerciante Luciano Cardinot, proprietário de uma loja no terminal rodoviário José de Carvalho Janotti, publicou um vídeo mostrando sua indignação com o que vem acontecendo em Teresópolis. “Não estou entendendo essa quarentena. Dei uma passada na Várzea agora e vi que a maioria lojas está em meia porta aberta e monte gente entrando e saindo. Agora, se eu abrir minha loja vou tomar multa?  Posso abrir meia porta? Tem fiscalização?  Várias pessoas ficam na porta atendendo, sem fiscalização, está complicado, pois  continua a aglomeração. Queria uma resposta da prefeitura. Não estou trabalhando, estou com a loja fechada, o delivery não vende nada. Aí passo aqui no Centro e vejo todo mundo na porta da loja, cliente negociando, em tudo quanto é lugar. Isso está sendo desleal com é do mesmo ramo de segmento. Se você precisa dinheiro, todo mundo precisa. É todo mundo fechado, é todo mundo fechado. Tem que tomar fiscalização ou então libera para todo mundo abrir. Trabalhar igual bandido não quero não”, pontuou Luciano.
O vídeo teve bastante repercussão, com outros internautas relatando casos parecidos. E não é somente o comerciante Luciano que tem cobrado uma decisão da PMT em relação à fiscalização ou flexibilização das regras, visto que tem mostrado ineficiência em fazer cumprir o que ela mesma determina. Um proprietário de um bar na Várzea, que prefere não ser identificado, relata que não sabe que como vai fazer para pagar o aluguel e funcionários e, por outro lado, diariamente vê estabelecimentos semelhantes funcionando em postos de gasolina, com grande movimentação de pessoas. “Como assim? Isso pode? Na terça-feira tinha até gente tocando violão para um grupo em um bar desses de posto. É uma piada essa fiscalização da prefeitura”, enfatiza.
Na semana passada, recebemos demanda de uma proprietária de lanchonete no bairro de São Pedro. Ela tinha dúvida se poderia abrir apenas para entrega, sem atendimento em mesas ou balcão. “Tem várias abertas aqui, normalmente, como se não tivesse decreto proibindo. Mas tenho medo de abrir e ser multada”, disse. Falando no bairro mais populoso de Teresópolis, diariamente a Praça dos Expedicionários têm ficado cheia, assim como o campo anexo ao quartel do Tiro de Guerra 01-011.
Mesmo com as restrições, encontrar local para estacionar na Várzea continua sendo uma missão muito difícil. Isso mostra o grande volume de veículos em circulação, o que não deveria estar acontecendo se houvesse maior conscientização do terespolitano. “Abre logo o comércio todo, está todo mundo na rua mesmo. Que diferença faz?”, enfatizou também via rede social a comerciante Adriana Lopes. 

Ações na Justiça e uso de máscaras
Nesse meio tempo, lojas de grandes redes foram para a Justiça pedir permissão para voltar ao atendimento. E conseguiram. Americanas e 
Casa & Vídeo estão podendo atender clientes, segundo algumas restrições como número reduzido de pessoas no interior das lojas e distanciamento nas filas dos caixas. Uma das ideias de alguns empresários para voltar ao funcionamento de todo o comércio é a obrigatoriedade de utilização de máscaras para toda a população, o que ajudaria na diminuição das chances de contaminação.

Prefeitura nega inoperância
Através da Assessoria de Comunicação da PMT, a Secretaria Municipal de Fazenda informou que a fiscalização de estabelecimentos é feita diariamente. “De acordo com balanço divulgado pela Prefeitura, em um período de 18 dias – entre 22 de março e 8 de abril, as equipes de fiscalização, registraram 537 denúncias feitas pela população, de estabelecimentos comerciais, agências bancárias e de vendedores ambulantes que seguiam funcionando, em descumprimento ao Decreto Municipal 5.275/2020”, informa o documento. “Além disso, a Secretaria Municipal de Defesa Civil continua circulando nos bairros com carro de som para divulgar mensagem de alerta ressaltando que as pessoas fiquem em casa. Guardas municipais fazem rondas em espaços públicos, tais como praças, e quando é verificada a presença de crianças, adultos ou idosos, é solicitado que estes retornem as suas residências”, destaca ainda o texto.
Os moradores podem continuar fazendo as denúncias de funcionamento irregular de estabelecimentos a qualquer momento pelo aplicativo E-Ouve ou de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, pelo telefone/WhatsApp: (21) 98126-4038. O último decreto restritivo assinado pelo prefeito Vinicius Claussen tem validade até o próximo dia 28.


Governador começa a liberar comércio
Até esta terça-feira (21), oito cidades do Rio de Janeiro que receberam permissão para retomar as atividades comerciais registraram casos do novo coronavírus. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, Sumidouro, Cantagalo, Paty do Alferes, Santo Antônio de Pádua, Quissamã, São Fidélis, São Francisco de Itabapoana e Bom Jesus de Itabapoana têm casos confirmados. As cidades estão em lista divulgada em decreto pelo governo do estado no dia 7. Naquela data, por não apresentarem nenhum caso confirmado do novo coronavírus, os municípios receberam a autorização para permitir o funcionamento do comércio. As lojas poderiam abrir, mas deveriam cumprir as normas e orientações sanitárias e observar as boas práticas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). 
O decreto não é obrigatório. As prefeituras de cada cidade podem decidir se colocam ou não o decreto em prática. Cabe aos prefeitos fazerem o controle, em cada localidade. Ao todo, 30 municípios integram a lista.  A norma ainda diz que, caso seja confirmado algum caso de infecção de covid-19, o município será excluído da lista e o comércio voltará a ser restrito como no restante do estado. 

Flexibilização em São Paulo
O governador de São Paulo, João Doria, explicou nesta quarta-feira (22) alguns critérios para a reabertura gradual dos setores produtivos do estado, que começará a ser implementada a partir do dia 11 de maio, quando se encerra o período de quarentena. O plano para reabertura foi chamado de Plano São Paulo.  A quarentena está em vigor no estado desde o dia 24 de março e, com ela, somente os setores considerados essenciais – como abastecimento, logística, segurança e saúde – podem funcionar. Os setores que vão voltar a funcionar a partir do dia 11 de maio não foram informados pelo governo paulista. Esse anúncio, segundo o governador, será feito somente no dia 8 de maio. Para ajudar a elaborar o plano, o governador montou uma equipe, formada por diversos economistas do país, tal como Persio Árida. Segundo a secretária de Desenvolvimento Social, Patricia Ellen, os critérios que serão utilizados para essa retomada vão considerar a preparação do sistema de saúde, da sociedade e dos setores econômicos. “Queremos atender os setores com maior vulnerabilidade econômica. Então vamos priorizar setores que têm maior vulnerabilidade e menor risco do ponto de vista do enfrentamento da pandemia para que eles sejam retomados e acolhidos mais rapidamente”, disse a secretária.

 

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