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Proteção extra para funcionários de supermercados durante a crise

Data: 24/03/2020

Funcionários da Rede Economia estão utilizando máscaras e luvas para prevenção contra o coronavírus - Marcus Wagner

Marcus Wagner

As determinações para prevenir a disseminação do coronavírus em Teresópolis exigem uma drástica mudança na rotina das empresas que continuam autorizadas a funcionar. O decreto municipal publicado no último sábado pelo prefeito Vinícius Claussen que determinou o fechamento do comércio abre exceção a supermercados e farmácias para continuarem a atender o público, mas medidas de proteção aos funcionários acabam se fazendo obrigatórias, pois o volume de clientes é grande. No supermercado da Rede Economia no bairro Ermitage, por exemplo, todos os funcionários foram orientados a utilizar luvas e máscaras durante o horário de trabalho.
De acordo com a gerência da loja, já foram tomadas várias medidas para que os procedimentos tenham o maior cuidado possível e outras ainda serão implantadas. Para as funcionárias que trabalham como operadoras de caixa fica mais difícil adotar o distanciamento ideal das pessoas e também há o fato complicado do manuseio das notas e moedas, assim como de cartões e máquinas que são tocados pelos clientes com frequência. 

Carrinhos de compras recebem limpeza reforçada como medida preventiva contra a contaminação
A empresa disponibiliza as máscaras e luvas descartáveis para as operadoras que também utilizam borrifadores com produtos para limpar as superfície em que os clientes e produtos têm contato.  Além disso o supermercado também está implementando a demarcação da área em que os clientes aguardam para atendimento, tanto na fila para passar as compras no caixa, como também em frente aos balcões de atendimento da a padaria e do açougue. Dentro desses locais também foi limitada a circulação de funcionários para não ocorrer ocupação de várias pessoas em uma espaço compartilhado, de acordo como é recomendado pelas autoridades de saúde.
Outra grande preocupação é quanto aos carrinhos que são utilizados pelos clientes para colocarem seus produtos ao percorrerem o interior do supermercado e também para levar as compras pelo estacionamento até seus automóveis. Foram destacados funcionários que estão cuidando exclusivamente da higiene destes equipamentos que são os que entram em contato com o maior número de clientes, um trabalho permanente de prevenção com produtos de limpeza específicos para eliminar qualquer possível meio de contaminação.
Do lado dos clientes, aparentemente a conscientização está ganhando mais espaço e muitas pessoas já tomam algumas precauções antes de entrar no estabelecimento, como evitar entrar muitas pessoas juntas para fazer as compras. Houve quem estivesse com parente idoso que ficou do lado de fora enquanto os familiares faziam as compras para ele, evitando o contato com qualquer aglomeração de quem já está no grupo de risco apontado pelas autoridades de saúde.
Nas filas também muitas pessoas se preocuparam em deixar uma distância mínima de um metro em relação aos outros. Caso seja necessário, o estabelecimento poderá adotar até uma restrição ao número de pessoas que poderá entrar e também deve oferecer locais em que os clientes poderão fazer a higienização das mãos com maior facilidade.
De acordo com o decreto do último sábado públicado pelo prefeito Vinícius CLaussen "Recomenda-se que os supermercados, padarias e estabelecimentos congêneres limitem o número de clientes no seu interior com o intuito de evitar aglomerações, em número proporcional às suas dimensões, devendo, porém, respeitar em suas filas – internas e externas - a distância mínima de 1,5m (um metro e meio) entre os clientes em todas as direções, mediante marcações no chão".

Clientes enchem carrinhos de compras
- Medo de desabastecimento faz muita optar por estocar produtos em casa

Mesmo com a garantia dos representantes dos supermercados de que não haverá desabastecimento nas lojas e com a garantia do decreto municipal de que estes estabelecimentos poderão continuar funcionando, muita gente está indo às compras para levar produtos em grande quantidade. O que se nota é que muitos carrinhos saem lotados em ritmo de compras de começo de mês, apontando um temor de que possam faltar mercadorias.
Já na semana passada, nossa reportagem havia relatado essa situação que acabou ganhando força pela insegurança causada pelas sequência de medidas drásticas que são anunciadas pelos governos municipal e estadual, mas não se justificam por conta da garantia de preservação dos serviços essenciais em todos os decretos.  No supermercado da Rede Economia de Ermitage a reposição dos produtos é permanente para dar conta da demanda. De acordo com o gerente, o estoque foi reforçado já pela percepção do movimento acima do normal e ainda foi feito contato com fornecedores para confirmar que haverá atendimento aos novos pedidos normalmente. 
Em relação aos gêneros alimentícios, o que se verifica que está deixando prateleiras vazias mais rápido são os pães de forma que faltam em vários mercados, por conta da característica diferenciada de fornecimento quanto ao prazo de validade do produto.
O alerta sobre o coronavírus no Brasil causou um aumento expressivo no movimento dos supermercados desde a semana passada e alguns itens já estão em falta nas prateleiras, principalmente produtos de higiene. Devido a essa situação, a Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (ASSERJ) divulgou um comunicado destacando ainda que não há necessidade de corridas aos supermercados.
Os repositores estão tendo muito trabalho para conseguir deixar as prateleiras cheias novamente e a todo momento chegam carrinhos cheios aos caixas. As compras envolvem diversos tipos de itens, porém os produtos de higiene são os que mais rápido saem.
Esse aumento de vendas exigiu medidas preventivas, como o estreitamento de parcerias com os fornecedores, antecipando pedidos de compras e trabalhando com estoques mais elevados do que a normalidade para garantir uma melhor entrega para a população. Entre os produtos mais procurados nos supermercados estão papel higiênico, leite, sucos e alimentos congelados. A ASSERJ ressalta que supermercados presta um serviço essencial de abastecimento para toda a sociedade e segue em constante monitoramento da situação junto aos órgãos competentes”. 

 

 

 

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