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Procura por álcool em gel e máscaras esvazia estoques das drogarias

Data: 29/02/2020

A farmacêutica Aluma Almeida contou que os itens de proteção são realmente indicados para evitar diversos tipos de contaminação - Marcus Wagner

Marcus Wagner

O medo do avanço do coronavírus está promovendo uma grande procura pelos produtos que podem ajudar na prevenção de uma contaminação. A venda de álcool em gel, máscaras e luvas descartáveis cresceu tanto que estes produtos já estão em falta nas prateleiras da maioria das farmácias e drogarias. Apesar da confirmação de vários casos pelo país já foram confirmados, o Brasil ainda não vive uma situação de epidemia, porém mesmo que Teresópolis não tenha nenhum caso confirmado, muita gente quer evitar correr o risco.
Existem formas distintas de comercialização destes produtos, como o caso das luvas que tem embalagens de um único par e outras que são vendidas em caixas com cem unidades. As máscaras podem ser compradas por unidade e o álcool em gel tem embalagens pequenas e grandes, variando o preço entre R$ 6,00 a R$ 20,00.

Alta nas vendas
Na Drogaria TNG, a farmacêutica Mayra Fernandes relatou o impacto: "Desde que teve o surto de coronavírus, houve uma procura muito grande e estamos com estoque zerado nas duas filiais da rede. Álcool em gel ainda tem algumas unidades, mas luva e máscara já não temos mais".
Em outro estabelecimento consultado no centro da cidade, a gerente explicou que o esvaziamento do estoque aconteceu rapidamente nos últimos dias e foi necessário ter o cuidado de não vender em grandes quantidades para um único cliente para atender o maior número possível de pessoas: “Estamos tendo uma grande procura, então o estoque está acabando. Tivemos até que limitar um pouco a venda para conseguir atender mais clientes”, destacou Cristiane Rocha, contando também que separou algumas unidades de álcool em gel para uso dos próprios funcionários que lidam com o público.
O atendimento nos balcões das drogarias recebe pedido dos produtos de assepsia e proteção, mas em muitas delas o estoque está zerado e já foi feita encomenda em um volume bem maior do que era de costume para dar conta da demanda. A venda destes artigos de proteção aumentou entre 100% e 300% nos estabelecimentos consultados e a tendência é de continuar em alta por conta do avanço do vírus pelo país.
Em outra drogaria do centro da cidade, a farmacêutica também confirmou a situação: “Aumentou muito a procura pelo álcool em gel, as luvas também e máscara, que já esgotou no nosso estoque e já estamos providenciando mais. O álcool em gel também acabou no estoque, mas esperamos que já esteja chegando”, disse Aluma Lima Almeida.
Aluma explicou ainda que é realmente muito importante que a população tenha esses cuidados contra o coronavírus e também contra outras doenças que podem ser transmitidas em locais frequentados por muitas pessoas: “É importante sim utilizar porque eles garantem a proteção da pessoa, principalmente o álcool em gel que mata o vírus. Para evitar também o contágio pela saliva, é bom usar a máscara para não ter o contato com outras pessoas”.
Por todo o Brasil, a situação não é diferente, com esta corrida por estes produtos, fazendo com que a reposição não consiga ser tão rápida, pois nenhuma distribuidora estava preparada para essa escalada de novos pedidos em volume tão expressivo.

Como se prevenir
Para quem não tiver acesso a esses produtos, há outras medidas que também são importantes e devem ser tomadas. De acordo com o Ministério da Saúde, a melhor estratégia é lavar as mãos com água e sabão. A Sociedade Brasileira de Infectologia também aconselha: Evitar tocar olhos, nariz e boca sem higienização adequada das mãos; evitar contato próximo com pessoas doentes; cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, com cotovelo flexionado ou utilizando-se de um lenço descartável; ficar em casa e evitar contato com pessoas quando estiver doente; limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência; não compartilhar objetos de uso pessoal (talheres, pratos, copos ou garrafas); manter os ambientes bem ventilados.

Governo tenta evitar escassez de equipamento de segurança
O secretário executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, esteve em reunião com representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Artigos e Equipamentos Médicos e Odontológicos (Abimo) na manhã de sexta-feira (28) para detalhar os termos das ações para evitar a escassez de itens de segurança e de prevenção contra o novo coronavírus no Brasil.
Segundo Gabbardo, o encontro é para explicar as necessidades urgentes de estoques de máscaras e aventais, por exemplo, e que as empresas precisararão priorizar a venda de tais itens para a rede pública de saúde do país. De acordo com  secretário, empresas desistiram de licitação com o governo para exportarem sua produção. Por outro lado, a rede pública de saúde já começou a enfrentar a escassez desses itens. 

Coletiva Coronavirus
O secretário já havia levantado a possibilidade de usar meios jurídicos para apreender esses produtos e assim evitar o desabastecimento no mercado interno. “Se necessário, vamos impedir a exportação desses produtos e se for necessário vamos solicitar a apreensão dos produtos na própria fábrica”, disse na quinta-feira.

Coronavírus no Brasil
O Brasil tem dois casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus e 132 casos suspeitos, com expectativa de que esse número aumente para aproximadamente 300 casos. Dentre os 132 casos já suspeitos contabilizados, 70 são na Região Sudeste, dez na Região Centro-Oeste, 37 na Região Sul, 15 na Região Nordeste e nenhum caso suspeito na Região Norte. Na China, a doença covid-19, provocada pelo novo coronavírus, já matou mais de 2700 pessoas.

 

 

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