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Prefeitura proíbe realização de eventos no Teresópolis Golf Clube para não incomodar vizinhança

Data: 20/05/2019

Francisco Pim defende que o clube possa continuar a fazer eventos e futuramente contar com uma nova receita através de um projeto imobiliário

Um embargo da Prefeitura de Teresópolis e um Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público estão impedindo que o Teresópolis Golf Club volte a realizar eventos em sua sede.  Enfrentando dificuldades financeiras, o clube tenta soluções para poder equilibrar as contas e, além de buscar uma reversão da proibição dos eventos, também estuda a possibilidade de realizar um empreendimento imobiliário aos moldes de outros que são comuns em campos de golfe pelo mundo. A ideia seria a construção de um hotel ou condomínio para contribuir com a receita da instituição.
Enquanto a prefeitura de Teresópolis autoriza a realização festas sem restrições no Parque Regadas e na Praça Nilo Peçanha, com shows à beira da janela de vários moradores, ao mesmo tempo proíbe que o Teresópolis Golf Club  realize eventos alegando causar incômodo à vizinhança. Esta medida está inviabilizando uma importante fonte de renda para o clube.

 

Eventos recentes no Teresópolis Golf Club conseguiram atrair um grande número de pessoas, alguns desses eventos foram transferidos para Praça Nilo Peçanha (Ginda Bloch no Alto).

Nossa reportagem conversou com o presidente do Teresópolis Golf Club, Francisco Pim, que disse não entender a lógica para esse embargo da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e tenta conversar com o prefeito Vinicius Claussen para buscar uma solução para o problema.
Desde que assumiu o a presidência, Francisco verificou a importância dos eventos para ajudar nas contas do clube. O local sediou encontro de carros antigos, festival de food trucks e shows, sendo que as apresentações musicais acabaram gerando alguns inconvenientes e por isso nem mesmo o presidente do clube quer a realização de shows populares, mas deseja continuar fazendo eventos que sejam voltados para a família.

O embargo
“Nós fomos embargados em 1º de março, pela Secretaria de Ambiente da Prefeitura. Essa medida teve como justificativa um evento que fizemos em fevereiro, mas que terminou impreterivelmente antes das 22 horas, porque nós não fazemos eventos que se prolonguem durante a noite. Nós respeitamos a vizinhança. No passado bem remoto, chegou-se a fazer alguns eventos que passaram desse horário, mas nos últimos anos não temos feito, respeitamos o prazo de 22 horas”, alegou Francisco Pim.

Dois pesos, duas medidas
“Esse embargo foi justicado por esse evento e foi feito mais de 30 dias após ele ser realizado. Estávamos nos pautando por um TAC assinado em 2009 com o Ministério Público em que a pressão sonora não pode ser acima de 65 decibéis no período noturno, que se compreende após as 22 horas. Então nós achamos isso muito específico para o nosso caso e estamos em uma vizinhança que está, no mínimo, a 350 ou 400 metros, enquanto a gente vê na cidade eventos que não tem nem cinco metros, fica embaixo da janela de moradores, duram três dias e não sei como está sendo olhado isso pelo Executivo. Para nós existe um peso e para os outros existe um peso diferente e isso causa um desconforto”, afirmou.

Existe um projeto imobiliário?
“O esporte Golf tem reduzido sua atividade no mundo inteiro, não só no Brasil como até nos Estados Unidos. Onde ele está bem consolidado é sempre através de um projeto imobiliário, como há em Curitiba, em São Paulo e vários clubes nos Estados Unidos também, porque tem que ter uma receita que independa dos sócios. Nós aqui temos um quadro de sócios que há dez anos vem numa descendente e que hoje buscamos uma solução, não para nos tolir do nosso esporte preferido, mas tentar perpetuar o clube e isso se faz através de um condomínio ou de um hotel”.

 
Nada de condomínio popular
“Nos causa espanto que queiram nos dizer o que devemos fazer, afinal esse é um clube privado, não temos nenhum terreno do estado, do município ou da União, é nosso. Nada de Minha Casa, minha Vida, não é um local próprio para isso, pois a taxa condominial que esperamos daqui fica entre R$ 800 e R$ 1000,00 e quando um cotista de Minha Casa Minha vida poderia pagar isso? Então quem fala isso está viajando”.


Atividades esportivas continuarão
“Nós temos 900 mil metros quadrados e temos áreas ociosas. Nossa meta seria motivar algum empreendedor a fazer um projeto imobiliário nessas áreas que poderia contribuir mensalmente com o clube para perpetua-lo, independente da quantidade de sócios”.


Convite para novos sócios
“Eu quero conclamar o pessoal de Teresópolis para vir nos visitar, para se tornar sócios, é um clube interessante, muito belo, mas que precisa de vida para poder continuar usufruindo dessa beleza”.

Busca por uma solução
“Estamos fazendo um esforço para poder encontrar com o prefeito, mostrar a dificuldade do clube, nossa necessidade de fazer eventos até as 22 horas, respeitando o TAC até que a gente venha conseguir fazer esse empreendimento imobiliário que seria feito em uma área que não é utilizada para  esporte, onde temos bastante espaço ocioso”.

 


Teresópolis Golf Club está impedido de realizar eventos por conta de um embargo da Prefeitura

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