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Postagem sobre interdição da Teresópolis-Itaipava é falsa

Data: 05/01/2018

Ônibus que faz a linha Teresópolis-Petrópolis trafega normalmente pela pista da Rodovia Teresópolis-Itaipava, mostrando que a informação de interdição não era verdadeira (Foto André Oliveira)

André Oliveira

Uma imagem de deslizamento de terra circulou pelas redes sociais dando conta da falsa notícia de uma barreira que teria interditado a Rodovia BR-495, Teresópolis-Itaipava.  A foto é na verdade de uma barreira que caiu no ano de 2016 na Serra do Rio do Rastro, em Santa Catarina, e que circula pelas redes sociais com inúmeras descrições igualmente enganosas.
A estrada utilizada como principal ligação entre Teresópolis e Petrópolis não sofreu qualquer alteração nos últimos dias. O trecho, apesar de instável por conta das condições geográficas da região, não teve qualquer registro de barreira  ou deslizamento. A linha de ônibus que liga dos dois municípios cumpriu todas as viagens de ida e volta normalmente, assim como caminhões de entrega, que utilizaram a rota para cumprir seus roteiros.

A última ocorrência com maior gravidade registrada na rodovia foi em dezembro de 2016 quando um deslizamento ocupou metade da pista e impediu a passagem de caminhões, ônibus e carretas. Antes, em janeiro do mesmo ano, uma pedra gigantesca rolou do barranco e parou na pista da estrada na altura do quilômetro 12, interditando o trânsito nos dois sentidos. Em abril de 2017 houve ainda um processo de intervenção nas pontes ao longo do trecho de serra, voltando a provocar interdição do trânsito em períodos alternados. 
Nessa época do ano, de muitas chuvas, é preciso ter atenção redobrada ao trafegar pela estrada Philúvio Cerqueira Rodrigues, muito suscetível ao escorregamento de terra, pedras e árvores. Há que se considerar ainda a sinalização precária. A estrada Teresópolis-Itaipava (BR-495) tem 33,4 quilômetros de extensão e requer bastante atenção dos condutores que trafegam por ela. A rodovia é sinuosa e praticamente não tem acostamento. Também não são muitos os pontos que oferecem possibilidade de ultrapassagem segura em suas rampas íngremes e curvas fechadas, além da constante presença de neblina no trecho. Antes da inauguração da BR-116, Rio-Teresópolis, o acesso à capital fluminense era feito por essa pista. 

Duplicação

Há dois anos a Firjan apresentou uma Agenda Regional Centro-Norte Fluminense do Mapa de Desenvolvimento do Estado do Rio para valer até 2025. O documento apresentava questões apontadas pelos empresários como essenciais para o desenvolvimento da região. Entre elas, a duplicação da rodovia BR-495, como forma de melhorar o acesso entre os municípios e entre as regiões Centro-Norte e Serrana. Porém, trataria se de uma obra bem difícil de ser realizada. É necessário um grande investimento financeiro, em um momento que os governos estadual e federal passam por crise e dificuldades para cumprir compromissos básicos, como pagar o salário dos servidores públicos. Outro ponto a ser observado é que a rodovia federal corta, em vários trechos, o Parque Nacional da Serra dos Órgãos. Assim, os trâmites de licenças ambientais podem ser tão longo quanto a obtenção de recursos.

 

 

Ao lado, a reprodução da imagem veiculada na internet , mostrando o incidente registrado em Santa Catarina no ano de 2016

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