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Policial que teve perna amputada em acidente de trânsito luta por justiça

Data: 25/11/2021

Policial Paulinho Andrade não pode mais praticar atividades físicas, pois sua prótese está com defeito e assistência técnica custa o preço de uma peça nova

Luiz Bandeira

Uma rede de solidariedade vem se formando em prol de uma causa que busca garantir os direitos de um servidor público aposentado da área de segurança com muitos bons serviços prestados ao estado. Bastante conhecido em Teresópolis, o policial militar Paulinho Andrade sofreu um grave acidente em 2014, situação que transformou sua vida, antes normal e com uma rotina de atividades esportivas e na difícil missão de defender a sociedade. O agente foi atingido por um veículo desgovernado que trafegava pela Avenida Lúcio Meira na esquina com a Rua Nova Friburgo, no impacto Paulinho teve a perna esquerda amputada na altura do quadril. O policial teve a vida salva pelos médicos, porém, segundo relato dele mesmo, passou anos sentindo dor. “Cinco anos da minha vida lutando contra uma dor terrível que não melhorava de jeito nenhum, em decorrência da primeira cirurgia que eu fiz de emergência. E cinco anos da minha vida foi praticamente vegetando com dor, sem animo de fazer nada. Depois desses cinco anos eu consegui fazer uma cirurgia, melhorei”. Mas foi justamente buscando a retomada de sua rotina que Paulinho se deparou com uma nova batalha. O drama que o policial aposentado vem passando é fruto de um problema mecânico na prótese que utiliza há sete anos. O equipamento é fabricado na Islândia pela empresa Össur, que em seu site intitula-se “líder mundial em sistemas não-invasivos de ortopedia que oferece tecnologias avançadas e inovadoras dentro dos campos de próteses, órteses e materiais terapêuticos. Com mais de trinta anos de experiência na concepção de produção de alta tecnologia em aparelhos ortopédicos”.
O problema é que ao procurar uma garantia ou assistência técnica para a perna que não está funcionando direito, Paulinho disse ter recebido um comunicado da empresa dizendo que para reparar o equipamento ele teria que desembolsar um valor muito próximo do preço de uma peça nova. “Agora a prótese deu problema, tem sete anos de uso e ela deu um problema no joelho, ela não está funcionando da maneira que deveria funcionar. Eles - Össur, empresa fabricante da prótese - disseram que o valor do joelho hoje está em média R$ 70 mil, só o joelho, que é mecânico, e eles me mandam agora um e-mail dizendo que tem que fazer um reparo nele que fica em torno de R$ 53 mil a R$ 63 mil reais, quer dizer, o valor de outro joelho novo. Então eu pagaria quase o valor do um joelho novo para eles mexerem e concertarem o joelho, que tem sete anos de uso”, indigna-se o servidor aposentado.
Apelo nas redes sociais
Paulinho Andrade publicou um vídeo no Instagram onde faz um apelo e um relato emocionado das dificuldades que vem enfrentado. “Eu vim pedir ajuda de vocês, porque sei que as redes sociais são fortes, mas eu peço a vocês que compartilhem esse apelo. Só através das redes sociais é que a gente consegue ajuda, é que a gente consegue ser ouvido. Quem me conhece sabe que eu sofri um acidente em 2014, tive uma prótese, na época recomendada por uma ortopedia dizendo que a prótese era muito boa”, relata Paulinho, que no vídeo reforça o apelo aos amigos e pessoas que se sensibilizem com o seu problema e possam ajudar. “Então pessoal me ajudem a compartilhar pra ver se chega a alguém que possa me ajudar, o joelho é o modelo Rheo Knee 3, esse joelho não podia acabar assim. Eu perdi a perna uma vez e agora é como se tivesse perdendo a perna de novo, me ajuda aí galera, compartilha esse vídeo aí pra ver se chega na Össur e eles tomam alguma medida mais justa, R$ 63 mil não é justo, isso não é justo é o preço de um joelho. Eu queira a ajuda de vocês pra compartilhar, pra ver se chega na fabricante, ou se chega em algum técnico que de repente possa me ajudar a desmontar ele e tentar descobrir o quê aconteceu, preciso dessa força aí. Eu faço academia mas não faço nada demais uso mais meus braços do que as minhas pernas, eu uso as pernas para caminhar, faço pouca coisa, não tinha razão desse joelho estourar não tinha razão. Eu estou até emocionado, peço a ajuda de vocês compartilhem aí por favor”, destacou.

Össur não respondeu
A empresa internacional tem credenciais que a qualificam entre as referências em projetos, na produção e venda de componentes para próteses não-invasivas. A Össur foi fundada em 1971, na Islândia e está listada na Bolsa de Valores NASDAQ. Emprega uma equipe de cerca de 3.000 pessoas, com operações nas Américas, Europa e Ásia, com inúmeros distribuidores em outros mercados. Entramos em contato com a Össur, mas até o fechamento dessa matéria não havíamos recebido um comunicado da empresa.

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