ASSISTIR AO VIVO

REDES SOCIAIS

INSCREVA-SE NO

Polícia procura caçador que matou onça na área do Parque Nacional

Data: 17/04/2019

Através de redes sociais foram divulgadas imagens do caçador, que seria morado de Magé, mostrando o animal abatido e, em seguida, totalmente esquartejado -Reprodução

Marcello Medeiros

A Polícia Civil e a Polícia Militar Ambiental estão na procura de um homem apontado como autor de disparo tiro que matou uma onça-parda, também conhecida como suçuarana, em área do Parque Nacional da Serra dos Órgãos no distrito de Santo Aleixo, em Magé. Através de redes sociais foram divulgadas imagens do caçador, que seria morador daquele município, mostrando o animal abatido e, em seguida, totalmente esquartejado. Existe a informação sobre o apelido e o bairro onde ele reside. Porém, diante da grande repercussão negativa do caso, ele estaria escondido em área de floresta desde que as fotos começaram a ser compartilhadas com o telefone da Linha Verde (0300 253 1177) para denuncia-lo.
A onça-parda é o segundo maior felino da Mata Atlântica. Mede até 1,20m - sem contar com a cauda - e pesa até 72 kg. Seu pelo é curto e de coloração marrom-avermelhada no dorso e um pouco mais clara no peito e barriga, com a ponta da cauda preta e laterais do focinho brancas. Não são vistas em bandos e seus hábitos geralmente se dão ao fim da tarde, quando saem para caçar suas presas. Alimentam-se de diversos mamíferos como veados, cutias, pacas, coelhos, queixadas, catetos, etc. Na reprodução, a gestação dura três meses, podendo nascer um ou mais filhotes, que ficam com a mãe até os dois anos. Os filhotes possuem manchas escuras, que perduram por pouco mais de um ano. Vive de sete a nove anos. Essa espécie não urra como os leões, tigres e demais felinos, sua vocalização parece um miado.
Conhecida também como Puma concolor, possui distribuição ampla no Brasil, ocorrendo em todos os biomas. É considerado em situação de vulnerabilidade. O tamanho populacional efetivo foi calculado em cerca de 4.000 indivíduos, e em três gerações, ou 21 anos, estima-se que poderá ocorrer um declínio de mais de 10% da subpopulação nacional. As principais ameaças atuais para a espécie são: A supressão e fragmentação de habitat devido à expansão agropecuária, e à mineração, além da exploração de madeira para carvão.

Onça “branca” é procurada
Em dezembro do ano passado viralizou nas redes sociais a imagem de uma onça-parda com leucismo – uma particularidade genética, devido a um gene recessivo, que confere a cor branca animais que geralmente são coloridos – flagrada na área do Parque Nacional da Serra dos Órgãos. O bonito exemplar do Puma concolor, porém, não é visto há mais de seis anos. O registro que só ficou famoso agora aconteceu através de armadilhas fotográficas instaladas por pesquisadores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade em 2013, na área do PARNASO em Petrópolis. O animal é macho e jovem e foi visto entre as regiões do Bonfim e Caxambu.
Esse foi o primeiro registro no mundo desse tipo de animal com tais características, além do fator de ter sido feito em seu habitat natural. A espécie foi flagrada durante um trabalho de monitoramento que ocorreu entre os anos de 2010 e 2016 envolvendo 24 estações de amostragem, porém após o flagrante de 2013 o animal não foi mais visto. Sua mutação rara, o leucismo é uma anomalia genética de coloração que atinge os pelos dos animais e outros registros do tipo foram feitos em tigres e leões.
"Não sabemos o que aconteceu com ele e a pesquisa foi interrompida em 2016 por falta de verba. A ideia é retomarmos o estudo, conseguindo parceiros ou novos financiamentos para tentarmos localizá-lo novamente", explica a bióloga Cecília Cronemberger, uma das responsáveis pelo setor de pesquisas da unidade de conservação. “O parque tem poucas armadilhas funcionais e o ICMBio está tentando recursos para dar início ao projeto de monitoramento do animal. Estamos buscando apoio de pesquisadores parceiros, ações voluntárias e da iniciativa privada", relata Lucas Gonçalves, doutor em biologia que faz parte de uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Ele esteve na sede Teresópolis do Parque Nacional para ajudar nas pesquisas e tentar reativar o projeto de monitoramento do animal.
A frequência de leucismo em população natural é baixíssima e a expectativa é que, futuramente, apareçam mais onças brancas nessa população do Parnaso. O registro será divulgado no início de 2019 pela revista CatNews, da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

 

Compartilhar:








ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Turismo: Aumenta o número de prestadores de serviço cadastrados

Segurança revitaliza pintura da sinalização de trânsito em cinco bairros

Vacinação para professores está mantida

Sine divulga 119 oportunidades de emprego em Teresópolis

Liberado o edital para o Vestibular Cederj em Teresópolis

CLASSIFICADOS


        2742-9977   |   leitor@netdiario.com.br   |  Rua Carmela Dutra, 765 - Agriões Teresópolis/RJ

Desenvolvido por Agência Guppy