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Polícia investiga invasão e furto em templo católico

Data: 16/01/2019

Ataque ao templo religioso, localizado Rua Tietê, aconteceu na madrugada desta quarta-feira. Até o momento, ninguém foi identificado - Marcello Medeiros

Os ladrões não têm respeitado nem mais os templos religiosos em Teresópolis. Na madrugada desta quarta-feira (16), invadiram e praticaram furto na Capela de Nossa Senhora de Fátima, localizada na Rua Tietê, bairro de Fátima. Alguns armários e até o sacrário foram arrombados, sendo levados diversos objetos utilizados nas Missas. “Nós demos falta somente pela manhã. Ao abrir a igreja para celebrar missa como de costume, encontramos sacristia e a porta lateral toda aberta, além do armário da sacristia todo revirados. É uma pena. Ficamos tristes com situação porque são objetos que não tem valor, mas são especiais para nossa fé, são sagrados. Foram furtados um cálice das celebrações, um ostensório, algumas ambulas e um ventilador. Tentaram levar uma botija de gás também, mas a deixaram na porta”, relata o Frei Edcarlos Hoffman.
A reportagem do jornal O DIÁRIO e DIÁRIO TV esteve no templo pela manhã, conversando com o responsável pelas celebrações e alguns fiéis, também bastante desapontados com o ataque criminoso à capela. “Tentaram abrir o sacrário também, forçaram o arrombamento, mas não concluíram a ação e não profanaram o que é sagrado para nós. Em relação aos objetos da igreja, repito, são muito importantes para a manifestação da nossa fé. Quem sabe divulgando essas notícias possamos reaver esses objetos que não tem tenta utilidade para pessoas, para o comércio, só para a igreja”, enfatiza o Frei.
Viatura da Polícia Militar foi acionada e o caso comunicado também à 110ª Delegacia de Polícia. Além da análise da cena do crime, a utilização de imagens de circuito de segurança de residências vizinhas pode contribuir com a identificação dos criminosos. Informações que possam levar aos ladrões e ajudar na recuperação dos objetos podem ser passadas para os telefones 190, 2742-7755 e 99817-7508 (WhatsApp). “Estou há sete anos aqui, morando no Convento e trabalhando nessa Capela, e nunca tivemos qualquer problema desse gênero nesse período. Ficamos assustados. É lamentável”, destaca Edcarlos.

Muitos furtos e receptação
Na semana passada, comerciantes e moradores dos bairros da Várzea e Parque São Luiz tiveram grande prejuízo. Dezenas de hidrômetros foram furtados em estabelecimentos comerciais e residências, crimes que aconteceram por volta das 3h de quinta-feira, segundo imagens dos circuitos de segurança de alguns locais atacados. Tais registros, aliás, podem auxiliar a polícia na identificação do ladrão, um homem utilizando bermuda, chinelo e camiseta, além de um boné para tentar dificultar a sua caracterização, identificado em pelo menos dois das dezenas de casos. Os ataques só foram percebidos pela manhã, quando as vítimas encontraram água jorrando no portão ou chegaram abrir suas lojas.
O objetivo nesse tipo de furto é vender os hidrômetros, que têm em boa parte da sua composição o cobre, para empresas de reciclagem – que pagam no máximo R$ 3 cada um. Enquanto isso, quem foi atacado pelo ladrão tem que desembolsar entre R$ 120 e R$ 150, comprando um novo aparelho e possivelmente canos e junções para que o sistema de medição de consumo de água seja reestabelecido pela CEDAE.
Algumas pessoas fingem desconhecer o ato criminoso de comprar produtos de procedência duvidosa, então é importante lembrar que essa prática é tipificada no Código Penal Brasileiro como receptação e pode render até três anos de cadeia, mesma punição prevista para aqueles que praticam o furto. Além disso, lembra a polícia, comprar produtos de origem desconhecida é um incentivo à bandidagem, que, posteriormente, pode invadir a residência da própria pessoa que comprou tais objetos para continuar o ciclo criminoso. Além dos hidrômetros levados na madrugada de ontem, televisões, celulares, computadores, tablets, bicicletas... De tudo um pouco vai parar na mão dos bandidos, que os comercializam a preços muito abaixo do mercado ou trocam por entorpecentes, por exemplo. E quem acha que está fazendo um grande negócio comprando uma televisão de R$ 1.500 por R$ 300, por exemplo, na verdade está correndo o risco de terminar na cadeia, conforme previsto no artigo 180 do Código Penal.
“O crime de receptação é um crime continuado, então tem flagrante prolongado por todo o período que estiver de posse do produto adquirido de alguma forma e mesmo quando alegam que foi recebido como presente. É fácil saber se foi obtido de forma ilícita, quando está com o preço muito abaixo do mercado, quando a pessoa não apresenta nota fiscal. Até para presente, é comum entregar a nota para o caso de garantia. Outro ponto interessante é ressaltar que os celulares e outros eletrônicos hoje em dia são todos rastreados, então a polícia judiciaria tem capacidade fazer rastreamento e essa pessoa ser presa a qualquer momento. Então, que evitem comprar sem saber a origem do produto”, explicou recentemente a Major Renata, do 30º BPM, em reportagem justamente sobre o aumento do número de furtos e roubos. 
 


 

 

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