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Polícia Civil identifica suspeitos de brutal assassinato no Alto

Data: 19/11/2021

Dr. Márcio Dubugras alerta ao acusado de autoria foragido "que a polícia não vai parar até que o prenda" - Rodrigo Medeiros

Luiz Bandeira

No dia 08 de novembro, por volta de 02h20, um homem foi espancado até a morte, com socos e chutes, na Praça Higino da Silveira, a praça da Feirarte, no Alto. A vítima era o biólogo Leandro Vidal, ex-secretário de Meio Ambiente de Magé e o crime gerou grande repercussão na cidade, sobretudo pela violência. A Polícia Civil trabalhou na elucidação da autoria da barbaridade e esta semana apresentou à Justiça um dos acusados de envolvimento no que é apontado como latrocínio, roubo com morte como resultado. O outro, também um jovem residente em Teresópolis, já foi qualificado e deve se preso em breve. A reportagem do jornal O Diário e Diário TV conversou com o Dr. Márcio Dubugras, Delegado Titular da 110ª DP, que falou sobre o resultado do trabalho de investigação. “Trabalhamos junto com a perícia, conseguimos verificar que a vítima morreu por espancamento. Então existia ali uma situação demonstrada que era a questão da raiva, porque morrer por espancamento não é uma situação normal, demonstra alguma ira, uma força fora do comum para querer matar dessa forma e nós começamos a investigar a colher imagens, colher depoimentos e conseguimos confirmar que eram os autores desse bárbaro crime”, relatou.
De posse de tais evidências foram expedidos mandados de prisão contra dois homens e, nesta quinta-feira, 18, agentes da Polícia Civil deflagraram uma operação com o intuito de prendê-los. Dr. Márcio conta como se deu a prisão de um dos acusados. “Nós fomos à residência deles, identificamos os locais e eles estavam evadidos do local desde a data do crime. Então após essa ação bárbara eles fugiram da cidade e com o trabalho de inteligência nós conseguimos localizar um deles numa pousada em Cabo Frio. Fizemos um trabalho junto com a delegacia de Cabo Frio (126ª DP), para que a gente pudesse efetuar a prisão desse elemento”, disse o delegado, indicando ainda que o jovem encontrado em Cabo Frio prestou depoimento e confessou o fato, indicando a identificação do seguinte.
O Delegado afirmou que a polícia não vai descansar enquanto não prender o comparsa. “Está foragido, mas é bom que ele se apresente, porque nós vamos atrás dele e não vamos parar até prendê-lo. Esse crime não pode ficar impune, a sociedade de Teresópolis não pode admitir que um crime deste, deixe de gerar a resposta que o estado e a justiça têm que dar. Então ele sabe que nós estamos atrás dele e vamos prendê-lo”, garantiu o Dr. Márcio. 

Vítima e autores não se conheciam
A vítima e os autores do crime estavam em um forró, porém não se conheciam. O acusado preso alega que foi provocado pela vítima, que ela estava armada e que, assim que perceberam que ele estava numa situação mais frágil, correram atrás de Leandro. Essa versão não pôde ser confirmada pois a tal arma não foi encontrada nem há informações que a vítima possuía qualquer armamento, como informa Dubugras: “Em nenhum momento aparece qualquer informação, em imagem nem depoimentos, de que a vítima estava armada, não há essa informação, nós acreditamos que isso que o preso está dizendo, na realidade, não procede. A intenção deles foi aproveitar de uma pessoa numa situação mais frágil, pelo fato de ter ingerido bebida alcoólica e ter tentado subtrair os bens dessa vítima”. 
A polícia trabalha para comprovar que a intenção dos acusados era de subtrair bens da vítima mesmo que isso custasse a vida dele. “A nossa análise é que a motivação foi a subtração dos bens, então o relatório final do inquérito vai ser no sentido de latrocínio que é o roubo com resultado morte. Porque na realidade não tinha outra justificativa, eles não se conheciam e o fato de eles se evadirem do local prova claramente o envolvimento deles”, pontuou o delegado, que disse ainda investigar a atuação dos suspeitos em outros crimes. “Nós tínhamos informações do envolvimento dele (o homem preso em Cabo Frio) na prática de outro homicídio em 2017, então fizemos outros interrogatórios dele e assim que finalizarmos essa oitiva ele vai ser levado para o presídio em Bangu. O comparsa tem várias passagens como adolescente infrator, questão de porte de arma, situação de posse ilegal de drogas, tem anotações como adolescente infrator”, detalhou o delegado.

Resposta imediata da Polícia Civil 
O Titular da 110ª DP diz que sua equipe vem agindo constantemente para inibir novos crimes. “Quando você mostra para as pessoas que residem em determinado local que a sua ação criminosa tem resposta, que ela não fica impune, essas más pessoas pensam duas vezes em realizar esses fatos criminosos, porque nós elucidamos a maioria dos casos, principalmente letalidade violenta, nos casos recentes nós resolvemos todos. Então quando se demonstra numa região que a polícia age e que ela dá resposta, os criminosos pensam duas vezes em praticar determinados crimes”, enfatiza o Dr. Márcio.

 

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