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Passageiros são assaltados em ônibus para o Rio de Janeiro

Data: 19/01/2018

Além da falta de segurança no próprio terminal, as paradas dos ônibus nos pontos ao longo da cidade também são oportunidade para o embarque de bandidos (Foto Rodrigo Medeiros / O Diário)

André Oliveira

Passageiros que embarcaram na linha Teresópolis-Rio de Janeiro das 17h desta quarta-feira, 17 de janeiro, foram vítimas de um assalto na altura do município de Duque de Caxias. Aproveitando a falta de segurança no terminal rodoviário e no embarque ao longo do percurso, o marginal tomou o coletivo ainda em Teresópolis para anunciar o roubo na baixada.  Segundo vítimas da ação, o homem estava armado e roubou principalmente os telefones dos passageiros e depois desceu do coletivo no município de Duque de Caxias. Antes, ordenou ao motorista que seguisse viagem sem parar. Nenhum passageiro foi agredido. A viagem só terminou na Rodoviária Novo Rio. O crime foi registrado na delegacia de Duque de Caxias.

Não é a primeira vez que bandidos encontram vida fácil para assaltar ônibus que circulam entre Teresópolis e a capital. A falta de equipamentos de segurança na Rodoviária local e o embarque liberado de passageiros nos diversos pontos na área urbana são chamarizes para a marginalidade, que encontra vítimas fáceis e indefesas para praticar os crimes. Normalmente a ação é executada por dois ou três bandidos, que normalmente rendem o motorista enquanto revistam os passageiros. Após o embarque, eles escolhem locais ermos ou mesmo que facilitem a estratégia de fuga para anunciar o assalto. Como normalmente esses ônibus não transitam com grandes quantias em dinheiro, os passageiros são as maiores vítimas, perdendo pertences para os bandidos, principalmente carteiras, celulares e outros aparelhos eletrônicos. 

A modalidade de furto em coletivo não é registrada de forma específica pelos dados do Instituto de Segurança Pública do Estado do Rio – ISP. Esses crimes se encaixam na modalidade de roubo de rua, o que impede um estudo mais específico sobre o caso.

Sem segurança

A sensação de segurança, fator importante nos estudos sobre a segurança público, é bem mais presente para quem embarca na Rodoviária Novo Rio em direção à Teresópolis. Lá os passageiros passam por detectores de metais e só acessam o setor de embarque com o bilhete da taxa do adeus e a passagem da respectiva viagem. Em Teresópolis não há qualquer medida de segurança para proteger os passageiros, alvos fáceis dos bandidos. Segundo dados fornecidos pela direção do terminal há cinco anos, o movimento diário de passageiros é de aproximadamente 8500 pessoas, número que sofre aumento de até 50% em finais de semana prolongados e datas festivas. Um serviço de monitoramento do terminal com câmeras, promessa que aparentemente não saiu do papel.

Mas não é apenas na rodoviária que os assaltantes têm passe livre para circular. Todas as linhas intermunicipais que saem de Teresópolis fazem paradas ao longo dos seus percursos, o que aumenta o risco para as pessoas de bem que andam nos ônibus. Basta fazer sinal e embarcar. Atualmente tramitam vários projetos de lei para que a instalação e uso dos aparelhos detectores de metais sejam instalados nas rodoviárias. Porém a maioria deles esbarra na burocracia imposta pela tramitação desses processos. 

 

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