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Parque Municipal inaugura nova trilha em Santa Rita

Data: 24/07/2021

Com 22 metros de extensão, ponte pênsil é o "auge" do novo atrativo da sede Santa Rita do Parque Municipal - Marcello Medeiros

Marcello Medeiros

Duramente afetada na Tragédia de 12 de Janeiro de 2011, a localidade de Santa Rita, no Segundo Distrito de Teresópolis, está se reerguendo graças aos segmentos de turismo ecológico e rural. Além da beleza natural desse cantinho do município, com a implantação de uma sede do Parque Natural Municipal Montanhas de Teresópolis onde por muitos anos funcionou a Fazenda Urso Branco, é cada vez maior o número de visitantes interessados em conhecer os atrativos oferecidos pela unidade de conservação ambiental gerenciada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente. E, desde o último fim de semana, quem procura o espaço pode desfrutar de mais um, a Trilha Tangará. Um pouco mais exigente que a do Jacu, e menor do que a trilha da Pedra da Alpina, o trajeto de pouco mais de um quilômetro permite aos mais atentos admirar diferentes aves. Por isso, ela recebeu o nome do pássaro da família Pipridae, também conhecido como "Tangará dançarino" ou "Dançador".
“Essa nova trilha vem paralela a trilha do Jacu em uma região que temos observado muitas aves interessantes aqui, que até não tinha registro antes em Teresópolis, como o Falcão de peito laranja. Já tinha um traçado que estávamos pretendendo trabalhar para ter mais uma opção  em Santa Rita, mas era preciso de uma obra de infraestrutura pesada. Aí a equipe do Bandeira (Paulo Sérgio, Chefe do PNMMT) fez uma ponte pênsil  muito legal. Com isso, criamos um caminho onde conseguimos registrar  60 espécies de aves. Vamos ampliar esse programa de observação de aves em Teresópolis,  iniciando a partir do interior do parque”, explica o Secretário Municipal de Meio Ambiente, Flávio Castro, entusiasta dessa prática.
Ainda segundo ele, a publicação AdmirAVES, que destaca 100 das quase 300 espécies avistadas no Parque Natural Municipal Montanhas de Teresópolis até 2020, irá ganhar uma nova versão. “Até ano passado eram 294 espécies registradas, sendo que no livro detalhamos 100 delas. Na publicação, com versão em inglês e português, a pessoa ainda pode ler um QR Code assistir um vídeo sobre a espécie. Agora estamos trabalhando um segundo livro, pois já passamos de 300 espécies. Vamos fala agora de forma regionalizada, mostrando cada espécie de acordo com a região do parque”, adianta.

Mais sobre a trilha e o lugar
A Tangará tem pouco mais de um quilômetro de extensão, tendo início próximo a sede do PNMMT, no lado esquerdo. Após atravessar uma pequena floresta de pinheiros, com o caminho forrado pelas folhas adaptadas dessa espécie, que mais parecem agulhas, além de muitas pinhas, o caminhante passa por um trecho um pouco mais íngreme para se deparar com a grande atração, a ponte pênsil com 22 metros de extensão. Em seguida, a Tangará se liga a trilha do Jacu, outro caminho bem curto e recomendado para todas as idades. A sede Santa Rita tem ainda uma opção para os que buscam distância e altimetria maior, a Trilha da Pedra Alpina, com cerca de quatro quilômetros e que permite chegar ao cume dessa montanha, a 1.280 metros de altitude.
Um borboletário é outro projeto em andamento no núcleo do interior da unidade de conservação ambiental, criada em 06 de julho de 2009 e que tem como símbolo a Pedra da Tartaruga. Para chegar até o local, existem dois acessos. O principal, e mais fácil, é via BR-116. A referência é a localidade de Holliday, pouco depois do Fischer e antes do posto da PRF em Três Córregos. Saindo da rodovia federal, há placas indicando o caminho até Santa Rita.

Mais sobre o parque
Com uma área de 4.397 hectares, o Parque Natural Municipal Montanhas de Teresópolis é a maior unidade de conservação de proteção integral criada por um município no estado do Rio de Janeiro. Abrange parcialmente alguns bairros e localidades, tais como: Campo Grande, Caleme, Posse, Salaco e Granja Florestal – na cidade, Santa Rita e Ponte Nova – no interior. Faz limite com Petrópolis e São José do Vale do Rio Preto. Possui em seu território uma imponente cadeia de montanhas, onde se destacam afloramentos rochosos como as pedras da Tartaruga, do Camelo e de Santana. A unidade de conservação também protege nascentes e importantes remanescentes florestais que abrigam significativas espécies da fauna e flora do bioma da Mata Atlântica na região. Atualmente a infraestrutura e os equipamentos necessários para a realização das atividades de visitação no parque estão concentradas em duas áreas: o Núcleo Pedra da Tartaruga e o Núcleo Santa Rita. Entre as atividades que podem ser realizadas estão caminhada, escalada, rapel, acampamento, lazer ao ar livre e observação de aves.

 

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