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Os Claussen voltam ao poder

Data: 05/06/2018

O velho Claussen em frente ao hotel Hygino, nos anos 1910 com as netas, Ernestina e Evangelina, irmãs gêmeas de Valdemar, Aurino, Henriqueta e Hilário, filhos da filha Cristina e do genro Alfredo, o primeiro Turl na família.

Wanderley Peres

126 anos depois, os Claussem voltam ao poder na cidade. Filho de Ariane Cardoso Claussen Turl e José Antonio da Silva, o prefeito eleito no último domingo é descendente dos pais do primeiro chefe do executivo municipal, equivalente a prefeito na época, cargo que ocupou por três vezes ao longo daquele período de 21 anos da cidade nas mãos da câmara municipal. O status de prefeito só surgiria em 1913, com a criação da nossa prefeitura, onde Vinícius será o 52.o a ocupar o cargo.

Do novo prefeito a gente espera que ele cumpra as boas promessas que fez para ganhar a eleição, e deve fazer isso porque parece bem convicto de que é capaz, o que de certa forma tranquiliza. Mas, olhar para o passado é também importante, e torna-se oportuno dar memória aos leitores, nestes dias pós-eleição, da origem do homem que vai comandar os destinos da cidade nos próximos dois anos e meio, tempo de governo igual aos dos esdrúxulos prefeitos Jorge Mario e Tricano, apeados do poder um pela câmara, outro pela justiça.

Tio-trisavô do prefeito eleito, e patriarca da família, o Coronel da Guarda Nacional Henrique Fernando Claussen nasceu em 1838, aportando aqui em 1853, para onde vieram os irmãos Guilherme, Adelaide, Adolfo e a trisavó de Vinicius Claussen, Henriqueta, todos acompanhando a mãe viúva do pai Jacob em 1858, passando a morar na Posse do tenente Joaquim Paulo de Oliveira, suposto filho do alferes Tiradentes, onde contraiu segundo casamento com um filho deste, Paulino José de Oliveira, neto do herói da Inconfidência. Vinham de Itaipava, onde moravam na fazenda Santo Antônio, de Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá.

Coronel da Guarda Nacional, o velho Claussen foi chefe político influente, e testemunha ocular do início da cidade, que assistiu a criação da freguesia, em 1855, quando chegava à maioridade, e acompanhou o surgimento da vila transformada em município emancipado em 6 de julho de 1891, quando já contava 53 anos e estava no auge de seu vigor físico. Líder político, delegado, chefe de instrução primária, e vereador escolhido para a composição da nossa primeira câmara municipal, em 1892, foi seu presidente, voltando ao cargo que acumulava a chefia do executivo municipal mais duas vezes no século seguinte, em 1901 e 1903.

Autor do primeiro código de posturas municipal, regulamentando a cobrança de impostos à indústria e produção, e de bens e serviços, dando ordem à cidade, Claussen abriu, com as próprias mãos, em 1898, a estrada das 14 Voltas, ligando Teresópolis à Petrópolis, para acesso por automóvel ao Rio de Janeiro; participou do processo de anexação das terras da freguesia de Sebastiana, região do Segundo Distrito que pertencia a Nova Friburgo, em 1901; assistiu a criação do primeiro jornal da cidade, o Theresopolitano, em 1902; viu os trilhos do trem subindo a serra, entre 1896 e 1908; e presenciou a transformação da região das fazendas da Posse, Quebra-Frascos e Imbuí, propriedades da família, se transformarem nos bairros que hoje são.

Casado com Maria de Oliveira Claussen, enteada da mãe, o Coronel Claussen deixou oito filhos, que juntos aos demais filhos dos irmãos ramificaram-se através de várias outras famílias, Turl e Oliveira, principalmente, surgindo uma descendência de pessoas relevantes para a formação da cidade que acompanhou crescer até que em consequência de um atropelamento na recém pavimentada avenida Delfim Moreira, morreu em 14 de maio de 1938, aos 100 anos e 11 dias de idade. A bonita história do Coronel Claussen, e da relevante família e seus descendentes mais distantes, foi contada em bonita exposição com documentos, fotografias e objetos familiares, apresentada pela secretaria de Cultura de Teresópolis em março de 2010, quando prestigiaram o evento os muitos familiares, de vários estados, amigos, e autoridades, entre elas o cônsul da Dinamarca, José Luiz de Santana Carvalho, que saudou o velho Claussen como "um homem que honrou suas raízes dinamarquesas".

A ascensão do sobrinho trineto de Claussen ao poder acontece na década que marca o octagésimo aniversário de sua morte, e a boa memória da família do prefeito eleito só o credencia junto a sociedade para a realização de um grande governo, afinal, é o que se acredita e espera, quem sai aos seus não degenera.
 

FILIAÇÃO DO PREFEITO CLAUSSEN
Colaboração de Hugo Forain Júnior

Casado com Paula Schütte, Vinicius Claussen é filho de Ariane Cardoso Claussen Turl e de José Antônio da Silva e neto materno de Zanir Claussen Turl e de Tanit Cardoso Claussen. Por parte desse avô materno (Zanir) é bisneto de Hildo Frederico Claussen Turl, sendo este, filho de Guilherme de Lacerda Turl casado com Isabel Francisca de Oliveira Claussen. Estes tri-avós do Vinicius ambos são Claussen, pois o Guilherme é filho de Frederico de Lacerda Turl e Henriqueta Amália Claussen está irmã do coronel e a citada Isabel é filha de Francisca Catharina de Oliveira e de Guilherme Eduardo Claussen, este também irmão do coronel. Lembremos que os filhos de Jacob Claussen e Caroline Marie Weiss (Claussen) são cinco. Por ordem de nascimento:- Henrique Fernando Claussen, Guilherme Eduardo Claussen, Henriqueta Amália Claussen, Adolfo Claussen (faleceu criança) e Adelaide Carolina Claussen.

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