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Novidades na área da nutrição ajudam pacientes no tratamento do Câncer

Data: 14/08/2019

Nesta quinta-feira, 08, o Jornal Diário na TV recebeu em seus estúdios os nutricionistas Hugo Chermont e Larissa Deodato, do corpo do Hospital São José, para falar da importância do acompanhamento nutricional no tratamento oncológico - Marcello Medeiros

Anderson Duarte

Uma das principais formas de se evitar o câncer é ter uma alimentação saudável, informação que quase todos nós já temos faz tempo, entretanto, o que poucos se atentam, é que uma dieta balanceada e acompanhada por um profissional da nutrição é imprescindível para o sucesso de alguns tratamentos e processos de recuperação pós-cirúrgicas na área da oncologia. Nesta quinta-feira, 08, o Jornal Diário na TV recebeu em seus estúdios os nutricionistas Hugo Chermont e Larissa Deodato, do corpo do Hospital São José, que dentro da política de investimentos e inovações incorporadas na referência em oncologia conquistada nos últimos anos, elege a área nutricional como fundamental para esse tratamento eficiente e humanizado. Ao longo do tratamento oncológico a presença de uma equipe multidisciplinar, em especial o nutricionista para estimular uma alimentação adequada, tem sido fundamental para a taxa de recuperação elevada encontrada hoje nos índices oficiais, e no HSJ, algumas novidades estão ajudando muito os pacientes no tratamento do Câncer.
O tratamento, por ser em grande parte tóxico aos pacientes, acaba incorrendo em ineficiências nutricionais, sendo necessário o acompanhamento nutricional, auxiliando na prevenção e no tratamento de deficiências nutricionais, na tentativa de melhorar a tolerância ao processo de recuperação. Além disso, a recuperação do estado nutricional reduz o risco de complicações, melhorando a resposta deste paciente ao tratamento como um todo. “Já se sabe que uma dieta elaborada por nutricionista minimiza bastante os sintomas da doença e alguns dos efeitos colaterais deste tratamento, em grande parte tóxico. E isso é até difícil de explicar para a maioria das pessoas, que normalmente atrelam o trabalho do nutricionista ao controle do excesso de peso, mas a nutrição desempenha um importante papel na saúde em geral, inclusive no enfrentamento do câncer”, explica a nutricionista da oncologia do Hospital São José, Larissa Deodato
Acompanhando Larissa na entrevista, o nutricionista Hugo Chermont também destacou que o tipo de alimentação é essencial para minimizar o impacto da doença na qualidade de vida do paciente, sem contar que ignorar essa dieta prescrita pelo especialista pode afetar diretamente a eficiência do tratamento. “Muitas vezes, os sintomas da doença junto com os efeitos colaterais dos tratamentos, acabam dificultando a realização de uma dieta saudável, o que faz muita gente abandonar essa prescrição. A Quimioterapia, a Radioterapia, além de outros procedimentos cirúrgicos e o próprio transplante em alguns casos, são terapias frequentemente utilizadas no tratamento do câncer e que afetam a nutrição dos pacientes. Se torna difícil a absorção de nutrientes suficientes para a preservação das funções do organismo do paciente em decorrência de algumas destas complicações, mas não abandonar o processo é fundamental para o sucesso do tratamento oncológico e da recuperação do paciente”, explica Hugo.
A área da nutrição no Hospital São José ganhou algumas novidades ao longo dos últimos meses e está inserindo na unidade determinadas práticas consideradas inovadoras e complementares ao trabalho de tratamento oncológico. “Segundo o que tivemos acesso em recentes congressos da área da nutrição oncológica, algumas mudanças simples no dia-a-dia dos pacientes já são positivas, como a apresentação das refeições servidas aos pacientes, que agora estão seguindo padrões bem semelhantes aos que encontramos nos restaurantes à la carte. Pode parecer simples, mas tem uma resposta muito positiva”, explica Hugo, que ressalta a importância da orientação e acompanhamento do nutricionista oncológico, que é o profissional qualificado para ajudar a minimizar o impacto recebido pelo seu organismo com a doença e com o tratamento.
Um das maiores inimigas do processo de recuperação, segundo os especialistas, é a desnutrição, que pode fazer com que o paciente se sinta fraco, cansado e se torne incapaz de combater as infecções e, em alguns casos, de realizar e concluir o tratamento do câncer. “E comer determinados tipos de alimentos antes, durante e depois do tratamento do câncer, ajuda a fortalecer o organismo, fazendo com que o paciente se sinta melhor e mais disposto. Uma dieta saudável significa comer e beber alimentos que contenham nutrientes importantes que o corpo precisa, para seu funcionamento, como vitaminas, minerais, proteínas, carboidratos, gorduras e água. Afinal, um corpo mais saudável tem muito mais chances de suportar as dificuldades do tratamento e combater e vencer a doença”, lembra Larissa que também afirma que boa parte dos remédios utilizados na quimioterapia, por exemplo, causam efeitos colaterais como vômitos, náuseas, diarreia e feridas na boca, além de dificuldades com a temperatura do alimento e na sua ingestão.
Alguns tipos de câncer mudam a maneira como o corpo absorve determinados nutrientes. Tumores na região do estômago, intestino, cabeça e pescoço podem afetar a absorção de proteínas, carboidratos e gorduras pelo organismo. Um paciente pode estar se alimentando bem, porém o corpo não consegue absorver corretamente os nutrientes necessários dos alimentos. Alimentos ricos em antioxidantes podem auxiliar o sistema imunológico a destruir carcinógenos antes que causem danos às células, podendo, assim, colaborar na reversão dos estágios iniciais da doença. Além disso, existem outros alimentos protetores como, por exemplo, as fibras que estão relacionadas ao menor risco de câncer de cólon e reto. A nutrição é um fator determinante para a qualidade de vida dos pacientes oncológicos, já que busca reduzir os impactos da doença no organismo e estabilizar o estado nutricional do indivíduo. Além disso, estão associados a ela outros aspectos relevantes no tratamento da doença e na vida do paciente, como os fatores físicos, psicológicos e sociais.

 

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