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Nove meses após eleição "Governo Novo" ainda não empolga população

Data: 12/03/2019

A força tarefa prometida para os primeiros dias da nova gestão ainda não começou - Divulgação

Anderson Duarte

Foi aqui nas páginas de O DIÁRIO que o jovem empresário Vinicius Claussen apareceu pela primeira vez como prefeitável por ocasião da possibilidade de enfrentarmos uma eleição suplementar. Foi em março de 2018, que nossas páginas projetavam que o município viesse a ser governado por alguém que jamais esteve no mundo da política e que chegava com o discurso da mudança, tanto nas práticas administrativas, quanto no trato político. Hoje, praticamente nove meses depois da eleição, um balanço parcial da gestão mostra um governo focado em determinadas práticas administrativas, entretanto que deixou de lado áreas como a de serviços públicos e o diálogo com Câmara e população. Entre as promessas de campanha, poucas foram colocadas em prática, ou iniciaram, e muitas foram absolutamente esquecidas e a prática não condiz com o discurso. Em participação especial da população através de enquete em nossa FanPage no Facebook, fica clara a insatisfação de grande parte dos munícipes em relação a ações como a manutenção de vias e estradas, coleta de lixo e iluminação pública, bem como a relação do prefeito com a comunidade. Como pontos positivos estão a reorganização de setores estratégicos e administrativos, assim como a recuperação da capacidade de pagamento dos servidores em dia.


Começamos, seguindo seu material de campanha eleitoral, com aquelas que deveriam ser as suas primeiras e principais medidas ao iniciar o mandato. Diz o texto estampado no belíssimo material de campanha do candidato Claussen: 1 – Auditoria em todas as despesas e receitas; 2 – Reduzir cargos comissionado; 3 – Otimizar o funcionamento da Prefeitura; 4 – Revisar todos os contratos; 5 – Pacote de parcerias público-privadas; 6 – Escritório de projetos; 7 – Modernizar e simplificar o Código Tributário; 8 – Implementar o programa Nota Terê; 9 – Desburocratizar o processo de abertura, alteração e fechamento de empresas; 10 - Aumentar as ações de preservação ambiental para incremento do ICMS Verde. Estas são dez ações que guiariam a gestão em seus primeiros passos, entretanto, algumas foram esquecidas de imediato, como a número dois da lista, ou seja, a redução dos cargos comissionadas, que ao contrário se agravou ao invés de reduzir.  
Em especial três propostas podem ser questionadas: a auditoria em todas as despesas e receitas, a revisão de todos os contratos e o aumento das ações de preservação ambiental para incremento do ICMS Verde. Não só foram mantidos fornecedores que ao longo da campanha eram acusados de serem escusos e prejudiciais ao erário, como alguns destes contratos foram ampliados ao longo dos últimos meses mostrando que se houve de fato, a tal auditoria, ela foi favorável para os que antes eram “amigos do prefeito”. O que denota outro grave problema da gestão Claussen, a obscuridade das ações, algo contraditório para um governo que pregava transparência. Quanto ao problema das ações de preservação ambiental, muito ao contrário, o que mais se vê no obscuro Diário Oficial da Prefeitura são os extratos de licença ambiental aos montes, objeto de crítica dos então candidatos Claussen e Ari. Entre as realizações destaca-se a desburocratização do processo de abertura, alteração e fechamento de empresas, possibilita pela inauguração de uma delegacia da Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro, a JUCERJA, aqui em Teresópolis. A medida tornou possível o inicio do processo de integração com a REDESIM, ou seja, uma ferramenta que possibilita a liberação da concessão de alvará de funcionamento em até 48 horas, proporcionando mais velocidade na abertura de novas empresas. Entre os serviços disponibilizados estão a liberação, de forma eletrônica, de contrato social, CNPJ, Inscrição Estadual e de alvará em até 48 horas. 

Na campanha o aluguel de impressoras foi considerado "absurdo" mas somente em janeiro e fevereiro R$ 808 mil para empresa que continua com o mesmo serviço


Ainda de acordo com o material de campanha do prefeito Vinicius Claussen, se davam como prioridades da gestão: aumentar a transparência da máquina pública e elevar a posição da cidade no Ranking do Ministério Público Federal; cortar cargos comissionados, buscar o fim dos privilégios e respeitar o dinheiro público; modernizar a gestão da Prefeitura e colocar Teresópolis entre as melhores cidades para se investir no estado utilizando o Ranking da Firjan como parâmetro. E por falar em cortes na máquina, outro ponto muito discutido pela opinião pública foram as nomeações de parentes do prefeito, de secretários e cabos eleitorais premiados com nomeações após a eleição. Seguindo o modelo da “Velha Política”, a gestão Claussen também fez uso deste tipo de contratação, mesmo com o discurso das indicações técnicas e competentes para as pastas e funções. Na prática não foi isso o que aconteceu sendo seu secretariado composto pela imensa maioria de ex-secretários de outros prefeitos, chamados pelos próprio Vinícius de “nocivos” para a cidade. A grande renovação da máquina, sem parentes e cabos eleitorais ainda é aguardada.
Talvez essa ânsia em nomear os amigos, parentes e companheiros de campanha, possa ter levado o governo a cometer erros quase infantis e pouco prováveis em pastas comandadas por quem conhece os trâmites de cada uma delas, ao exemplo do que aconteceu com o envio dos carnês de IPTU deste ano, que chegaram a algumas residências após o término do período de descontos na cota única, ou seja, impedindo o aumento da arrecadação por simples desorganização interna. Assim como outra prática comum instituída pela gestão, a péssima comunicação interna com a população através dos meios de comunicação locais. Virou rotina colocar a culpa na imprensa e em outros prefeitos, entretanto não fosse a atuação destes veículos, em especial O DIÁRIO, medidas como a tentativa de acabar com a secretaria dos Direitos da Mulher, a mudança das cores nas publicações oficiais da cidade em detrimento as cores e marcas de campanha, sem contar o uso equivocado da expressa "cidade de Teresópolis" copiando municípios que não tem distritos, todos revertidos após a imprensa local chamar a atenção.

- Falta de diálogo com a Câmara 

Não é de hoje que os vereadores de Teresópolis estão reclamando da completa falta de respostas do Poder Executivo sobre as demandas apresentadas pelos parlamentares ao longo dos últimos meses. O descontentamento do Parlamento em relação ao comportamento do Executivo em pedidos e moções apresentadas ao longo da legislatura tem sido uma das maiores dificuldades atuais, como se o gestor tivesse escolhido agir com menosprezo com relação ao Legislativo. O grande número de proposições que englobam asfaltamentos, limpeza de vias públicas e ações elementares de manutenção da cidade, culminaram no desabafo de ao menos metade da Casa, sendo alguns apelos, tidos como ultimatos para o início de uma oposição assumida pelos edis ao longo da última Sessão. 
“Eu só gostaria muito de saber onde está indo o dinheiro que o Prefeito diz não faltar na nossa gestão! Porque nas ações de infraestrutura da cidade já ficou claro que não estão sendo aplicados. Só nesta reunião de hoje eu contei dez bairros diferentes com Moções solicitando asfaltamento, isso sem falar dos pedidos de providência para capinas, limpezas, varrição e troca de lâmpadas queimadas. Senhores, nosso município está abandonado, qualquer um pode perceber isso. Não só nossos companheiros de plenário aqui estão sendo desrespeitados, mas a cidade toda. Como disse muito bem nosso amigo Da Ponte, aqui não tem bobo, exigimos respeito”, lamenta Dr. Amorim ao comentar seis pedidos de Moções em sequência tendo como objeto este tipo de proposição. O médico ainda foi complementado pelo companheiro do PTN, Leleco, autor de duas das Moções em debate no plenário. “Digo mais Dr. Amorim, o quadro é tão difícil que a culpa ainda recai nos nossos ombros. Tudo é culpa dos vereadores, que estão nas comunidades e continuam sendo ignorados pelo poder público. Minha comunidade me cobra todo dia, mas o prefeito nunca vai lá, então continuo sendo eu o único a ser cobrado”, lamenta Leleco.
Também preocupado com a repercussão negativa em sua comunidade, Da Ponte, PSDB, acrescentou que por enquanto ainda não é oposição, mas que se continuar sendo ignorado não vai ter jeito. “Eu gostaria de dizer senhores, que se resolver mesmo ir para a oposição, vai ser “bambuzada” todo dia. Isso não é ameaça, mas todo mundo aqui está de prova que eu tenho tentado ajudar o governo e até tenho passado algumas vergonhas com os senhores por conta disso, mas se continuar sendo ignorado e desrespeitado como está acontecendo, não tem jeito, vou começar a promover ações de oposição muito contundentes. O prefeito precisa entender que Vereador, diferente dos secretários dele, não são seus empregados, na verdade fomos votados, recebemos a confiança dos eleitores nas urnas como ele. Temos que ser tratados com respeito e paridade, coisa que não tá acontecendo”, finaliza Da Ponte, acrescentando que vai promover nas próximas semanas um cronograma de visitas surpresa em diversas unidades de saúde da cidade, em especial na UPA, onde o político alega estar acontecendo uma série de desrespeitos aos munícipes.

Conselheiro de Vinícius, o apresentador da Geração TV (canal local da RCA) Rolf Danziger, foi escolhido e anunciado oficialmente como o responsável pela comunicação. Atualmente o assessor de imprensa ocupa o cargo de secretário na inoperante pasta de Ciência e Tecnologia, garantindo mais que o dobro do que ganharia sendo assessor de comunicação

 

 

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