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Moradores de mais um bairro fecham rua com lixo

Data: 20/03/2018

Nesta segunda-feira, moradores da Ilha do Caxangá fecharam a Rua Piabanha com parte do material que há vários dias já deveria ter sido levado para o lixão - Foto Leitor Repórter


Marcello Medeiros

O pagamento continua em dia, mas a coleta de lixo vai de mal a pior em Teresópolis. Cansados de esperar que o caminhão da Inova Ambiental passe em suas ruas – o que tem demorado até duas semanas em algumas comunidades – moradores de diversos bairros têm tomado atitudes drásticas que vão de colocar fogo em montanhas de sacolas de lixo a fechar a passagem de veículos com os resíduos que deveriam ser recolhidos de duas a três vezes por semana pela bem remunerada empresa terceirizada. Nesta segunda-feira, moradores da Ilha do Caxangá fecharam a Rua Piabanha com parte do material que há vários dias já deveria ter sido levado para o lixão do Fischer. No fim de semana, a mesma situação aconteceu na Rua São Francisco, no bairro de Fátima. “É muito lixo, muito descaso. Tivemos que fazer isso ali, colocar lixo na rua para ver se tomam providência, pois está dando muito rato, nossas crianças tem que passar pelo meio desse lixo arriscando pegar uma doença braba. Nem a saúde está ajudando para isso. Então o protesto é para isso ai, para esse prefeito fazer alguma coisa ou mandar enterrar isso aqui no quintal dele”, relatou um morador da São Francisco, onde o caminhão de coleta passou somente depois do protesto.
Também naquela região, nesta segunda-feira recebemos reclamações de uma mãe de aluno do Centro Educacional Nossa Senhora de Fátima, estabelecimento de ensino localizado em frente à Casa de Cultura Adolpho Bloch. “O lixo está acumulado na calçada gerando mau cheiro forte assim como trazendo insetos e até pequenos roedores. São mais de 600 alunos submetidos a esse tipo de situação, sendo que a última coleta registrada no local data do último dia 06 deste mês”, informou ao jornal uma das professoras da escola.

Tricano faz vergonha
“Teresópolis afunda em montanhas de lixo”. Reportagem publicada pelo jornal O DIÁRIO na quarta-feira da semana passada atentou para a deplorável situação da coleta domiciliar no município, mostrando o grave problema em diversos bairros e informando ainda que a empresa terceirizada pela prefeitura para a prestação do serviço já recebeu, somente em 2018, quase R$ 1,5 milhão. No dia seguinte, o gestor municipal, quem deveria fiscalizar ou orientar que seus subordinados o fizessem, foi para sua emissora de rádio e canal de televisão “responder ao jornal”. Porém, no lugar de anunciar que cobraria um posicionamento e regularização da coleta pela Inova Ambiental, ele incentivou a prática de crimes ambientais como “solução” para a enorme quantidade de lixo doméstico e outros resíduos de todo o tipo espalhados pelo município. A impressionante – e até inacreditável declaração – foi a seguinte: “Durante toda minha vida que morei no interior sempre fazia um buraco no fundo do quintal, pegava meu lixo e ia colocando ali. Depois ia queimando, o lixo ia deteriorando, aí fechava o buraco e depois abria outro. Hoje essa prática acabou. Todo mundo pega o lixo e bota na rua, não quer cavar, não quer fazer um sacrifício de quando o caminhão não passa na rua, por questões de chuva, de intempéries da natureza. Quem pode, quem tem tempo, pode fazer um buraco no fundo da sua casa e enterrar seu lixo. Por favor gente, acho que é assim que se procede”, enfatizou Mário de Oliveira Tricano, incentivando a poluição do solo e do ar, crimes que, inclusive, deveriam ser fiscalizados por um dos seus secretários, José Carlos Simonini, responsável pelo Meio Ambiente.

“Um paspalhão”, diz Boechat
De acordo com a Lei 9.605/98, a Lei de Crimes Ambientais, a queima doméstica de resíduo domiciliar, de natureza vegetal ou qualquer outro tipo de resíduo em quintais é considerado crime. A punição prevista para quem for flagrado queimando restos de comida, plásticos, borrachas, podas de árvores, entre outros, é de multa que varia de R$ 500 a R$ 50 milhões, além de um a quatro anos de prisão. O artigo 54 informa o seguinte: “Causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, e causar poluição atmosférica que provoque a retirada, ainda que momentânea, dos habitantes das áreas afetadas, ou que cause danos diretos a saúde da população: Pena de reclusão, de um a quatro anos”. Motivo de chacota, com o vídeo sendo divulgado por vários grandes meios de comunicação, Tricano tentou se defender no dia seguinte, alegando “que entenderam errado o que ele quis dizer”. Nesta segunda-feira, o jornalista Ricardo Boechat falou sobre a inacreditável declaração na Rádio Band News FM: “Incompetência de gestão (...) Um paspalhão...”, enfatizou.

 

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