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Método de aprimoramento de linguagem chega a Teresópolis

Data: 27/03/2018

A Psicopedagoga e Psicolinguista Simone Mattos, que dirige o curso sede, e a coordenadora da unidade em Teresópolis, a professora Nathalia Pacheco, participaram do programa Jornal Diário na TV desta segunda-feira

Anderson Duarte

Na década de noventa, que hoje parece tão distante, mas nem faz tanto tempo assim, o filósofo Gilles Deleuze fez uma distinção entre as características de nossa sociedade que passava de um modelo disciplinar para outro de controle, e mesmo sem ter essa intenção, já nos preparava para o passo seguinte, na chamada Sociedade da Informação, que muitos acreditam estarmos vivendo atualmente. Mas como viver cercado por informação e não ter acesso a profundidade do conhecimento? A resposta, ou senha, para esse questionamento nós encontramos em Carlos Drummond de Andrade, que disse: “Certa palavra dorme na sombra de um livro raro. Como desencantá-la? É a senha da vida, a senha do mundo. Vou procurá-la... Procuro sempre, e a minha procura ficará sendo minha palavra”. E nas palavras, nos livros, na escrita repousa a chave para um método de aprendizagem e aprimoramento em linguagem que chega a Teresópolis com mais de duas décadas de experiência em Niterói e que quer ensinar o teresopolitano a ter prazer em ler e escrever bem.
A metodologia do curso Palavra Mágica é baseada no aprimoramento em linguagem seja ela literária, artística, jornalística, poética, dinâmica, atual e histórica “É uma linguagem que se expressa em nós e por nós. Sendo assim, não é a língua portuguesa o foco do nosso trabalho. Ela é o nosso instrumental básico e principal, mas o foco do nosso trabalho são os nossos alunos e o desenvolvimento de suas potencialidades, enquanto pessoas inteiras, não fragmentadas em suas emoções e capacidades. Temos por objetivo intermediar e facilitar a busca de cada aluno pela sua palavra, para que, a cada novo encontro com as histórias, ele vá se construindo como autor dos seus textos, mantendo dentro de si a força criadora e o desejo de continuar buscando”, enaltece e explica a Psicopedagoga e Psicolinguista Simone Mattos, que dirige o curso e apresenta hoje, em evento na Pousada Terê Parque, às 18 horas os objetivos do curso na cidade.
A coordenadora da unidade em Teresópolis, a professora Nathalia Pacheco, também fez questão de enaltecer a vinda do curso para a cidade e como ela se encantou com a metodologia. “Há dez anos, tive a oportunidade de conhecer um espaço voltado à educação, que se tornaria o meu local de trabalho e também o meu aconchego no mundo. Nele encontrei a chance de tornar o meu sonho de uma educação ampla, colaborativa, em que o conhecimento pode e deve ser construído em parceria realidade. O Palavra Mágica é um espaço que me traz a tão sonhada realização profissional e que, ao mesmo tempo, tornou-se para mim um mecanismo de constantes questionamentos e transformações sobre os processos que envolvem o ensino e a aprendizagem. Quando me perguntam “o que é o Palavra Mágica?” a primeira definição que me vem a mente é que ele é um curso de aprimoramento em linguagem, porém seria injusto e até mesmo leviano de minha parte defini-lo de maneira tão restrita. O curso Palavra Mágica não é somente um espaço onde sanamos dúvidas gramaticais, onde ensinamos técnicas de redação, ao contrário, é um espaço de desenvolvimento humano, é um projeto audacioso de educação, que rompe com os moldes educacionais do século XIX que, infelizmente, ainda vigoram em nosso país”, explica a professora.
Ainda segundo as entrevistadas do programa Jornal Diário na TV desta segunda-feira, 26, o Palavra Mágica prioriza a relação orgânica com o conhecimento, ou seja, um local onde aprender é algo dinâmico, que não pode se restringir ao que é apresentado em um livro didático, ao contrário, o amplo acesso às informações disponíveis para traçar o próprio caminho na formação dos saberes é imprescindível. Nas aulas são valorizados o diálogo, a interação entre o grupo e a troca de informações, onde todos têm algo a aprender e a ensinar, por tanto, todas as informações são bem- vindas e nenhum conhecimento é ignorado. “Queremos que, no Palavra Mágica, nossos alunos encontrem a sua voz, a sua fala pessoal, rompam com a ditadura da pressa, da disciplina castradora e da ignorância. Falem, pensem, escrevam, sintam, criem, expressem-se e divirtam-se. É isso o que exercitamos no nosso dia-a-dia. Ler, ouvir, falar, experimentar, criar, conhecer, trocar, aprender e ensinar é parte do que acontece neste lugar mágico onde cooperar, partilhar e expressar são as palavras-chave”, diz Simone.
A preocupação com o bem-estar é também fator de suma importância na construção da metodologia de ensino do Palavra Mágica, por isso, o próprio espaço é pensado para que traga conforto emocional, boas experiências, e que proporcione uma relação mais humana e de parceria entre professores e alunos. Desde a organização do espaço físico do curso à elaboração dos projetos, tudo é pensado para que os alunos tenham a melhor experiência possível com o conhecimento, porque aprender pode e deve ser leve e prazeroso. “Ampliar o universo cultural de nossas crianças e adolescentes é outra preocupação de nossa equipe. Como podemos escrever bem sobre aquilo que não conhecemos? É importante estimular a curiosidade, o prazer de conhecer, a busca pela informação. Queremos que nossos jovens sejam capazes de interpretar o que acontece no mundo em que vivem, que questionem, investiguem e saibam se posicionar sobre os mais diversos assuntos, para que se tornem cidadãos ativos, formadores de opinião. Entendo o Palavra Mágica como um espaço democrático de ensino, onde conhecimento, prazer, bem-estar, cultura, diversão, liberdade e respeito não são ideias conflitantes, mas parâmetros norteadores para um aprendizado mais efetivo e eficaz”, explica Nathalia.

 

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