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Marcelo Trindade defende a privatização de estradas e da CEDAE

Data: 06/09/2018

Marcelo Trindade defende a ideia de que o Rio de Janeiro passa hoje por um momento histórico e absolutamente pronto para se livrar da velha política, que segundo ele, afundou o estado em uma crise sem precedentes

Anderson Duarte

Nesta quarta-feira, 05, o Grupo DIÁRIO recebeu em seus estúdios o candidato do Partido Novo a governador do Rio de Janeiro, o empresário Marcelo Trindade. Em entrevista, o político citou a necessidade de se promover privatizações e cortes da máquina pública, assim como a oportunidade que o estado vive para se livrar daquela que ele considera ser “a velha política”. Depois da entrevista, Trindade ainda participou de um almoço com candidatos a deputado do Partido Novo, empresários, lideranças locais e em seguida fez uma caminhada e corpo a corpo pelas ruas do centro da cidade. Questionado quanto a dificuldade de se conquistar eleitores em meio a tanto sentimento de descrédito, o político afirmou que a chegada de seu partido no cenário eleitoral pode ajudar a convencer aqueles que não aguentam mais o modelo ultrapassado em vigência na política fluminense.
Com esta aposta na redução da máquina pública e nas privatizações como estratégia para a retomada do crescimento econômico do estado, Trindade voltou a defender em entrevista na Diário TV, a ideia de que o Rio de Janeiro passa hoje por um momento histórico e absolutamente pronto para se livrar da velha política. “O estado está na região mais bonita do planeta. Aqui só não tem neve, mas turista gringo não gosta de neve. Temos universidades, tecnologia, inteligência. Só que, para que o empresário invista, o estado precisa ser sério e responsável. Hoje o estado grande faz transferência injusta de riqueza, tirando dinheiro da população pobre e transferindo para setores privilegiados do funcionalismo público”, diz.
Trindade, que é advogado, presidiu a Comissão de Valores Mobiliários e agora quer “abrir o capital do Rio” para focar os recursos do governo no que considera uma vocação pública: saúde, educação e segurança. “A máquina pública é muita inchada, principalmente com os dispendiosos cargos de confiança em excesso. Dá pra economizar bem e extinguir órgãos hoje desnecessários ou improdutivos”, explica. Com relação ao problema da segurança pública do estado, o candidato considera que com o passar do tempo, dadas as devidas providencias, a tendência é de que os investimentos em segurança percam espaço para a educação no orçamento do governo estadual.  “No longo prazo, precisa aumentar investimento em educação e diminuir em segurança, senão a gente vai enxugar gelo a vida inteira. Precisa fazer com que essa gangorra se mova, mais dinheiro em educação e menos dinheiro na segurança”, disse.
Com relação aos processos de privatização, muito atacados por adversários, mas amplamente defendidos pelo candidato, Trindade é enfático e direto. “Com relação a privatizações podemos dizer que a Cedae, essa precisa ser objeto imediatamente, porque tem um contrato dizendo isso. Temos que dar saneamento para a população. Metade dos municípios está sem saneamento. Aqui em Teresópolis, nenhum centímetro sequer de tratamento, isso é vergonhoso. A Cedae gera dois bilhões de reais de caixa líquida por ano e só investe 250 milhões desse montante. É preciso trinta bilhões de reais para sanear o Rio todo, então precisa privatizar, conceder a Cedae e, em troca, além de pagar o preço, tem que obrigar a sanear cem por cento do Rio de Janeiro, durante o período da concessão”, explica o político que segue falando sobre o problema das estradas, em especial aqui da nossa Rio Bahia. “As estradas, tem que pegar o poder do estado de concessão e as que já existem e privatizar tudo. E elas podem, sim, competir com as estradas federais. Tem que privatizar a Amaral Peixoto toda. Tem que ter a Via Lagos e Amaral Peixoto competindo. Garanto que o pedágio cai”, enaltece.
A inciativa de se candidatar também é amplamente trabalhada em suas redes sociais e apresenta muita similaridade com outras candidaturas do Novo, onde a iniciativa privada ganha primazia em combate ao que se chama velha política. “Comecei a participar do que seria uma candidatura do Bernardinho há mais ou menos um ano. Minha decisão foi de colaborar para valer e me engajar na campanha e no projeto de governo. Aquilo me motivou muito, porque vi tudo que era possível fazer. Quando se chegou no momento em que não se tinha mais o Bernardinho, eu pensei: tenho 53 anos, construí minha vida inteira no Rio, então eu tenho que dar algo em troca. O estado atravessa a pior crise desde a sua criação pela fusão do estado da Guanabara com o antigo estado do Rio de Janeiro, em 1975. O que me motivou foi isso: a situação de crise aguda e a possibilidade de que outras pessoas possam construir a vida como eu construí. Alguém precisa tentar. Eu posso tentar, eu tenho capacidade. Então vamos tentar.. É um dever cívico pra mim”, finaliza.

- O Diário de Teresópolis, disponibilizou espaço a todos os candidatos ao governo do Estado e a presidência para entrevista dentro das normas do TRE

 

 

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