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Manoel Dias, de uma rua "familiar" ao caos diário

Data: 19/09/2020

Grande fluxo de veículos pesados, incluindo caminhões e carretas, está danificando o calçamento e estrutura das antigas residências da Manoel Dias - Marcello Medeiros

Marcello Medeiros

No início do ano, o governo municipal realizou diversas alterações no trânsito tendo como principal objetivo a implantação do sistema de integração das linhas de ônibus. A “novidade” acabou não pegando, gerando muito mais reclamações do que satisfação dos usuários, e dias, depois, foi descontinuada pela prefeitura. As mudanças nas vias, porém, continuaram em sua grande maioria. Muitas foram aprovadas pelos motoristas, mas diversas delas mostraram não ser tão eficientes como previsto e, pior do que isso, desagradaram logo de cara e até hoje continuam aborrecendo e tirando o sono de centenas de teresopolitanos. Um desses casos é o da Rua Manoel Dias, na Barra do Imbuí, que passou a receber todo o trânsito da Avenida Presidente Roosevelt no sentido Centro. Assim, a pequena via, recheada de antigas residências e pessoas que vivem ali há 50, 60 anos, passou a registrar um caos diário com o aumento do fluxo de veículos de todo o tipo, incluindo grande número de caminhões, carretas e ônibus. Afundamento de pista, problemas no sistema de manilhamento, rachaduras nos imóveis e barulho ensurdecedor na maior parte do dia. E, não bastasse tantos inconvenientes para essa parcela da população, o trânsito continua lento e complicado nesse trecho do bairro, com engarrafamentos em vários momentos do dia.


“O trânsito aqui realmente é uma catástrofe. Primeiro porque essa estrada não foi preparada para o trânsito que agora está passando. Segundo, bem na esquina com a Dr. Oliveira tem uma caixa de passagem que lembro perfeitamente, pois moro aqui há 60 anos, que agora vive dando problema. Essa ruazinha não tem condições para esse trânsito está acontecendo. Por outro lado os caminhões vivem estourando os fios de telefone, internet, eles vivem arrebentando e a empresa consertando. Para nós moradores não está bom. Se fosse tudo preparado primeiro, manilhas, um asfalto resistente, até poderia funcionar, mas do jeito que está não funciona”, relata o aposentado Mario Fernandes. 

Estudo é questionado
Na ocasião, a PMT informou ter feito estudos para melhorar a situação do trânsito. Porém, pelo que se percebe, outras questões além do movimento de veículos deveriam ter sido levadas em conta. Ana Alves, outra moradora do local há bastante tempo, reforça a informação que os imóveis construídos em outra época e estrutura da via de modo geral deveriam ser levados em conta antes da realização de uma mudança tão radical. “Talvez tenham feito com boa intenção, mas não aconteceu, não deu certo. As consequências são devastadoras para os moradores da Manoel Dias. É uma rua apertada, pequena, estritamente residencial, com casas antigas com o quarto voltado para a rua. É um incômodo enorme com o aumento do barulho. A via não tem estrutura para o fluxo de veículos, ônibus, caminhões pesados o tempo tudo, fluxo que seguia antes pela Presidente Roosevelt, que é larga, estruturada, tem em sua extensão mais comércio. Na Manoel Dias só ficou ruim para os moradores. Fazemos um apelo ao poder público, mais uma vez, para que reveja a posição e reverta essa decisão”, pontua.
São cerca de 40 famílias prejudicadas diretamente pela decisão do governo Vinicius Claussen, pessoas que passaram a enfrentar diversos problemas diários desde que a Manoel Dias virou caminho de todos os veículos oriundos da rodovia Teresópolis x Itaipava e bairros como Posse, Granja Florestal, Quebra-Frascos, Parque do Imbuí, Golf, Salaco, entre outros. “A intenção pode ter sido melhorar o fluxo, mas não aconteceu. Moro aqui desde que nasci, tenho embasamento para falar. O bairro progrediu, é ótimo, o comércio hoje é bom, mas não podemos esquecer que são residências antigas, de famílias tradicionais, imóveis que estão sendo danificadas porque não tem estrutura nenhuma para isso. Nem pegamos horário escolar e o trânsito continua ruim, o que mostra que não resolveu e arrumou um problema para a Manoel Dias”, enfatiza a moradora Ivana Rabello.
Como citado por ela, a situação só não é pior ainda porque, devido à pandemia, as duas escolas localizadas na via não estão funcionando. Inquietos, os moradores já tentaram uma solução para o problema. Fizeram um abaixo assinado pedindo que o fluxo principal volte para a Presidente Roosevelt e entregaram a representante do governo municipal, meses atrás, mas não foram atendidos.

O que diz a PMT
Através da Assessoria de Comunicação, a Prefeitura de Teresópolis informou ao DIÁRIO que as mudanças não foram exclusivas para a implantação do sistema de integração e que as alterações são resultado de estudo de mobilidade urbana para dar maior fluidez ao trânsito, principalmente na Avenida Presidente Roosevelt. “Mudanças de inversão de sentido de algumas ruas no centro da cidade também foram feitas e continuam em vigor”, diz ainda a nota, informando também que “Porém, nada impede que o Executivo e os órgãos envolvidos reavaliem os estudos. Inclusive, isso já foi feito em outros locais citados pelo plano de mobilidade, onde foram adotadas adaptações que resultaram em maior fluidez do trânsito”. Quanto à conservação das vias públicas, a Secretaria de Serviços Públicos diz que realiza trabalho de rotina em todos os bairros, seguindo programação diária de reparos e manutenção.

 

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