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Luiz Henrique Mandetta assume Ministério enaltecendo Atenção Básica

Data: 04/01/2019

Luiz Henrique Mandetta assume ministério da Saúde enaltecendo a Atenção Básica. Médico escolhido por Bolsonaro fez parte da formação no UNIFESO e mantem relações com a cidade de Teresópolis

Anderson Duarte

O ministro da Saúde escolhido por Jair Bolsonaro para promover mudanças sensíveis no setor no país é um velho conhecido da cidade e dos muitos amigos que por aqui deixou. O médico e deputado Luiz Henrique Mandetta, já empossado como ordenador da saúde brasileira durante a gestão Bolsonaro fez parte de sua formação profissional no UNIFESO, onde deixou muito vínculos, amizades e relacionamentos que se estendem até hoje. Mandetta, como era chamado pelos colegas de turma na Faculdade de Medicina, sempre esteve “acima da curva” em dedicação e empenho e assume um dos maiores desafios da nova gestão. Com uma saúde desestruturada em grande parte dos setores, Mandetta já assume com o discurso de que precisa reerguer os hospitais federais, hoje abandonados pela pasta, e potencializar a qualidade de atendimento na Atenção Básica, justamente com a valorização do diálogo com os municípios.
Logo em suas primeiras colocações como Ministro, Mandetta citou a dificuldade de se melhorar o atendimento da saúde no país sem essa aproximação com os municípios, hoje, detentores de muitas responsabilidades “empurradas” pelas irresponsabilidades de estados e da própria União. Justamente neste ponto, Teresópolis pode ser beneficiada com essa proximidade do Ministro com nossa realidade. Segundo amigos do médico, não só o novo Ministro conhece bem a realidade da saúde em Teresópolis, como já se mostrou disposto a receber e conversar com os representantes do setor no município. Uma das bandeiras do novo executivo é fortalecer o atendimento a Atenção Básica, justamente o setor que mais sofreu com o protagonismo do modelo de UPAs instituído pela geração Cabral, hoje praticamente toda atrás das grades. 
O Ministro também já anunciou que vai revisar todos os contratos e rever a administração dos seis hospitais que estão com o controle administrativo da União no Rio de Janeiro. Mandetta evitou a palavra "intervenção", mas prometeu um "choque de gestão" nas unidades hospitalares que, segundo ele, têm sido foco de uma série de problemas nos últimos anos, incluindo denúncias de corrupção e até mesmo o controle de filas de atendimento por milícias que atuam na capital fluminense. "Esses hospitais federais precisam ser integrados, tomar um choque de gestão, melhorar a questão da compra conjunta", disse Mandetta. Segundo ele, todos os procedimentos hospitalares serão revistos e as compras, atualmente feitas de forma separada por unidade, deverão ser realizadas de forma conjunta para gerar economia. Também fazem parte deste planejamento de atuação direta as unidades do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, o INTO, o Instituto Nacional de Cardiologia, o INC e o Instituto Nacional do Câncer Jose de Alencar, o INCA.
O Ministro da Saúde também disse que um estado do país será definido para receber uma requalificação na estratégia de saúde da família, dentro dos primeiros meses de governo. Mandetta não detalhou como será feito, mas disse que seria uma "resposta" no programa de atenção básica em saúde e serviria como modelo a ser seguido pelo país. Por óbvio, esta escolha não deve contemplar nenhum grande centro como os da região Sudeste, por conta da dificuldade operacional de instituir grandes mudanças com volumes grandes de demanda. Mas a sua aproximação com o Rio de Janeiro, já que a sequência de formação se deu na capital na Universidade Gama Filho, deve ser preponderante para que o estado receba grandes intervenções e impactantes qualitativamente. O ex-deputado federal de Mato Grosso do Sul também garantiu durante seu discurso de posse que a prioridade será a economia de gastos para atender a assistência básica a população. Inclusive com o anúncio da criação da Secretaria Nacional de Atenção Básica, justamente com o objetivo de fortalecer as ações de promoção da saúde e prevenção de doenças. Mandetta iniciou o discurso de posse relembrando a infância em Campo Grande, na década de 60, e agradeceu ao presidente Jair Bolsonaro por ter lhe confiado a missão de assumir a pasta.
“As pessoas tem curiosidade de saber de onde vem o ministro e é justo dizer a vocês de onde venho. Não se chega a um cargo tão importante sem primeiro ter um compromisso muito grande com a família, com a fé, com a noção de pátria. Venho de uma luta muito dura travada neste País, fruto dos imigrantes que vieram pela luta da terra, da minha família Barbosa, imigrantes que vieram da luta dos italianos, dos Mandetta, dos Solari. É dessa mescla que eu venho. Essa família muito unida, uma família de cinco irmãos, em que todos são líderes", disse. Ainda em seu discurso, Mandetta disse que para o fortalecimento da atenção básica, será necessário um maior controle de gastos no Sistema Único de Saúde. "Cada centavo economizado por esse Ministério tem que ir para objeto fim, que é a assistência. Não dá para gastar dinheiro sem saber. Se me dizem que saúde não é gasto, é investimento, eu, como investidor, tenho que saber quanto gasto e como retorno", afirmou. Mandetta assegurou ainda que a garantia constitucional do direito à saúde para todos os mais de 200 milhões de brasileiros não será deixada de lado. “Saúde é um direito de todos e dever do Estado. Não tem retrocesso. Vamos cumprir a Constituição”, disse.
Além de ter feito parte da sua formação como médico, especializado em Ortopedia, aqui em Teresópolis, Mandetta também foi secretário de Saúde do Município de Campo Grande, durante a gestão de seu primo Nelsinho Trad, antes de ser eleito deputado federal em 2010 e reeleito em 2014. No Congresso Nacional votou a favor do Processo de impeachment de Dilma Rousseff, foi favorável à PEC do Teto dos Gastos Públicos, em 2017 votou a favor da Reforma Trabalhista e votou a favor do processo em que se pedia abertura de investigação do então Presidente Michel Temer. Em 20 de novembro de 2018, Mandetta foi confirmado pelo presidente Bolsonaro para assumir o Ministério da Saúde.

 

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