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Kairós apresenta dois novos projetos sociais em Teresópolis

Data: 06/07/2018

Ao proporcionar mais autonomia e autoestima para seus adeptos, podemos dizer que apesar das limitações, a dança pode e deve ser para todos. Além de todos os benefícios que a dança proporciona para o autoconhecimento

Anderson Duarte

Você com certeza já ouviu dizer que o Brasil é um país de muita desigualdade, e isso é a mais pura verdade segundo apontam os mais importantes órgãos humanitários internacionais. Para entender o conceito de desigualdade basta saber que ele é o mesmo que a diferença de poder aquisitivo entre as classes econômicas contidas no país. Mas o problema não está em apenas conhecer o problema, mas sim em ignorar as suas consequências diretas, como a desigualdade e a fragilidade social. E neste quesito somos um dos piores países do mundo, com o registro de diferenças entre as classes sociais, bem próximos da imoralidade. Essa trajetória de concentração de renda e ignorância social nos levou a uma nação com dificuldade de acesso à educação e à saúde, com o desemprego crescendo e aumentando a fome e a miséria e um Estado que não se interessa, ou não dá conta desta demanda humanitária que lhe é imposta pela nossa Constituição. E quem entra neste vácuo gerado pelo encurtamento do braço do Estado são as instituições privadas de auxílio social. Aqui em Teresópolis, o Projeto Kairós, instituído na localidade de Pessegueiros, é uma destas entidades que suprem a ausência do Estado e auxiliam na promoção de uma sociedade mais justa e que se importa com o outro.
Nascida e desenvolvida dentro de ideais e paradigmas cristãos, o Kairós, há muito, deixou de ser apenas uma instituição que reabilita usuários de drogas, mas se consolidou como um braço de seguridade e atenção, mesmo estando entre as suas missões de existência atender a pessoas com problemas decorrentes do uso abusivo de álcool e outras drogas. O Pastor João Batista Gonçalves, que comanda a entidade desde o ano de 2002, esteve em nossos estúdios esta semana e contou sobre dois novos projetos: “Bailarinas” e “Casa Lar: Gerando Filhos”, que estão em curso na instituição e que devem promover ainda mais, excelentes resultados para Teresópolis. “Nossa missão não é fácil e entre diversas possibilidades em termos de estratégias de prevenção ao uso de entorpecentes devemos considerar sempre qualquer tipo de atividade cultural ou lúdica como fator importante de proteção da nossa infância e juventude. E o projeto “Bailarinas” é especial porque nasce com a proposta de oferecer a arte como forma de amor, de carinho e de atenção. São agora mais de vinte crianças, em sua imensa maioria carentes, de cinco a dez anos de idade, que fazem aulas de balé e envolvem toda a comunidade com esse conhecimento adquirido”, explica o Pastor João.
O presidente do Kairós ainda acrescentou que a dança escolheu o projeto e não o contrário. “Sem dúvidas, a dança é uma das manifestações artísticas mais democráticas que existem. Através dela, é possível expressar-se fisicamente e emocionalmente, comunicar-se, adquirir consciência corporal e manifestar a criatividade. Todas essas possibilidades fazem com que exista uma enorme relação entre dança e inclusão social. Ao proporcionar mais autonomia e autoestima para seus adeptos, podemos dizer que apesar das limitações, a dança pode e deve ser para todos. Além de todos os benefícios que a dança proporciona para o autoconhecimento, também é possível desenvolver as habilidades físicas durante o processo de aprendizado, fortalecendo a musculatura e favorecendo a postura, enfim estamos todos aprendendo muito aqui”, diz.
Sem a mesma ludicidade, mas com um compromisso com uma das mais sensíveis áreas dentro do imenso público de jovens, crianças e adolescentes em situação de fragilidade, o Projeto “Casa Lar: Gerando Filhos”, tem um objetivo ainda mais louvável, ou seja, acolher como medida provisória e excepcional, utilizando de forma de transição em família substitutiva, visando prioridade absoluta no que se refere aos direitos da criança. Embora tenhamos uma legislação avançada, o “dever do Estado” que diz nosso texto Constitucional, poucas vezes é cumprido, e sabemos que esses problemas possuem raízes históricas, sociais, políticas e econômicas. Assim, nosso legislador pensou no serviço de acolhimento institucional, que está previsto pela Política de Assistência Social e que surge como uma opção de proteção à criança e adolescente. A reintegração familiar e redução de reincidências das situações de risco, com ênfase na preservação da vida em família, norteiam o trabalho do “Casa Lar: Gerando Filhos”.
Aqui pensamos na oportunidade de termos um espaço protetivo, cuja vivência de um modelo de relações possibilite o resgate da autoestima e a construção de um projeto de nova qualidade de vida nestes lares. O regimento de atendimento e acolhimento de crianças em medida de proteção, está amparado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, e é adotado quando o vínculo familiar encontra-se rompido ou fragilizado e a criança em situação de risco, aponto de ser necessário o afastamento do convívio familiar. Atendemos a crianças de zero a cinco anos em estado de risco social, maltratados e abandonadas em vulnerabilidade”, explica João. 

 

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