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Hospitais fortalecem capacitação para atender casos suspeitos de coronavírus

Data: 04/03/2020

O Hospital São José informou à redação do jornal O Diário e Diário TV que treinamentos internos para casos como o do novo coronavírus já fazem parte da rotina e do escopo de capacitação da unidade

No último domingo foi confirmado o primeiro caso suspeito de COVID-19 em Teresópolis, uma mulher de 36 anos que havia acabado de chegar de viagem à Itália e procurou atendimento no Hospital das Clínicas. Ainda não foram divulgados os resultados clínicos, mas na atualização das informações a Prefeitura informou que a paciente está sendo acompanhada pela equipe da Divisão de Vigilância Epidemiológica e que, em nova etapa de investigação epidemiológica, seu quadro foi revisado constatando-se ausência de febre contínua, coriza relevante ou qualquer outro sintoma desde o ambiente hospitalar até seu isolamento domiciliar. “A paciente está bem e continua sem sinais e sintomas no momento. A ocorrência de febre se deu em apenas uma aferição, sem novos episódios. A Secretaria Municipal de Saúde segue aguardando resultado de exames enviados ao Laboratório Especializado do Estado (LACEN-RJ)”, informa a pasta, informando ainda que a preocupação com possíveis outras ocorrências no município desencadeou um trabalho de prevenção em todas as unidades hospitalares.
Na segunda-feira (02), a Secretaria Municipal de Saúde realizou um encontro com profissionais de saúde, representantes dos hospitais, da UPA e Serviços de Pronto-Atendimento, dos serviços secundários do SUS, da Atenção Básica e estudantes de Medicina do Unifeso. Em pauta, a discussão do Plano Municipal de Contingência para Enfrentamento da COVID-19. “É importante destacar que a responsabilidade de prevenir a COVID-19 é de todos. Toda a população deve seguir mantendo as medidas higiênicas essenciais para conter a contaminação pelo novo Coronavírus e para o enfrentamento da doença como se deve: com informação, ações efetivas e participação da sociedade”, destacou a SMS em nota divulgada pela Assessoria de Comunicação da Prefeitura.
O Hospital São José informou à redação do jornal O Diário e Diário TV que treinamentos internos para casos como o do novo coronavírus já fazem parte da rotina e do escopo de capacitação da unidade. “Além disso, o fluxo para acolhimento dos casos suspeitos de COVID-19 já se encontra implantado no pronto-atendimento do hospital, de acordo com os protocolos estabelecidos pelas autoridades competentes”, explica o HSJ. Cerca de um mês atrás, com o aumento de outra doença, o sarampo, a unidade hospitalar já realizava atendimento tendo como preocupação a utilização de máscaras e outros procedimentos para diminuir as possibilidades de proliferação em alguns setores.

Capacitação no HCTCO
De acordo com a Gerência de Comunicação do UNIFESO, o Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (HCTCO) está, desde o dia 28 de fevereiro, capacitando as suas equipes multidisciplinares com orientações no atendimento aos casos suspeitos pelo coronavírus. As capacitações seguem o protocolo do Ministério da Saúde e acontecerão até o dia 5 de março com objetivo de alcançar todos os plantões. Os participantes recebem instruções sobre como identificar casos suspeitos que cheguem ao hospital, bem como condutas para o isolamento hospitalar e domiciliar, notificação compulsória e coleta de material para análise em laboratório.
Com o objetivo de minimizar uma possível contaminação na sala de espera, foi afixado na recepção do hospital um cartaz orientando o paciente a pegar a máscara cirúrgica disponível na unidade quando: estiver com algum sintoma respiratório, ter feito viagem internacional nos últimos 14 dias, ter algum sintoma respiratório e contato com algum caso suspeito nos últimos 14 dias, ter sintoma respiratório e contato com algum caso confirmado de COVID-19 nos últimos 14 dias. O paciente será encaminhado para a classificação de risco, e a equipe médica irá avaliar se ele se enquadra nos critérios de paciente suspeito. Caso se enquadre, será encaminhado para a sala de isolamento para os primeiros procedimentos. "Precisamos replicar o conhecimento e seguir com protocolos institucionais elaborados com base nas orientações do Ministério da Saúde. Não podemos nos descuidar desta situação, mas também temos que ter o cuidado para não gerar pânico na população", informou Juliana Kisling Ventin, chefe do Núcleo de Vigilância Hospitalar do HCTCO.
A Dra. Júlia Mendes, diretora Assistencial do HCTCO, destaca que não há motivo para desespero e que o hospital é um ambiente seguro. "O Protocolo Clínico que adotamos faz com que o HCTCO seja um ambiente seguro. Os pacientes podem fazer suas consultas e cirurgias tranquilamente", explicou.

Baixa letalidade
A infectologista e professora Dra. Denise Marangoni conta que este é o sétimo coronavírus que se apresenta trazendo a doença. Outros dois coronavírus que apareceram foram mais importantes e causaram maior letalidade do que o atual. Os últimos dados apontam que a taxa de letalidade do COVID -19 atualmente está em 3,4%, afetando, principalmente, idosos, pessoas debilitadas e/ou com doenças pré-existentes. "Este coronavírus se dissemina mais rápido do que os outros. Ele é transmitido não só pelas gotículas da saliva, mas também por contato. Por isso é que está havendo tanta mobilização, porém, não há motivo para pânico", destaca Dra. Denise. Ela explica que os sintomas do COVID-19 são os mesmos de uma gripe: febre, tosse e dor de garganta e, nos casos mais graves há falta de ar, desconforto respiratório e pneumonia.
Em relação à precaução, a infectologista destaca a higienização periódica das mãos e, principalmente, o uso de álcool gel 70%. "É importante evitar muito contato, dar as mãos, abraços e beijos. Se o fizer, usar sempre o álcool em gel", disse. Dra. Denise também conta que não há motivo para a população comprar máscaras cirúrgicas. "Só o paciente suspeito ou confirmado deve usar a máscara para conter a propagação do vírus. A corrida pela compra de máscaras, sem necessidade, pode acarretar, inclusive, em falta de insumos para as pessoas que realmente precisam", destacou.

 

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