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Grupo vocal teresopolitano é destaque em Festival SESC de Inverno

Data: 13/08/2018

O Grupo vocal Moças, composto pelas cantoras Camila Emanuelle, Naraiane Sebah, Júlia Ratis, Mariana Pereira e Fernanda de Paula, com produção cultural de Luciana Daumas

Anderson Duarte

É quase impossível ouvir o som do grupo Moças e não ser remetido diretamente a uma época marcada por uma verdadeira revolução musical de nosso planeta. Os anos sessenta foram marcados pelo surgimento de um estilo musical que mudaria o mercado e levaria ao mundo uma discussão cultural importante. As potentes e corajosas vozes femininas do pós-guerra, sobreviventes guerreiras de perseguições raciais, no estilo que ficaria conhecido mais tarde como “Girls Groups”, revelaram ao mundo nomes como: Ronnie Bennet; Aretha Franklin; Ella Fitzgerald; Nina Simone, e grupos como Supremes. A sensualidade, potência e brilho daquelas vozes, fez o mundo chocar e ouvir música de uma forma diferente. Aqui no Brasil não foi diferente, e toda essa influência também fez surgir em terras tupiniquins cantoras de personalidade, com trabalho envolvente e músicas marcantes. Hoje, tanto tempo depois, cinco jovens talentosas artistas de nossa cidade resolvem se juntar para fazer algo diferente dos seus trabalhos convencionais, e nós, que consumimos a boa música, fomos presenteados com o grupo vocal Moças, composto pelas cantoras Camila Emanuelle, Naraiane Sebah, Júlia Ratis, Mariana Pereira e Fernanda de Paula, com produção cultural de Luciana Daumas.
Durante o Festival SESC de Inverno, as meninas do Moças assombraram o público petropolitano ao serem convidadas para abrir o show do cantor Milton Nascimento, em um dos mais esperados artistas de toda a atração. Com a proposta de enaltecer o talento das cantoras e compositoras brasileiras, o grupo segue produzindo versões inovadoras de clássicos da música nacional e fazendo muito sucesso pelas redes sociais. Seus vídeos no YouTube, por exemplo, são muito acessados e compartilhados, e essa semana o grupo participou de nossa programação durante entrevista no Jornal Diário na TV. No Canal 4 o Moças apresentou um pouco do projeto em sua origem, as influências das artistas e futuros projetos como o lançamento de uma música autoral, composta por Mariana Pereira, mas já considerada pelo grupo como uma “construção coletiva”. Além de soltarem a voz ao vivo, as meninas também contaram como se divertem com a repercussão do trabalho e como lidam com os fãs mais animados pelas redes sociais.
Mas o assunto que mais rendeu perguntas foi mesmo o nível de envolvimento das artistas com o projeto. “Foi uma surpresa muito boa ver como nossas vozes encaixaram no projeto. Trabalhar esse tipo de grupo vocal normalmente leva muito tempo, é preciso muito estudo e prática, mas com o Moças as coisas parecem fluir naturalmente. Nós temos um trabalho grande de ensaio e de experimentação, claro, mas é inegável que a harmonia do grupo é mesmo algo surpreendente. Cada música que ensaiamos, cada uma de nossas ideias está sendo perfeitamente casada para nossas vozes reunidas, isso é muito bacana”, enaltece a professora de música Fernanda de Paula, que além de trabalhar no Moças, desenvolve uma série de outros projetos na área e ajuda a profissionalizar novos talentos da cidade. Quanto a essa sinergia, Camila Emanuelle salienta que nos ensaios, tudo tem saído de forma muito espontânea, e isso tem feito a diferença. “Mesmo tendo muitas coisas em comum, cada uma de nós ouve um tipo de música diferente, tem suas influências mais relevantes, mas essas coisas todas estão sendo um ponto de ligação no trabalho”, enaltece.
Já quando o assunto são as redes sociais e a relação do grupo com os fãs e aqueles que se interessam pelo trabalho, a carismática Naraiane Sebah é a especialista. “Eu amo responder a todo mundo. Cada um dos comentários que recebemos nos nossos vídeos publicados é uma oportunidade de conferirmos a abrangência e a qualidade daquilo que estamos oferecendo. Hoje em dia é muito comum, e são encontrados excelentes covers pelas redes sociais, mas acho que nossa repercussão positiva tão grande vem justamente do fato de não produzirmos com esse intuito. Claro que são versões de grandes clássicos e músicas já muito conhecidas, mas nossa preocupação maior e dar nossa cara ao que vai ser produzido, e isso é autêntico, ou seja, é exatamente isso que queremos como resultado, por isso tem dado tão certo. Mas eu amo responder nossos fãs”, lembra animada a cantora.
Um dos novos desafios do Moças é o lançamento de um trabalho próprio, fruto de uma composição inspirada de Mariana Pereira, mas processo de construção coletiva do grupo. A música está quase indo para estúdio e desperta um brilho no olhar especial nas meninas, que não escondem a empolgação e ansiedade por esse lançamento. “Foi um processo de composição diferente para mim. Normalmente penso nos processos criativos de forma integrada, com melodia, arranjo, letra, quase que simultaneamente, mas com essa canção foi diferente, me veio primeiro uma letra, algo que nunca me acontece, e cada contribuição do grupo já fez com que ela se transformasse rapidamente na construção coletiva de nossa identidade. Estranho como cada contribuição nos ensaios fez a canção crescer, se desenvolver e hoje acho que ela está pronta para nascer e encantar nosso público”, explica o processo de criação Mariana. Júlia acrescenta a fala de Mariana o fato deste lançamento corresponder aos projetos futuros do grupo. “Nada mais natural para um projeto que quer crescer e alcançar novos patamares, projetar um trabalho próprio, autoral, que carregue a nossa identidade, marca e estilo. Estamos caminhando para delimitar bem essas características e se depender da criatividade das Moças, temos muitos trabalhos para lançar para os próximos anos”, lembra a cantora.


 

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