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Granja Florestal, mais um bairro esquecido pela prefeitura

Data: 21/08/2019

Nesse ponto, responsabilidades de prefeitos diferentes. O atual, mais um grande desnível no calçamento, e o mais antigo, o desabamento de parte da via em direção à Rua Álvaro Alvin, cerca de uma década atrás - Marcello Medeiros

Criado em 06 de julho de 2009, o Parque Natural Municipal Montanhas de Teresópolis hoje é uma das unidades de conservação ambiental mais visitadas da região por conta de suas trilhas fáceis, visuais espetaculares e ainda o fato de não haver cobrança de ingresso. Porém, para chegar ao principal núcleo de visitação – o da Tartaruga - o teresopolitano e o turista precisam driblar algumas adversidades promovidas pela ausência do poder público municipal. As principais vias de acesso ao PNMMT, na Cascata do Imbuí e Granja Florestal, estão em precário estado de conservação, a iluminação pública é precária e o sistema de coleta de lixo continua sendo questionado. Atendendo à solicitação de moradores, a reportagem do jornal O Diário e Diário TV esteve no segundo bairro na manhã desta terça-feira (20), registrando a grande necessidade de ações por parte do governo Vinicius Claussen. “Esse prefeito só quer saber de cuidar do bairro onde mora ou tem seu bonito restaurante. Isso aqui está uma vergonha, cada dia pior e daqui a pouco intransitável”, relatou uma das moradoras que motivou a visita à comunidade.



Triste contraste: Dezenas de sacolas de lixo, animais revirando restos, ratos e outras consequências da falta da atenção quanto à coleta de resíduos e a placa indicando o acesso do Parque Natural Municipal Montanhas de Teresópolis
Os problemas começam a se agravar no cruzamento da Estrada José Gomes da Costa Júnior, outrora conhecida como Estrada da Posse, com a Michael Hucker, a principal via que corta a Granja Florestal. Os remendos asfálticos de décadas atrás não resistiram aos anos sem manutenção e viraram grandes buracos, assim como num trecho poucos metros depois, ao lado de uma pequena ponte. A passagem estreita hoje representa perigo ainda maior para os motoristas: Quem tentar desviar do buraco pode cair dentro do curso d´água, o Córrego Antônio José, também conhecido como Córrego dos Príncipes, que nasce em Campo Grande e deságua na Cascata do Imbuí.
Seguindo em frente, mais uma sequência de trechos com grandes desníveis e paralelos à mostra. Em um deles, encontramos ontem uma equipe da secretaria municipal de Obras e Serviços Públicos, que, segundo apurado, iria fazendo um reparo na lateral da pista, com a recolocação da divisão entre rua e o que era para ser a calçada e colocação de asfalto nesse trecho. Porém, mesmo empiricamente é fácil perceber que há grande desnível por conta de problemas no sistema de manilhamento, que seriam cobertos sem serem resolvidos – apenas adiando uma necessária manutenção adequada. “Espero que não fiquem somente nesse trecho e coloquem asfalto em todo o bairro, pois são incontáveis os buracos em toda Granja Florestal”, pontuou o morador Érick Cardoso em abordagem feita à nossa equipe durante o registro fotográfico da ação.
Quase no final da Michael Hucker, próximo ao cruzamento com a Estrada do Salaco, se misturam problemas de responsabilidades de prefeitos diferentes. O atual, mais um grande desnível no calçamento, e o mais antigo o desabamento de parte da via em direção à Rua Álvaro Alvin, cerca de uma década atrás. Na ocasião foi improvisada uma sinalização e espécie de mureta para evitar a passagem de veículos. E a intervenção ficou por aí, sendo que a cada chuva mais forte outro pedaço da rua tomba em direção a de baixo. A situação de calçamento irregular, buracos e sujeira se repete em diversas outras vias – Mário Barreto, Alfredo Nemésio de Medeiros, Manoel Pedro da Cunha, entre outras. Moradores reclamam ainda que, mesmo com promessas de intervenção e aumento da tarifa de contribuição de iluminação pública, a escuridão ainda é algo comum.

Lixarada da vergonha
Ainda no cruzamento da Michael Hucker e Estrada do Salaco, outro problema que atravessa diversas gestões, uma montanha de lixo ao lado de uma caçamba. Segundo vizinhos, a coletora é insuficiente para o volume de moradores da região, assim como o período de atendimento da empresa responsável pela coleta. “Ou colocam mais locais para depósito de lixo em outros pontos ou passam todos os dias, senão essa vergonha nunca vai terminar”, relatou comerciante que trabalha próximo ao problema.
Como resultado, encontramos um triste contraste nesse ponto: Dezenas de sacolas de lixo, animais revirando restos, ratos e outras consequências da falta da atenção quanto à coleta de resíduos e ao, fundo, a placa indicando o acesso do Parque Natural Municipal Montanhas de Teresópolis... Nesta terça-feira, cobramos um posicionamento do governo Vinicius Claussen sobre os problemas relacionados. Em nota encaminhada para a redação pela Assessoria de Comunicação, foi informado o serviço pontual desta terça-feira, de recuperação de meio-fio, e que “a população deve registrar as demandas do bairro na Ouvidoria pelo telefone: (21) 2742-3352 ramal 257 ou através do aplicativo https://eouve.com.br/, para que Secretaria fique ciente das reais necessidades do local e possa incluir as futuras intervenções no cronograma da pasta, realizado previamente”, ainda segundo o documento, “a Ouvidoria-Geral funciona no Centro Administrativo Municipal Manoel Machado de Freitas (Av. Lucio Meira, 375 - Várzea – antigo Fórum), de segunda a sexta”.

 

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