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Floração em tons de rosa e roxo deixa Teresópolis mais colorida

Data: 27/02/2021

A Queresmeira (Tibouchina granulosa) é uma espécie nativa e endêmica do Brasil, ocorrendo somente na Mata Atlântica do Rio de Janeiro - Marcello Medeiros

Marcello Medeiros

Quando se fala em floração, a estação que se vem à mente é a Primavera. Porém, nem sempre as cores são comuns nessa época do ano. Devido a grande variação de espécies e a constante busca de equilíbrio da Natureza, que a cada dia sofre mais com a pesada mão do homem, importante frisar, as flores também se destacam em outras épocas do ano, como agora, em pleno Verão. Em praticamente todo o município, tons de rosa têm deixado mais coloridos os dias daqueles que estão com os olhos e coração abertos. Entre as espécies floridas atualmente, se destacam as gigantes Paineiras e as não menos imponentes Quaresmeiras. Com suas muitas variações de rosa e roxo, elas compõem lindos contrastes nos dias de céu azul e são um alento mesmo nos dias chuvosos e cinzas.


Entre as duas, as mais comuns em locais como as praças e canteiros, devido ao seu porte, são as Quaresmeiras – que têm esse nome porque seu primeiro período de floração é na Quaresma. De nome científico Tibouchina granulosa, a mais comum é a que tem flores em tons de lilás, mas também podem ocorrer variações em rosa. “É uma espécie de uma árvore muito utilizada em arborização urbana por ser de pequeno porte e com uma floração exuberante. Tem variedades de cores entre rosa e roxo, passando, por exemplo, de roxo ao lilás e rosa do rosa pink ao rosa claro”, explica a Bióloga Hayssa Dumard. Da mesma família do jacatirão e do manacá-da-serra, ela é conhecida ainda como flor-de-quaresma, quaresmeira-roxa ou simplesmente quaresma. É uma espécie nativa e endêmica do Brasil e ocorre somente na Mata Atlântica e no estado do Rio de Janeiro.
Outra que vem chamando atenção em vários pontos do município é a Paineira, de nome científico Ceiba speciosa. Nesse caso, por conta do diferente porte e comportamento de raízes, ela não tem tanto volume na utilização na arborização urbana. “A Paineira já é uma árvore mais robusta, passa dos 20 metros de altura. Por isso não é comum encontrar em locais como o Canteiro Central ou calçadas, por ser muito alta. Mas podemos observa-la em vário pontos, se mostrando com sua copa frondosa e rosa pink, com flores maiores. Ela é uma espécie caducifólia, que perde todas as flores e folhas em determinada época do ano. A floração de alguns exemplares pode variar por conta das condições climáticas diferentes como temos enfrentado, com um calor acima da média dos menos anos e períodos maiores sem chuva”, destaca Hayssa.

A paineira de Paineiras
Ainda sobre essa espécie, Teresópolis tem um bairro com esse nome porque, lá nos primórdios, era volumoso o número de exemplares da Ceiba speciosa. Hoje, porém, são raríssimos por lá. Por conta disso, cerca de duas décadas atrás uma família resolveu plantar um exemplar em um dos acessos de Paineiras, logo no início da Presidente Roosevelt. Nesse início de ano, ela não se destacou tanto como em temporadas anteriores.

Admire e preserve
Teresópolis está cercada por três unidades de conservação ambiental e possui muitos fragmentos florestais que garantem um clima melhor para o munícipe e abrigo e alimento para diversas espécies. Mas, apesar de tamanho privilégio, boa parte da população não tem contribuído para que a natureza continue nos brindando com tantos presentes diariamente. Dois problemas que podem ser citados em relação à pressão antrópica são o desmatamento e o descarte irregular de lixo. No caso do segundo, apesar de o município possuir serviço de coleta, diariamente surgem novos locais de descarte clandestino, justamente em áreas de mata ou encosta. O poder público, por outro lado, muito pouco tem feito para reprimir essas ações e deixa em aberto a pergunta: Que futuro vamos deixar para as próximas gerações de teresopolitanos?

 

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