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"Fim do preconceito é fundamental para prevenção do suicídio"

Data: 31/05/2021

Maristela destaca ainda que as redes sociais têm sido outro complicador, fazendo com que as pessoas olhem mais para o mundo virtual e esqueçam das relações exteriores.

Marcello Medeiros

Uma das notícias mais comentadas nas redes sociais Teresópolis nos últimos dias foi a triste situação de dois jovens que tiraram a própria vida, em locais diferentes e com poucas horas de distância entre os casos. O que os levou a cometer tais atos? Será que eles chegaram a pedir ajuda a amigos e familiares? Essas e outras perguntas foram feitas e dificilmente terão resposta agora.  Os nomes e as maneiras como tais situações ocorreram não foram e nem serão divulgadas pelo jornal O Diário. Nesse triste momento, o que deve ganhar divulgação são as maneiras de ajudar que outras pessoas nas mesmas condições não cheguem ao extremo de atentar contra a própria vida. “A gente tem que observar sempre. Costumo dizer que não é para tomar conta da vida do outro não, mas observar o comportamento, se começou a agir de modo disfuncional, diferente do que ela vinha tendo, é preciso acender o sinal de alerta. E o que é possível fazer? Podemos criar a corrente do bem. Se neste momento todo mundo puder entrar em contato com outro, falar, conversar, ouvir a voz do outro, a sua voz, é um grande ato. Às vezes a pessoa está com autoestima baixa, em estado ruim, e precisa de estímulo para seguir. Um olhar, um ombro amigo... Um psicólogo não invalida um amigo e um amigo não invalida um psicólogo, se a pessoa tivera s duas coisas é maravilhoso”, atentou a Psicóloga Maristela Gonçalves, em entrevista a o programa Hélio Carracena, na Diário TV, na última quinta-feira. 
Ela atentou ainda que pessoas que sofrem de ansiedade e depressão, além de procurar um profissional, devem evitar o isolamento e tentar mudar alguns hábitos, como melhorar a alimentação e realizar algum tipo de atividade física. Maristela destacou ainda que o atual momento tem contribuído para o aumento de casos do tipo. “Estamos muito parados, é preciso fazer algum tipo de atividade física. Se a pessoa não gosta de academia, pode fazer caminhada, andar ao ar livre, produzindo essa química de hormônios do bem. Hoje as pessoas estão em alto índice de estresse, por conta de todas as situações da pandemia, as empresas reduziram pessoal e estão cobrando muito, querendo metas que não podem ser cumpridas, aí a pessoa fica estressada e doente, e assim procurar uma válvula de escape”, enfatiza, citando ainda que as redes sociais têm sido outro complicador, fazendo com que as pessoas olhem mais para o mundo virtual e esqueçam das relações exteriores.

Menos preconceito
O fim do preconceito com doenças mentais, como ansiedade e depressão, é fundamental para a prevenção ao suicídio. Ao diminuir o preconceito com essas doenças e o tabu sobre o assunto, pessoas que estão passando por algum sofrimento se sentirão mais à vontade para procurar ajuda profissional e ter um diagnóstico adequado, prevenindo possíveis tentativas de suicídio. Seja por razões religiosas, morais ou culturais, ainda há medo e vergonha em falar abertamente sobre o tema, que é um problema de saúde pública.

Estatística
Dados do Ministério da Saúde sobre mortes por suicídio vem se mantendo estáveis ao longo dos últimos anos, com maior incidência na população jovem, de 15 a 29 anos, e nos idosos. No caso dos jovens, ela explica que o risco pode ser potencializado pelo uso de álcool e drogas, e nos mais idosos por questões como perdas de familiares, doenças crônicas e maior responsabilidade no provimento da família. O estresse causado pela pandemia de Covid-19 também pode ser fator de risco para pessoas que já têm algum transtorno ou funcionar como gatilho para o aparecimento.

Onde buscar ajuda
O Ministério da Saúde também entende o suicídio como uma emergência médica, que precisa de uma intervenção imediata. Por isso, a orientação é que se busque o serviço de urgência e emergência para um primeiro atendimento e encaminhamento para profissional especializado.  Há, inclusive, iniciativas em alguns estados onde o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – 192 (Samu) possui equipes de saúde mental. Em Teresópolis, onde tal rede não funciona, geralmente o Corpo de Bombeiros (193) é acionado em caso mais graves de emergência. A rede pública possui ainda os Centro de Atenção Psicossocial (Caps) e serviços de ambulatório, em unidades básicas de saúde, que funcionam com equipes multidisciplinares para atender a população. Na internet, é possível localizar em sites especializados com informações sobre prevenção ao suicídio. Além do site da campanha Setembro Amarelo, o Ministério da Saúde também possui cartilhas e orientações sobre os sinais de alerta e como buscar ajuda.
O Centro de Valorização da Vida (CVV) também realiza apoio emocional e de prevenção do suicídio, e atende todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone, chat e-mail, 24 horas por dia, todos os dias da semana. A ligação para o CVV, por meio do número 188, é gratuita a partir de qualquer telefone fixo ou celular. O Instituto Vita Alere de Prevenção e Posvenção do Suicídio, com apoio do Google, lançou este ano o Mapa da Saúde Mental que traz um guia de ajuda e lista os serviços públicos disponíveis em todo território nacional, além de serviços de acolhimento e atendimento gratuitos ou voluntários realizados por organizações não governamentais, instituições filantrópicas, clínicas escola, entre outros. 

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