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Exposição prolongada ao sol segue como a principal causa dos cânceres de pele

Data: 24/09/2021

Dra. Lívia Selem atenta que um diagnóstico precoce contribui diretamente para um tratamento bem-sucedido, evitando a evolução para quadros agravados.

Para muitos, os cuidados com a pele são frequentemente atrelados a situações ou momentos específicos ao longo do ano, como a aplicação do protetor solar em dias ensolarados, ou a utilização de creme labial para combater o ressecamento causado por climas mais frios. Mesmo assim, é importante ressaltar que, para garantir um envelhecimento saudável, evitando a ocorrência de complicações dermatológicas, a pele exige constante atenção, que envolve o monitoramento de fatores que vão desde a exposição ao sol, até a alimentação e a higienização adequadas. Estes cuidados ganham ainda mais relevância no momento atual do país, visto que as condições onco-dermatológicas seguem como as formas de câncer de maior prevalência no Brasil. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer, o câncer de pele representa cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados em âmbito nacional. 
Segundo a Dra. Lívia Celem, especialista em onco-dermatologia no Hospital São José, de Teresópolis, existem três principais complicações dermatológicas de caráter cancerígeno que se destacam em relação à prevalência. "Entre estas estão o carcinoma basocelular, que é a mais frequente entre todas, o carcinoma espinocelular e, por final, o melanoma. Vale notar que, embora seja a condição mais frequente, o carcinoma basocelular tem uma chance menor de evoluir para um quadro grave, conhecido como metástase, no qual o câncer se dissemina para além do local onde começou. Mesmo que esta característica proponha maior alívio aos acometidos, é importante reforçar que esta complicação pode causar danos expressivos na região onde se desenvolveu", adiciona. Por isso, um diagnóstico precoce contribui diretamente para um tratamento bem-sucedido, evitando a evolução para quadros agravados. 

Quando consultar um especialista?
Curiosamente, o carcinoma basocelular também é a neoplasia (condição que causa o crescimento exagerado de tecidos) mais comum na espécie humana. Esta complicação é caracterizada pelo crescimento irregular das células encontradas na epiderme basal, que é a camada responsável pela renovação da pele. Segundo a Dra. Celem, os principais sinais que podem indicar a presença da condição incluem lesões avermelhadas, ou pigmentadas, que não fecham e que podem ser confundidas facilmente com uma pinta. 
Estas surgem de maneira espontânea e, devido a sua coloração, podem passar despercebidas por um longo período. Por este motivo, deve-se dar atenção ao aparecimento de quaisquer feridas ou marcas que se assemelham a estas descrições, principalmente no caso de adultos acima dos 40 anos, que costumam apresentar a doença com maior frequência. Caso algum destes indícios seja notado, a procura por um especialista deve ser imediata para evitar a evolução do quadro no caso de um diagnóstico confirmado. 

Causas, diagnóstico e tratamento
A principal causa por trás do carcinoma basocelular, e de todos os outros cânceres de pele, é a exposição prolongada ao sol. A luz solar emite raios com níveis expressivos de radiação, chamados de ultravioleta, que prejudicam a pele de maneira cumulativa, podendo causar a incidência das complicações onco-dermatológicas citadas. Vale notar que determinados fatores genéticos também podem causar maior predisposição frente ao surgimento destas complicações, principalmednte para aqueles com histórico familiar associado ao câncer de pele. Além destes, o grupo de risco da doença também inclui indivíduos com características físicas que oferecem maior foto-sensibilidade, como pele, olhos e cabelo claros. 
Um diagnóstico preciso pode ser conferido por uma biópsia, que consiste na retirada de uma parte da região afetada para a realização de exames técnicos que irão ditar a natureza da lesão. Após confirmada a presença da condição, a etapa inicial de tratamento é cirúrgica e o exame inicial irá ajudar a estabelecer as proporções do procedimento de acordo com as dimensões das áreas acometidas. "Após esta etapa, dependendo da gravidade, poderá ser necessário seguir com a quimioterapia ou a radioterapia. Mesmo assim, esta segunda fase do tratamento é limitada a quadros avançados e agravados", completa. 

Prevenção e atendimento especializado
De acordo com a especialista, existem diversas medidas preventivas que podem ser adotadas para evitar o surgimento de complicações desta natureza. "A proteção contra o sol é o principal cuidado a ser tomado neste sentido. Muitas vezes este fator é negligenciado e, com isso, surgem as queimaduras solares que, embora pareçam inofensivas, podem contribuir de maneira gradativa para a incidência de uma doença cancerígena. Os impactos dermatológicos do sol agem de maneira cumulativa, portanto os cuidados com a pele devem ser feitos desde cedo para garantir um envelhecimento saudável", adiciona.
É importante ressaltar que um atendimento qualificado e especializado contribui diretamente para a precisão do diagnóstico e para o êxito do tratamento e, por isso, a busca por uma instituição qualificada na especialidade é essencial. Atualmente, a unidade de dermatologia do Hospital São José conta com o atendimento direcionado da Dra. Celem, que recentemente consolidou sua expertise na área após concluir sua especialização em doenças onco-dermatológicas, aprimorando a qualidade e o escopo dos serviços oferecidos pelo hospital.

 

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