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Empresários de bares e restaurantes do estado temem crise após reabertura dos estabelecimentos

Data: 04/06/2020

Em Teresópolis, alguns restaurantes já anunciaram que não vão reabrir - Ricardo Abreu

Juliana Mentzingen 
 
No mês de abril passado, 80% dos bares e restaurantes do Estado do Rio perderam entre 50% e 100% do faturamento. Além disso, 47% deles estão de portas fechadas e 10% decidiram encerrar permanentemente suas atividades, reduzindo em 20 mil os postos de trabalho. Outros 45% tendem a não conseguir reabrir depois da crise. Os dados são do Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio de Janeiro (SindRio) e foram apresentados pelo presidente da Comissão de Economia, Indústria e Comércio da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Renan Ferreirinha (PSB), em audiência pública sobre o impacto da pandemia nesse setor.
“A situação do setor é realmente grave, com baixa demanda e acesso a crédito reduzido. Nós precisamos lembrar que os bares e restaurantes são a ponta de toda uma cadeia de produtores e produtoras de bebidas e alimentos, que vai desde as grandes distribuidoras até o produtor rural. Além disso, os bares e restaurantes fazem parte da cultura do Rio de Janeiro e são um símbolo do nosso estilo de vida e um grande atrativo para o nosso turismo. Quando a situação de isolamento passar, precisamos estar preparados para retomar as atividades e, principalmente, nossas potencialidades”, disse Ferreirinha, durante a videoconferência.
Participante da reunião, Fernando Blow, presidente do Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio (SindRio), ressaltou a importância do setor como porta de entrada para o mercado de trabalho. “Temos uma qualidade, antes de tudo, social. Somos os maiores empregadores de jovens entre 18 e 24 anos do Estado”, disse. Outro ponto levantado por Blow foi a insegurança em relação à reabertura do segmento pós-pandemia. “A gente calcula que pelo menos um terço do segmento não conseguirá resistir aos primeiros meses, porque não houve crédito emergencial, uma vez que a maioria das empresas são de pequeno e médio porte. Não há dinheiro para pagar as contas básicas”, avaliou.
Paulo Henrique, da empresa de food service Rio Quality, trouxe uma análise do crescimento das modalidades de delivery e take away, adotadas por empresas durante a pandemia. “O delivery não é a salvação dos bares e restaurantes. Houve um aumento muito grande da oferta e não foi suficiente para compensar todos os custos fixos. Além disso, o faturamento é impactado pelas taxas de aplicativos que extraem muito ou toda margem de lucro de um estabelecimento”, ressaltou.
Por sua vez, Diogo Gomes, da Art Chopp, apontou a falta de amparo legal do Governo e dos bancos como uma das maiores dificuldades no momento. “A gente não sabe como vai retomar o negócio. Já quase não temos caixa para pagar funcionários, teremos menos ainda para arcar com as exigências que serão necessárias com a retomada”, disse o empresário, referindo-se às medidas de higienização.
De acordo com Mauro Osório, economista e diretor da Assessoria Fiscal da Alerj, o Estado precisa neutralizar o “efeito sanfona”, evitando outro isolamento após o afrouxamento das medidas de isolamento social. “A crise no Estado do Rio é pior, pois ela já ocorre desde 2015. A gente tem que ter uma política de isolamento social que permita que não tenha novas ondas do coronavírus. A gente vive esse risco em um cenário extremamente complexo e desafiador. Precisaremos muito pressionar o Governo Federal para a retomada da economia fluminense, não há outra saída”, disse.
Representando o Poder Executivo na audiência, William Figueiredo, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado, defende que a abertura do segmento de bares e restaurantes seja feita baseada em dados técnico-científicos. “O Governo do Estado tem um Pacto Social pela Saúde e Economia sobre o setor, feita com base em estudos. É importante que a sociedade exija isso do Poder Público para que seja garantida uma abertura segura, consistente e com planejamento”, sinalizou.
Também estavam presentes na reunião os deputados Luiz Paulo (PSDB) e Chicão Bulhões (Novo).
 
 
 
 

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