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Empreiteira abandona obra da escola Ginda Bloch

Data: 15/02/2019

Ao custo de R$ 277.607,75, a reforma geral e restauração da Escola Municipal Ginda Bloch, no bairro do Alto, deveria ser concluída até o mês de abril próximo - Marcello Medeiros

Marcello Medeiros

Ao custo de R$ 277.607,75, a reforma geral e restauração da Escola Municipal Ginda Bloch, no bairro do Alto, deveria ser concluída até o mês de abril próximo. Segundo a placa indicando a necessidade de intervenção e seu custo, identificação que até o momento se encontra próximo à entrada principal do estabelecimento de ensino, deveria ser realizada a partir de 17 de setembro de 2018, com previsão de conclusão de 240 dias. Porém, o serviço mal foi iniciado. Segundo informado pelo governo municipal, “a referida obra foi abandonada pela empreiteira vencedora da licitação, que não chegou a receber nenhum valor, porque ela não apresentou os documentos necessários”. Ainda segundo nota divulgada pela Assessoria de Comunicação após questionamento da reportagem do jornal O Diário e Diário TV, “a empresa já foi notificada formalmente e corre processo administrativo para apurar as medidas a serem adotadas referentes ao caso”.
Não foi informado, porém, se será realizada nova licitação para que outra empresa, por exemplo, se candidate a executar os serviços necessários para o pleno funcionamento e segurança dos estudantes matriculados na unidade escolar. Apesar da indicativa de ausência de documentação para a debandada da empreiteira identificada na placa da obra, extraoficialmente apuramos que teria acontecido medição/verificação errônea em relação ao que estava previsto em edital e o que precisa ser feito no Ginda Bloch. Também solicitamos uma visita ao estabelecimento de ensino, para detalhar os problemas que precisam ser corrigidos ao custo de quase R$ 300 mil. Porém, não obtivemos resposta do setor responsável.

Muita história e valor
O prédio onde funciona a Escola Ginda Bloch tem grande valor para a memória municipal porque a obra tem seu projeto de construção atribuído a Oscar Niemeyer e, por isso, tanto o prédio como a Praça Nilo Peçanha, no bairro do Alto, são considerados patrimônios históricos culturais do município. A decisão é resultado de amplo estudo e pesquisa realizados pelo Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Municipal. O processo teve início em 2010, quando o Ministério Público foi provocado, começando a investigação, tendo em vista informações de que a escola, construída pelo empresário Adolpho Bloch e doada ao município, teria projeto atribuído ao renomado arquiteto Oscar Niemeyer.
Embora não reconhecido no catálogo do arquiteto, o projeto da escola – cujo prédio tem formato de materiais escolares quando visualizado de vista aérea – tem em suas linhas e traços todas as características presentes nas obras de Niemeyer, falecido aos 104 anos em dezembro de 2012. Sua autoria foi, inclusive, destacada pelo próprio Bloch durante a inauguração da escola, no ano de 1970, conforme matéria publicada na revista Manchete, à época. “Mesmo não estando oficialmente no catálogo de Niemeyer, é sabido e comprovado que o projeto foi desenhado pelo arquiteto. Uma obra com esta importância histórica não pode de forma alguma ser deixada de lado. Ao contrário, merece o tombamento, tornando-a parte integrante do Patrimônio Público de Teresópolis, o que possibilitará seu reconhecimento e sua manutenção com a garantia da preservação de suas características”, comentou o Jornalista e historiador Wanderley Peres, Secretário de Cultura que esteve à frente do processo para o tombamento pelo município. E, em breve, completa Wanderley, o prédio também deverá ser tombado como Patrimônio Histórico e Cultural do Estado do Rio de Janeiro. Iniciado em 2017 o procedimento na Alerj, já está bem adiantado, e aprovado pelas comissões de Justiça e Redação, e de Cultura, projeto de lei do deputado Filipe Soares, do DEM.

Gestão não resolve luz
Desde setembro do ano passado, o sistema de iluminação da Praça Nilo Peçanha funciona ininterruptamente. Moradores do entorno do espaço público alertaram sobre o problema em dezembro do ano passado. No início daquele mês, a reportagem do jornal O DIÁRIO e DIÁRIO TV esteve no local e registrou dezenas de lâmpadas acesas. A Prefeitura prometeu resolver, mas, assim como prometeu em nova reportagem um mês atrás, nada fez. Ontem, registramos praticamente todo o sistema em funcionamento durante o dia. Além do desperdício de energia elétrica, importante destacar que, dessa forma, todo o equipamento e lâmpadas funcionando dessa maneira terão seu tempo de vida útil reduzidos drasticamente e, quando queimarem, quem vai pagar mais uma vez será o contribuinte. O problema seria um reator, que parece ser de maior complexidade do que o entendimento do setor responsável no governo municipal.

 

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