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Educação nacional de braços cruzados contra a Reforma da Previdência

Data: 15/05/2019

Educação nacional de braços cruzados contra a Reforma da Previdência. Mobilização chega a Teresópolis com ato de greve em protesto as propostas apresentadas e ao corte de verbas para a Educação

Anderson Duarte

O país se mobiliza hoje, 15, para protestar contra as propostas da Reforma da Previdência em pauta no Congresso Nacional e aqui em Teresópolis o movimento se concentra nos setores da educação e serviços. Segundo SINDPMT, os serviços essenciais não param cem por cento e alguns atendimentos como ambulância, Postos de Saúde, Cemitério, Hemonúcleo, terão o funcionamento mantido. Em especial a educação se mobiliza em razão do corte de verbas para a área no país e também aos temas propostos na reforma da Previdência. O contestado corte foi anunciado no final do mês passado pelo próprio ministro Abraham Weintraub e repercutiu diretamente na opinião pública que considerou a medida um ataque político contra as universidades públicas, historicamente palco de mobilizações sociais e movimentos estudantis. A greve nacional foi convocada no início de abril pela Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação e ganhou ainda mais repercussão com o anúncio dos cortes.
Mães e alunos foram chamados a participar e contribuir para as discussões sobre os rumos do ensino público no Brasil e a adesão das principais centrais sindicais, que também decidiram apoiar a greve da educação, agregou as demais categoria de trabalhadores para um Dia Nacional de Luta. 
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6/2019, da reforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro tem como objetivo, segundo o movimento de greve, de destruir a aposentadoria do povo brasileiro, em especial a das trabalhadoras e a dos trabalhadores da educação. A PEC altera as regras especiais de trabalhadores e trabalhadoras rurais e professores. Um dos exemplos expostos pela organização do movimento é o de uma professora, que ingressou na carreira até o ano de 2003, pelas novas regras terá de trabalhar dez anos a mais para se aposentar e as que ingressaram depois de 2004 deverão trabalhar quinze anos a mais para receber benefícios menores. A reforma da Previdência acaba com a aposentadoria por tempo de contribuição e institui a obrigatoriedade da idade mínima: 65 anos para homens e 62 para mulheres, aliada a tempo mínimo de contribuição de 20 anos, hoje o tempo mínimo de contribuição é 15 anos.
Segundo os movimentos sociais que encabeçam o movimento que recebeu apoio em todo o país, os educadores das escolas particulares também sofrerão muito com as novas regras. Já com relação ao corte de investimentos na educação, segundo dados levantados pela Consultoria de Orçamento da Câmara dos Deputados, o congelamento de recursos do Ministério da Educação e Cultura compromete R$ 2,1 bilhões nas universidades e R$ 860,4 milhões dos Institutos Federais. Mesmo a educação básica, apontada como prioridade por Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral, sofreu um corte de R$ 914 milhões. Ainda de acordo com os profissionais da educação, os cortes prejudicam desde a merenda escolar até o transporte, além, claro, de prejudicar toda educação pública, cortando recursos de manutenção e de pesquisa.

 

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