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Derrubada de vetos demonstra insatisfação da Câmara com governo municipal

Data: 22/09/2017

Para Maurício Lopes, o prefeito em exercício Sandro Dias está atendendo aos interesses de Mario Tricano - que quer promover uma retaliação - Foto Arquivo Marcello Medeiros

Marcus Wagner

A relação entre a Câmara de Vereadores e a prefeitura de Teresópolis não anda muito boa de acordo com o que pôde ser notado nas últimas sessões do legislativo. Nesta quinta-feira, os parlamentares derrubaram 8 vetos do poder executivo a projetos de lei que o plenário havia aprovado e criticaram duramente o posicionamento do prefeito interino Sandro Dias e principalmente de Mario Tricano, prefeito licenciado que não esconde que continua tomando as decisões do governo. De acordo com os vereadores, os vetos não tiveram fundamento e impediam a criação de instrumentos muito importantes para a população. Somente um veto foi mantido porque os vereadores verificaram a necessidade de fazer modificações no texto.
Os vetos foram duramente criticados porque nem sequer houve justificativa que fosse considerada razoável pelos parlamentares. Para Maurício Lopes, o prefeito em exercício está atendendo aos interesses de Mario Tricano que quer promover uma retaliação: “Sem sombra de dúvidas, o prefeito vem tentando, naqueles moldes antigos dele de governar, medir forças com o poder legislativo e mais uma vez ele sai derrotado com todos os vetos derrubados por unanimidade na casa. A Câmara está de parabéns porque se posiciona cada vez mais, mostrando que está aqui para fazer pela população de Teresópolis e não pelo gestor público do nosso município. O prefeito tentando medir forças está cada vez mais perdendo a credibilidade com toda a cidade”.
Somente o projeto “Merenda nas férias” do pastor Luciano teve o veto mantido, pois terá a redação alterada com adaptações que foram verificadas como necessárias para futuramente ser encaminhado para nova votação. “Quem pôde acompanhar a sessão viu que os vetos dele são coisas sem sentido, como, por exemplo, o projeto de lei do vereador Leonardo Vasconcellos que pede a cassação do alvará do posto que estiver vendendo combustível adulterado. Como que um governo veta um projeto de lei desse? A gente está aqui para defender a população teresopolitana. Com todo respeito aos empresários desse ramo do nosso município, se eles estiverem trabalhando de maneira correta terão nosso apoio, mas se for constatada a irregularidade, de fato precisam ter sua licença cassada”, completou Maurício.
Já o vereador Leonardo Vasconcellos, que presidiu a sessão devido à ausência de Pedro Gil, preferiu não polemizar o tema: “É uma relação normal de executivo e legislativo, existem momentos em que o executivo não entende uma matéria, devolve e a Câmara reavalia, isso não é questão de rixa, eu respeito as duas casas, eles entenderam de uma maneira e nós entendemos de outra”.

Projetos que tiveram o veto derrubado
Na sessão extraordinária, os parlamentares decidiram por unanimidade rejeitas os vetos sobre os seguintes temas: adaptação de táxi com equipamento homologado para transportar pessoas com necessidades especiais; obrigatoriedade de curso de prevenção a acidentes e primeiros socorros em creches e escolas município de Teresópolis; criação de área de embarque e desembarque de veículos nas instituições de educação infantil e ensino fundamental; oficialização de logradouro público; criação de boletim escolar eletrônico nas escolas da rede pública municipal de ensino municipal; estabelecimento de procedimentos a serem adotados na venda e no descarte de medicamentos; denominação do centro de hemodiálise com o nome do ex-prefeito e ex-deputado Robertão e cassação do alvará de empresas e postos que revenderem combustíveis adulterados. 

Pastor Luciano denuncia assessor
Outro exemplo que demonstra uma tensão entre as decisões da Câmara e os interesses de Tricano foi a denúncia do Pastor Luciano de que um assessor do vereador Pedro Gil. De acordo com o que o parlamentar, o funcionário o questionou sobre o posicionamento político dele com relação aos interesses do governo municipal, após ele ter dado parecer contra a cassação de Maurício Lopes e também por ter dado parecer favorável à admissibilidade da denúncia contra Tricano.
“Para minha surpresa, na terça-feira fui abordado por um servidor da presidência desta casa querendo me coagir para saber de que lado estou. Primeiro, eu quero que este assessor se coloque no lugar dele, porque assunto de vereadores é tratado no salão azul, assunto que diz respeito ao prefeito não. Será que foi o presidente desta casa que mandou ele fazer essa pergunta? Se não mandou, ele está sem moral alguma nesta casa. Eu tenho a liberdade de votar com o meu juízo, respeitando todos os vereadores, eu não tenho rabo preso com ninguém. Se alguém tem rabo podre, a gente vai saber.  Se tiver alguma coisa errada, vou em cima. Não aceito que depois fiquem de cara feia para mim, eu quero respeito. Não aceito que venham me chamar no canto porque não devo satisfação a esse tipo de gente. Eu não compactuo com esse tipo de erro, minha vida é limpa”, enfatizou Luciano. 

 

 

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