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Depois da febre amarela, preocupação com o vírus influenza

Data: 06/04/2018

A vacinação é considerada a intervenção mais importante na redução do impacto da influenza -Agência Brasil

Marcello Medeiros

Nos últimos meses os teresopolitanos buscaram os postos de saúde para se vacinar contra a febre amarela, grave doença infecciosa que, segundo último levantamento divulgado pela secretaria estadual de Saúde, teve 21 casos registrados no município. Desses, foram oito óbitos em Teresópolis. Com a queda na temperatura, saem de cena os mosquitos e entra a preocupação com o vírus da gripe que, dependendo do tipo e condição do paciente, pode até matar. O maior número de caso acontece no período de frio por conta dos ambientes fechados, situação que auxilia na propagação do vírus. Atenta ao aumento dessas ocorrências, o Ministério da Saúde inicia no próximo dia 23 a Campanha Nacional de Vacinação Contra Influenza, trabalho que terá seu “Dia D”, uma data com reforço no atendimento, no dia 12 de maio. A campanha segue até o dia 1º de junho.
Na edição 2018 do trabalho de imunização, o público-alvo é o seguinte: Crianças de 6 meses a menores de 5 anos; Trabalhadores da saúde do serviço público e privado; Gestantes; Puérperas (mulheres no período até 45 dias após o parto); Idosos a partir dos 60 anos; Pessoas portadoras de doenças crônicas - comorbidades, com indicação clínica especial, ou seja, com declaração médica autorizando a aplicação da vacina); Professores das redes pública e privada. Em Teresópolis, a vacinação acontecerá em todos os postos de saúde, unidades básicas de Saúde e PSFs das zonas urbana e rural, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h.  No ano passado, aproximadamente 50 mil pessoas foram imunizadas no município.
A influenza é uma infecção viral aguda do sistema respiratório, de elevada transmissibilidade e distribuição global. Um indivíduo pode contraí-la várias vezes ao longo da vida. Em geral, tem evolução autolimitada, podendo, contudo, apresentar-se de forma grave. 

Sinais e Sintomas
Infecção aguda das vias aéreas que cursa com quadro febril* (temperatura = 37,8°C), com a curva térmica usualmente declinando após dois ou três dias e normalizando em torno do sexto dia de evolução. A febre geralmente é mais acentuada em crianças. Os demais sinais e sintomas são habitualmente de aparecimento súbito, como: calafrios, mal-estar, cefaleia, mialgia, dor de garganta, artralgia, prostração, rinorreia e tosse seca. Podem ainda estar presentes: diarreia, vômito, fadiga, rouquidão, hiperemia conjuntival. É importante notar que nem todas as pessoas com gripe observarão a febre.

Transmissão
Os vírus influenza são transmitidos facilmente por aerossóis produzidos por pessoas infectadas ao tossir ou espirrar. Existem 3 tipos de vírus influenza: A, B e C. O vírus influenza C causa apenas infecções respiratórias brandas, não possui impacto na saúde pública e não está relacionado com epidemias. O vírus influenza A e B são responsáveis por epidemias sazonais, sendo o vírus influenza A responsável pelas grandes pandemias. Os vírus influenza A são ainda classificados em subtipos de acordo com as proteínas de superfície, hemaglutinina (HA ou H) e neuraminidase (NA ou N). Dentre os subtipos de vírus influenza A, atualmente os subtipos A(H1N1)pdm09 e A(H3N2) circulam de maneira sazonal e infectam humanos. Alguns vírus influenza A de origem animal também podem infectar humanos causando doença grave, como os vírusA(H5N1), A(H7N9), A(H10N8), A(H3N2v), A(H1N2v) e outros. Algumas pessoas, como idosos, crianças novas, gestantes e pessoas com alguma comorbidade possuem um risco maior de desenvolver complicações devido à influenza. A vacinação é considerada a intervenção mais importante na redução do impacto da influenza.

Gripe: 650 mil mortes por ano
Até 650 mil pessoas morrem anualmente por doenças respiratórias relacionadas à gripe. A estimativa foi divulgada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a partir de levantamento do Centro para o Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (US-CDC, na sigla em inglês). O número é maior do que o último estudo, divulgado há dez anos, que indicou até 500 mil óbitos anuais. A maioria das mortes ligadas à gripe ocorre nas regiões mais pobres do globo. A África Subsariana, o Leste do Mediterrâneo e o Sudeste Asiático são as áreas com maior risco de óbitos em consequência dessas enfermidades. As nações em desenvolvimento são responsáveis por quase todas as perdas de crianças com até cinco anos por essa causa. Na análise por faixa etária, a maior ocorrência do problema está entre pessoas com mais de 75 anos, com taxa de 223 mortes a cada 100.000 indivíduos. No grupo entre 64 e 75 anos, o índice cai para até 44 óbitos a cada 100.000 indivíduos, e para homens e mulheres com idade abaixo de 64 anos, a taxa de mortes é de 6,4 a cada 100.000 habitantes.
No Brasil, em 2017 o Ministério da Saúde registrou 2.629 casos de gripe ao longo do ano, com 487 mortes. Em 2016, ano em que houve uma ocorrência muito grande do vírus H1N1, foram 12.174 casos e 2.220 mortes. Em 2015 e 2014, os números foram mais baixos do que os registrados até agora em 2017, com 1.089 casos e 175 óbitos e 1.794 casos e 326 falecimentos, respectivamente. Na avaliação do pesquisador do Laboratório de Vírus Respiratório e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) Fernando Motta, a redução dos casos este ano em relação a 2016 pode ser explicada por um controle do surto de H1N1, que se deve, entre outras razões, à adoção de novas vacinas.

 

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