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Delino Tomé conclui ultramaratona de 300 quilômetros em Minas Gerais

Data: 28/03/2019

"Segui superando cada quilômetro e às 4h15 da manhã do dia 24 terminei a prova dentro do tempo limite, e aí, só aí, fui chamado e informado que estava eliminado. Vou ser sincero, chorei muito com tamanha decepção por me deixarem continuar na prova, passar por vários sofrimentos e, no final, me deparar com isso", relata Delino Tomé - Arquivo ? O DIÁRIO

Marcello Medeiros 

Referência quando se fala em ultramaratona no país, sendo convidado para participar de provas em várias partes do Brasil e sempre reverenciado por outros atletas, o “mineiro teresopolitano” Delino Tomé, morador da Barra do Imbuí, concluiu mais uma duríssima competição realizada em trechos da Estrada Real que cortam Minas Gerais. Foram 300 quilômetros entre os municípios de Tiradentes e Passa Quatro, vencidos entre o dia 21 e o final da madrugada do dia 24 passado. Porém, apesar de mais um bom resultado na sua categoria e também no geral, além da grande vitória de se concluir um trajeto como esse - distante e com muitas subidas – aos 64 anos idade, Delino voltou para Teresópolis sem nenhum motivo para comemorar. Muito pelo contrário. Para ele, “provas organizadas pela Ultrarunner nunca mais”. Após passar por problema técnico logo no início da segunda etapa, ele acabou sendo desclassificado, o que não seria nenhum demérito. O problema é que a organização não informou que ele já estava eliminado e o fez correr a longa distância que faltava para concluir a ultramaratona, marcando todos os PCs seguintes como se nada tivesse acontecido.
Em entrevista ao jornal O DIÁRIO, o fera das corridas relatou, com muita tristeza, o que aconteceu em terras mineiras no último fim de semana. “Foi um aprova bastante dura. No primeiro dia a estrada estava com muita lama, o que nos dificultou no sistema da corrida. À noite muita chuva e vento, e pela dificuldade da situação ficamos mais na caminhada e só conseguimos evoluir na corrida durante o dia. Na saída de São Lourenço, amanhecendo o dia, quando deveria seguir para São Sebastião da Vitória, acabei errando o caminho. Como o celular não funcionava para a localização do GPS, porque havia estragado com a chuva, acabei indo para uma estrada diferente e saindo em Pouso Alto. Para dar seguimento à prova, usei o recurso de um táxi para chegar ao ponto onde havia errado, encontrar o totem da Estrada Real. Porém, nesse ponto era o PC 230 e levei punição, não sendo informado que já estaria eliminado da prova, o que até aceitaria mesmo ainda achando que poderia argumentar, mas me deixaram continuar”, relata.
Tomé argumenta ainda os motivos de ter optado pelo veículo de aluguel e o que o deixou muito decepcionado com a organização.  “Como survivor, sem contato algum da organização por conta problema celular, usar o táxi para voltar ao ponto onde estava a competição foi o recurso de sobrevivência escolhido por mim porque não alteraria a minha posição na prova. Além disso, a cada PC meu número estava sendo registrado, eu fotografado, como se estivesse na prova mesmo.  Segui superando cada quilômetro e às 4h15 da manhã do dia 24  terminei a prova dentro do tempo limite, e aí, só aí, fui chamado e informado que estava eliminado. Vou ser sincero, chorei muito com tamanha decepção por me deixarem continuar na prova, passar por vários sofrimentos e, no final, passar por isso. Se acharam que tinha que eliminar, teria que ser lá no PC 230, não me deixando na prova como se nada tivesse acontecido”, enfatiza.

Adeus, Ultrarunner
Quem conhece Delino Tomé e seus excelentes resultados nos últimos sabe perfeitamente que ele não precisa de qualquer tipo de auxílio para concluir uma prova desse tipo, sem contar que havia terminado dentro do tempo estimado. Para os amigos e admiradores do atleta, que nasceu em Varginha (MG) e escolheu Teresópolis para viver e constituir família, quem perde muito com a situação é a Ultrarunner. “Foram mais de 10 anos prestigiando somente provas organizadas por eles. Agora, não participarei de mais nenhuma. Vou correr em outros eventos Brasil à fora”, informa o atleta, que viu sua pupila Karine Thames terminar a ultramaratona com um ótimo resultado e a amiga Maria Canteira, do Uruguai, fechar em segundo lugar no geral. 
De volta ao seu lar, Tomé já retomou os treinamentos para a próxima grande competição que vai participar, uma ultramaratona de 281 quilômetros que será realizada em Portugal no final do mês de julho. Para representar nosso município em tantas competições, ele conta com o apoio de amigos e patrocinadores: Secretaria municipal de Esportes e Lazer, Carrapeta, SAF, Supermercado Regina, Supermercado Flor da Posse, Papelaria Globo, Unisport, Soraya Esporte, Top Spin, Chaveiro Mundial, Academia RV Fitness, Academia Planeta Corpo, San Rafael, Gráfica Ultra, Luiz Medeiros, Dr. Gustavo Alves, Dr. Manoel Vidal, Total Automottive, Ótica Prazer de Ver, Requinte Decorações, Celeiro Barra, Mega Street, Marragavi Móveis Usados, Mecânica Maia, Mecânica Clinicar, Eletrônica Barra, Zabal Bike, Açougue Tavares, Cycle São Cristóvão, Farmácia Vida e Saúde, Veterinária Petiz, Sun Transportes, Unopar, jornal O Diário e Diário TV.


 

 

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