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Cremerj alerta para possível fechamento de Hospitais para o SUS

Data: 07/12/2017

O Cremerj alerta que a situação mais severa e grave está no Hospital de Clínicas de Teresópolis, o maior do município, onde a dívida soma R$ 26.531.000,00 e se acumula desde 2015

Anderson Duarte

Não é de hoje que se fala em atraso no pagamento dos contratos dos hospitais conveniados de Teresópolis e entra governo e sai governo e a situação praticamente não muda, pelo menos até agora. Mas a mudança, infelizmente, foi para muito pior e além do repasse que é de responsabilidade do município, verbas federais da área não estariam sendo destinadas aos hospitais que padecem e anunciam fechamento das portas em breve. Apesar das brigas judiciais e das tentativas do próprio Ministério Público de interferir no processo de depredação da saúde pública patrocinado pela gestão Tricano, pouco mudou e agora o CREMERJ, que representa a classe médica do estado do Rio de Janeiro, anuncia um pedido de representação em favor das unidades médicas da cidade junto ao MP. Em reunião com os três principais hospitais, a direção do órgão decidiu intervir no processo dada a gravidade do quadro.

O presidente da entidade, Nelson Nahon, e o coordenador da seccional de Teresópolis o médico Paulo Barros estiveram reunidos na última quarta-feira com os diretores do Hospital São José, do Hospital das Clínicas de Teresópolis e da Beneficência Portuguesa. Segundo o órgão divulgou esta semana, os representantes das três unidades informaram que a prefeitura deve repasses de aproximadamente R$ 38 milhões. O Hospital São José e o HCT, inclusive, têm direito a verbas federais que não seriam pagas desde o ano de 12015. Preocupado com o cenário, o CREMERJ anunciou a apresentação de uma representação no Ministério Público Estadual para evitar que a situação se agrave e ponha em risco a assistência à população.

Ainda de acordo com o que foi divulgado pelo CREMERJ, somente no Hospital São José, o montante da dívida chegaria a R$ 10.816.000,00, sendo que destes, mais de R$ 7 milhões são de responsabilidade da própria prefeitura. Desde abril, a unidade não recebe as verbas municipais e, desde setembro, os repasses federais. A unidade, que é retaguarda da UPA, oferece serviços de CTI, ambulatório, exames, internação, enfermaria e cirurgias. Já a dívida da prefeitura com a Beneficência Portuguesa é de R$ 1.498.000,00. O último pagamento foi realizado em março. Entre os serviços prestados pela instituição, que possui maternidade, estão consultas ambulatoriais e cirurgias. Ela disponibiliza ao SUS 40 leitos de longa permanência, sendo 30 clínicos e o restante de obstetrícia. Cerca de 90% dos atendimentos são realizados por meio da rede pública.

O CREMERJ alerta que a situação mais severa e grave está no Hospital de Clínicas de Teresópolis, o maior do município, onde a dívida soma R$ 26.531.000,00 e se acumula desde 2015. Em março deste ano foi o mês de recebimento das últimas verbas da prefeitura, e o último repasse federal data de outubro. A unidade acolhe pacientes de média e alta complexidade, como internação e ambulatorial, e atende casos de urgência e emergência. Sendo referência para o trauma e outras modalidades de atendimento mais gravosas. Segundo o presidente do Conselho, Nahon, a resolução urgente dos impasses entre a prefeitura e os hospitais se faz imperativa neste momento.

“Essas três unidades são fundamentais para a cidade, pois são as únicas a prestar assistência hospitalar à população de Teresópolis e das cidades do entorno. Caso a situação não seja normalizada, existe um grande risco de a população ficar completamente desassistida. Isso é inaceitável! É preciso garantir a qualidade do atendimento, assim como as condições de trabalho dos médicos. Exigimos que a prefeitura cumpra com as suas obrigações e faça o repasse das verbas”, disse o presidente do CREMERJ.   

 

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